Capítulo 22

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- Mamã, a vó deu-me isto! 

Tiago mostra-me o chupa que tem na mão. Maneio a cabeça. A minha mãe gosta sempre de deixar ao Tiago um doce para ele comer depois. Pego no chupa e coloco-o em cima da mesinha de cabeceira.

- Fica aqui e amanhã comes, sim?

- O papá?

Suspiro. O Tiago pergunta bem. Estávamos os dois com o Tiago, a deitá-lo, quando ele recebeu um telefonema e saiu do quarto.

- O pai já vem, não te preocupes.

- Ele volta já?

Sorrio e passo a mão pelo cabelo do meu filho.

- Claro. Ele está aqui em casa e não vai desaparecer tão cedo...

A porta do quarto do Tiago abre.

- Vês? - O meu filho acena veementemente e sorri.

- Estavam à minha espera?

O André senta-se ao meu lado e coloca a mão na perna do pequeno do Tiago.

- Claro. Estamos sempre...

Ele beija-me a testa. O André percebe que as minhas palavras vão muito mais além do que uma resposta a uma simples pergunta. Elas significam compromisso.

- Mas, já são horas para o campeão estar a dormir...

- A vó deu-me um chupa verde!!

O André ri-se.

- Era melhor se fosse vermelho...

- Benfica! - diz o Tiago e todos sorrimos.

Ficamos com ele até que sentimos que ele já adormeceu.

- Teve um fim de semana cheio de doces, é o que é...

- Os avós são mesmo assim... os teus pais não são diferentes dos meus.

- Verdade... - estou prestes a lhe perguntar se se passava alguma coisa. Mas, ele adianta-se.

- Nós também tivemos um fim de semana muito doce...

Solto uma leve gargalhada, mas tento controlar-me, senão vou acordar o Tiago.

- Não acredito que foste tão piroso...

- Posso ter sido piroso, mas disse a verdade. E não te queixaste muito...

Maneio a cabeça e olho fixamente para ele. O André faz o mesmo e ele sabe como isso me agrada.

Levanto-me devagar.

- É melhor deixarmos o Tiago dormir, não?

--

- André... - gemo o seu nome, não me consigo controlar. Ele entra e sai, entra e sai num ritmo preciso e assertivo. Sim, é assertivo, fazendo sentir que eu sou o que de mais precioso ele tem nas suas mãos. Quando penso que ele vai, finalmente, deixar-se vencer e entregar-me tudo o que tem, ele pára e recomeça até me levar ao auge, mais uma vez, nesta noite, prevenindo-me de gritar o seu nome, beijando-me. 

Agarro-lhe o cabelo ainda com mais força e aperto-o contra mim. O André liberta-se e ele próprio geme, com o seu nariz junto ao meu.

--

- Deus... - beijo-lhe o pescoço - o teu sabor, o teu cheiro... deixas-me sem pé... - beijo-o intensamente. 

Desvio-me um pouco e beijo a sua face.

- Sabes que... cada vez que estamos assim, continua... continua a ser o momento em que parece que nada mais existe...

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⏰ Última atualização: Apr 18, 2021 ⏰

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