Capítulo 3:
"Tintas e papéis"- Agora, te mostrarei o verdadeiro poder um mago! - gritou o mestre Leon, abrindo os braços - Sinta a ventania da natureza, "Palmas de ventania"!!!
Leon bateu suas mãos, do impacto surgiu uma ventania que empurrava o corpo de Henri até cair no chão:
- Você ainda resistiu muito rapaz. - disse Leon indo ajudar Henri a se levantar.
- Mas eu ainda não terminei, professor.
Henri salta para trás com as mãos estendidas para frente:
- É a minha vez, - disse Henri - Minha vez de mostrar meu verdadeiro poder!
Henri movimenta as mãos fazendo surgir ao centro uma pequena galáxia:
- Já falei, - disse o aluno - Não me subestime tanto assim! "Céu noturno"!!!
Henri joga sua galáxia no chão, a qual se espalhou em estrelas. O chão agora havia desaparecido, tornou-se um céu estrelado.
- Não vou cair nessa ilusão. - disse Leon.
Mas Henri mais uma vez se pronuncia:
- Verá o poder das galáxias agora! "Anel de saturno"!!!
Um grande anel de poeira de estrelas fica em volta de Leon, deixando-o preso:
- Já chega disso, - disse o professor - Acabarei com isso agora, "Vendaval"!!!
Leon flutuou por alguns segundos, abrindo os braços e quebrando o anel de saturno de Henri. As estrelas foram empurradas e destruídas. Henri tenta contraatacar mas cai cansado de joelhos:
Leon se aproxima dizendo:
- Não era necessário se esforçar tanto assim, rapaz. É só um pequeno treino, mas já vi que você tem um grande poder.
Henri levanta o rosto para responder:
- Obrigado mestre, com a tua ajuda eu irei evoluir cada vez mais.
- É isso que eu espero. - disse Leon estendendo a mão para levantar Henri.
O mestre e o aluno se abraçaram. Leon agora se posiciona firme para escolher o próximo oponente:
- Vocês viram o quão forte o amigo de vocês é, mas agora quero ver vocês. Sack, é a tua vez. - disse Leon.
Sack respirou fundo e se aproximou do professor:
- Estou pronto. - disse Sack.
- Então pode começar, mas seja tão forte como o seu amigo alí. - falou Leon, apontando o dedo para Henri que estava descansando no chão.
Sack franziu as sobrancelhas, abriu as mãos, apoiou um perna à frente e suspirou:
- Haaaaaah, - Sack avança - Magia das lâminas, "Gumes Ativos"!!!
Das mãos de Sack surgem lâminas energéticas que seguem em direção ao professor que empurra as lâminas para as laterais:
- Muito fraco, - disse Leon - Não pegue leve, quero poder em você!
Sack controla as lâminas caídas e as joga novamente em direção ao professor:
- "Gumes Ativos"!!!
Leon gira como um tornado e joga as lâminas para mais longe, as quais se desfizeram, sumiram por estarem longe de Sack.
Sack avança mais uma vez, braço por braço, mas Leon possui músculos mais fortes, então jogou seu aluno para longe.
- Vai precisar mais do que isso para me derrotar, querido aluno, haha!
Sack então se concentra, junta as suas mãos e logo as estende gritando:
- Magia das lâminas, "chuva afiada"!!!
Várias agulhas pontiagudas seguiram em direção ao corpo de Leon, mas mais uma vez ele repele com uma parede de vento, fazendo todas as lâminas voltarem ao Sack, que se feriu no braço esquerdo:
- Ah não, Sack! - gritou o mestre Leon vendo seu aluno sangrar - Você está bem? Isso não era para ter acontecido, perdão.
- Está tudo bem, - disse Sack - Eu vou ficar bem.
Sack sorriu, Leon orienta ele para ir até a enfermaria para enfaixar o braço. Ficam apenas Os outros três alunos com o mestre:
- Bem, é uma pena que o colega de vocês tenha se machucado, mas vocês devem aprender desde já que no mundo mágico é assim mesmo, vocês vão correr o risco de se ferir. Mas por esse ocorrido, por hora é só, durante a tarde vamos ter mais um treino, Carlos e Dinho já tiveram uma certa noção de batalha observando seus amigos treinarem comigo, então vamos entrar.
- Não acho justo. - disse Carlos.
- O que você não acha justo? - perguntou Mestre Leon.
- Voltarmos agora. - retrucou.
- Então você quer lutar?
- Óbvio que eu quero. - Carlos respondeu com convicção.
O professor olhou para Dinho e em seguida para Carlos:
- Henri, pode voltar ao seu quarto, - disse o mestre Leon - Quero que os dois aí, Dinho e Carlos, lutem contra mim ao mesmo tempo. Vamos esquentar mais esse treino.
Henri volta para a Escola, enquanto Dinho e Carlos estão frente a frente do seu mestre oponente.
Carlos avança:
- "impacto da arte!"
Dinho avança:
- "Onda energética"!
Leon para os dois com as duas mãos, parecia ridículo o esforço que os alunos estavam fazendo. Mas algo o intrigou, a mão em que ele segurava Dinho parecia receber uma energia cósmica, uma magia antiga e rara:
"Este é o garoto, ele tem o dom de poder âmago, ele será o fio de ordem no mundo." Pensou Leon. Distraído com o poder de Dinho, Leon leva um golpe certeiro de Carlos, em seguida outro de Dinho. Leon solta os garoto e empurra os dois pelo pescoço.
- Tiveram sorte de me pegarem desprevenido, mas isso não irá acontecer, novamente, - disse Leon - Preparem-se!
Os cinos tocam, significa que o tempo de treino acabou e é hora de voltar para a Escola para ter um intervalo de descanso.
- Justamente quando estava ficando legal, temos que voltar. - resmungou Dinho, decepcionado.
- Calma aí rapaz, ainda vamos treinar hoje.
Os três passam pelos corredores, Carlos segue em direção ao seu quarto mas Dinho é parado pelo seu mestre:
- Dinho Sama! - falou Leon em alto e bom tom.
- Sim, mestre Leon. Algum problema? - o aluno perguntou.
- Quero que me encontra no jardim hoje à noite.
- Mas por qual motivo? Fiz algo, Senhor Leon? Eu...
- Não se preocupe, você não fez nada, quero apenas conversar.
- Sim, Senhor.
- Espero você lá.
Leon bagunçou os cachos de Dinho sorrindo e depois seguiu em outra direção. Dinho observava seu mestre pensando qual o motivo da intimação. Então o jovem lembra de seu amigo ferido e corre até a enfermaria. Não precisou subir nenhuma escada, o lugar se encontrava na parte inferior da escola, Dinho entra no local e vê Sack Já enfaixado:
- Ei, Sack! - Dinho acenou se aproximando do amigo - Você está bem? Está melhor?
Sack responde sorrindo:
- Foi só um corte, não precisa se preocupar.
- Fico feliz que esteja bem. - Dinho aperta a mão do seu amigo - Você tem belas habilidades, gostei de ver.
- Haha, belas, porém perigosas. - Sack retrucou.
- Vamos comece a melhorar, temos que nos preparar para o segundo momento e a aula da tarde. Você consegue? - Dinho perguntou.
Sack responde com um joinha no dedo e um largo sorriso no rosto:
- Já tô pronto na verdade, haha!
Sem eles perceberem, um pássaro preto chega voando e pousa no ombro de Sack:
- Caramba, de repente assim? Acho que estou sendo abençoado, - disse Sack - ele é tão bonito, e não saiu voando como as garotas quando eu chego perto.
- Fico feliz que tenha gostado dele. - disse um garoto pálido de cabelos castanhos, surgindo do fundo da enfermaria.
O pássaro voou em direção ao último que falou e pousou em sua mão. O pássaro parecia esmaecer, e realmente era isso que estava acontecendo, o pássaro se desbotou como tinta, sumiu nas mãos do garoto desconhecido:
- Ei, você é o Carlos! - apontou Sack.
- Exatamente, fico feliz que tenham gostado da minha arte. - ele se apresentou.
Sack não falou nada, manteve a face decomposta por não acreditar no que vira a poucos segundos atrás. Dinho quebra o silêncio:
- Eu sou Dinho e esse é o Sack. Isso que você fez foi incrível. Como você fez isso?
- Eu sei, conheci o Sack na aula do professor Leon. O que eu fiz é simples, - respondeu Carlos - É apenas o meu dom, minha magia natural, um dos meus dons na verdade.
Sack passa a falar:
- Mas era tinta!
Carlos sorriu, viu que deixou Sack impressionado com aquele pássaro, então decidiu mostrar mais uma vez seu dom, mas agora algo diferente. Carlos movimenta as mãos, fazendo surgir sobre elas uma folha de papel, aos poucos a folha foi sendo dobrada por telepatia, gerando um origami de papel em forma de pássaro:
- Agora observem. - disse Carlos.
Carlos solta o pássaro de papel no ar, o qual saiu voando sobre as macas da enfermaria, o pássaro de papel voava em torno de Dinho, batia as asas enquanto piava. Dinho estende a mão, o pássaro encosta seu bico em um dos dedos de Dinho e então retorna para Carlos. Sob os controles do dono, o pássaro de papel foi-se amassando até que por fim se explodiu em vários pedaços de papel.
- Você destruiu o bichinho! - Sack gritou, revoltado.
- Fique tranquilo, posso recria-lo novamente e criar outros quantos mais eu quiser. - explicou Carlos.
- Por que você está aqui? Se machucou também? - perguntou Dinho.
- Não, nada disso, - disse o domador de arte - Estou aqui por que é um lugar que acho interessante para ajudar, cuidar das pessoas, deixar elas mais felizes quando elas se machucam, como eu fiz com o teu amigo, aliás foi quem inaugurou o a enfermaria desse ano, haha.
- Vamos procurar outros alunos para conhecer - sugeriu Dinho.
- Aaaah, isso significa que tem garotas soltas pela escola, - exclamou Sack - Vamos Dinho, garanto que vamos nos dar bem, Carlos, você também vem, vamos pegar várias!
- Agradeço o convite, - disse Carlos - Mas eu gosto de garotos, na verdade.
Sack insiste em passear pela escola:
- Tá tudo bem cara, vai ter garotos também!
- Para com isso, Sack. - disse Dinho - Você tá deixando o cara constrangido, vamos apenas passear pelo jardim. Você vem, Carlos?
- Tudo bem, vamos então. - Ele retrucou.Entre as árvores da zona rural, Lotus, coberta por um capuz, está parada em frente à uma grandiosa pedra envolvida por musgos. A pedra se move, deixando em vista um caminho secreto. Lotus desse uma longa escada de pedras, em seguida a pedra com musgos fecha o local mais uma vez. A mulher surge em uma região de subsolo, uma caverna, a diferença é que lá era como a parte interna de um casarão, mas tudo era formado pelas pedras da caverna, os pilares, estátuas de criaturas aladas, lustres e cartiçais que seguravam as velas para iluminar o ambiente.
No centro do lugar, uma grande mesa redonda, essa também com doze cadeiras, onze delas já ocupadas, havia apenas uma cadeira livre, a cadeira seleta para Lotus. A mulher senta-se na cadeira, na frente dela, do outro lado da mesa, está Aikuma, no centro da mesa algumas velas com a cera derretida, e nas outras cadeiras, outros membros que vestiam o mesmo tipo de capuz que Lotus. Aikuma levanta-se de sua cadeira para começar um debate:
- Todos nós já sabemos o objetivo dessa reunião, o momento que esperávamos chegou. Lotus já vem arquitetando tudo.
- Exatamente, - pronunciou Lotus - assim como todos nós acreditamos, a criança que herdará os poderes das trevas nasceu nesta era. A suposta criança, agora já adolescente, se encontra posivelmete em Shizen, a escola de magia da cidade de Hotarun. Devemos raptar essa criança ou influencia-la para despertar a alma de Orfeu, que está presa no espelho, sendo assim, a alma de Orfeu irá possuir o corpo do garoto como um receptáculo.
Um membro retira seu capuz e contesta os planos de Lotus:
- Vejo muito a palavra "possível" e não gosto disso.
Lotus não se pronunciou, deixou que Aikuma falasse em seu favor:
- Não se preocupe, Lino. - falou Aikuma - Lotus sabe o que faz.
- Também tenho outro questionamento. - apontou Lino. - Sabemos que haverá outro jovem, o que herdou o poder da luz. O que faremos com esse?
- Isso é óbvio, - esclareceu Lotus - Assim que nos o encontrarmos será feito o que deve ser feito, vamos mata-lo e então vamos melhorar esse mundo manchado, usando a alma de Orfeu.
Todos os doze membros estavam de acordo com o que Lotus falou, já estavam prontos para iniciar o plano.Em Shizen:
Dinho, Sack e Carlos caminhavam pelo Jardim, as copas das árvores balançavam com o vento leve que faziam as flores cair. Folhas ao chão, gramado verde e bancos sob cada árvore. Shizen era uma construção de modelo retangular, o jardim ficava ao centro com os corredores nas laterais.
Carlos estende um grande papel no chão, com um pincel na mão:
- Ué, cadê a tinta? - Dinho perguntou.
Carlos responde sorrindo:
- Não é necessário tinta.
- Então como você vai pintar? - perguntou Sack, coçando a cabeça de tão confuso.
- Vocês ainda não entenderam que isso também é magia. Vou mostrar.
Carlos fecha os olhos e faz leves movimentos com os pincéis em pleno ar. Dinho e Sack se olham sem entender o que estava acontecendo. Carlos movimenta o pincel mais rápido e no papel que está no chão começa a voar várias borboletas de diversas cores. As cores se fundiram como uma aquarela e As borboletas voaram entre os garotos. Dinho e Sack se divertiam, ao tocar numa borboleta ela se desmanchava. "Olha aquela também" eles diziam. Eram tantas borboletas que sumiam entre as árvores do jardim. Carlos movimentava o pincel mais rápido, e mais rápido até que por fim o para, levantando-o ao erguer o braço. O garoto abre os olhos com uma pergunta:
- Então, digam o que acharam, gostaram?
- Foi incrível! - exclamou os outros dois ao mesmo tempo.
Surgindo por trás de uma árvore, Amélia aparece mostrando sua opinião:
- Eu também achei belíssimo.
Carlos preocupou-se:
- Senhora Amélia, perdão se eu...
- Não se preocupe, - disse Amélia - Já disse que adorei, falarei melhor se isso se repetir mais vezes neste jardim. Teu dom é belíssimo, meu Jovem.
- Obrigado, fico agradecido por gostar da minha arte. Uma pena que eu não pude mostrar meu poder ao meu primeiro professor, quero dizer... professora. Então tive que ter aula com Leon. Tá sendo ótimo, ja até fiz novas amizades.
- Não se preocupe, - falou Amélia - Os outros professores vão adorar ver também, é que na verdade ela é a mais ocupada entre eles, então fica ausente em algumas vezes. Por isso dividimos tua turma.
- Quem é ela? - perguntou Sack.
- Dizem que é uma das mais fortes da escola de Hotarun, chamam ela de Lotus. - explicou Carlos com um brilho nos olhos.
- A propósito, - proferiu Amélia - Ela acabou de chegar.
Lotus estava entre um corredor do Jardim, sem o capuz que lhe cobria o rosto, mas com um longo vestido roxo e a flor que lhe prende o cabelo. A linda mulher sorriu delicadamente para todos, mas manteve o seu olhar sombrio na direção de Dinho:
- Perdão pela ausência, mas já estou aqui novamente. - disse a mulher.
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Shizen
RandomEm séculos atrás, a luz e a escuridão se espalharam pelo mundo após um ato covarde. Nos tempos atuais, os dois poderes voltarão em busca de um receptáculo humano. Um grupo de magos tentarão se apossar do jovem que possuir um dos poderes. É nesse mom...