Após andarem em silencio e com cautela por vários becos, conseguiram chegar até a frente da prisão.
— Por que paramos? — Ele está aqui? — questionou Karen.
— Seu amigo Aygon saiu em uma missão ontem — respondeu Beric, quase perdendo sua consciência.
Karen ao ouvir tais palavras arregalou seus olhos e sentiu como se todo ar de seu corpo tivesse sido esvaído, tentou falar algo, porém as palavras não saiam.
— Mas o garoto que foi encontrado junto com ele, está lá — completou o general.
— E como eu posso tirar ele dá lá — questionou Karen.
— A chave deve estar com um guarda de cabelos e uma grande barba grisalha.
— Entendi, então espere aqui, eu vou tentar tira-lo de lá — disse a jovem apoiando Beric na parede do peco que vieram, e saindo arrastando a enorme e pesada espada dele em direção ao presidio.
Assim como dito por Beric, havia um homem que batia perfeitamente com as descrições dada por ele, e o mesmo estava sentado em uma grande mesa retangular de madeira, lendo um livro sozinho.
O silencio pairava sobre o lugar, porém rapidamente foi tomado pelo súbito barulho de alguém abrindo a porta com força.
— O general foi capturado — disse Karen tentando ao máximo engrossar sua voz, enquanto arrastava a espada de Beric para dentro do cômodo — O bispo Edmundo disse que precisa de você e me pediu para ficar no seu lugar — completou a garota.
O homem levantou em instantes ao ver a irreconhecível espada de Beric.
—Tudo bem, conto com você — exclamou ele, se preparando para sair sem esboçar reação alguma.
— Espe... — dizia Karen que acidentalmente deixou escapar sua voz feminina — ESPERA — corrigiu com uma forte voz masculina desta vez — ele me disse que é pra você deixar as chaves das celas comigo... parece que você vai receber alguma promoção.
— Eu sabia, sempre soube que esse momento ia chegar — falava o homem completamente eufórico, retirando a chave que carregava junto a uma corrente pendurada em seu pescoço — Tome é toda sua — completou entregando a chave para Karen com um enorme sorriso em seu rosto. Logo em seguida saiu saltitando.
— Os homens daqui não são muito espertos pelo visto — falou Karen, espantada do quanto seu plano havia dado certo.
Após entrar pela porta, Karen saiu andando pelo extenso corredor repleto de celas, enquanto observava uma por uma, até encontrar Arthur sentado lendo um livro.
— Deu um trabalhão pra te encontrar — falou Karen.
— Essa voz... — disse Arthur se levantando e deixando os livros de lado.
Karen retirou seu elmo, revelando um grande sorriso escondido por de baixo dele.
— Eu disse que a gente se encontraria em Catagan — exclamou o jovem com os olhos brilhando e um sorriso surgindo em seu rosto.
— Dizer isso nem parece que quem teve todo o trabalho pra encontrar você foi eu — retrucou Karen franzindo o cenho.
Sem delongas Karen usou a chave e abriu a cela e após Arthur sair o recebeu com um caloroso abraço.
— Senti saudades — murmurou Arthur.
Karen apenas assentiu com a cabeça e continuou envolvida naquele abraço.

VOCÊ ESTÁ LENDO
Regressão: A quebra do espelho
FantasíaAs pessoas necessitam de um propósito, pois somente assim conseguiram dar um sentido para suas existências. Aygon não se difere dos demais, um jovem que esconde um grande segredo, carregando em sua vida várias dúvidas e perguntas sem respostas. En...