❦ ℙ𝕒𝕣𝕥𝕖 02

148 58 120
                                    

⁸⁵³' Pαℓανяαѕ.

𝘿𝙖𝙧𝙖 |

Só de olhar pra esse mentor já me cansa. E se por acaso eu tacar fogo nele?

- Srt. Nahemah? - Chama me tirando dos meus pensamentos.

- Me chama de Dara. - O legado do famoso sombrio sobrenome Nahemah.

- Tanto faz. Esse aqui é seu quarto. Já sabe das regras ou quer...

- Não, e não estou interessada a saber. Estou aqui por vontade de terceiros. Poupe sua saliva nojenta e suas palavras insignificantes - Terai que lidar com isso?

Já vi que o Sr. Lionr não vai com a minha cara, será que ele sabe de quem sou filha? Pelo modo de como se dirige a mim, acho que não. Mas em breve se dará conta ao ponto de implorar perdão. Algo que não me convém. Perdão.

Entro no quarto e vejo uma garota ruiva sentada em uma pantufa enorme com um livro na mão. Ao perceber minha chegada ela solta o mesmo e vem até a mim para me cumprimentar. Ela é bonita, uma beleza angelical para um anjo.

- Você deve ser Nahemah, sou Ariel Armani , prazer! - Junto com ela, vem um sorriso e um brilhoso olhar de conjunto. Que horror.

- Nunca mais me chame de Nahemah, me chame de Dara. - Vejo que se desconserta toda, então tento ser simpática forçando um sorriso e erguendo minha mão em resposta de seu comprimento. - Prazer, Ariel.

- Dara, certo! - Seu sorriso volta rapidamente. - A nossa outra colega ainda não chegou. Eu deixei a cama do lado da Janela pra você. - Ela aponta para o cômodo timidamente.

Bom, não terei tanta dor de cabeça com ela, parece ser uma pessoa... Que palavra difícil de se dizer em outro sentido. Ela parece ser uma boa pessoa. Deve ser filha de um Anjo, certeza.

Jogo minha mochila em cima da cama e olho a vista através da janela.

- Que horror. - Sussurro para que ela não escute. A paisagem não tem uma vibe boa.

Já que vou ficar aqui, terei que decorar esse canto ao meu gosto. Verde não é meu agrado.

Terminando de arrumar todas as minhas coisas, pego minha toalha e na ida para o banheiro, outra garota passa pela porta. Ariel levanta pra comprimental-la. Não dou muita atenção, então continuo meus passos.

Saio já prestando atenção na ruiva que com gentileza puxa assunto com a morena. Em meio ao diálogo delas, Ariel solta:

- Sou filha de Theliel. - Incrível como ela não para de sorrir, não lhe cansa?

- Então você é filha de um Anjo? - Pergunto com a curiosidade desnecessária.

- Sou sim, e vocês?.

- Sou Aspen, filha de Uriel. - Responde a garota morena de cabelos castanhos com olhos mais claros que o normal. Bonita até pode ser, mas eu sou mais.

Algo me diz que ela não é confiável.

Quase saindo do quarto, Ariel chama minha atenção.

- E você, Dara? É filha de quem?

- De ninguém muito importante pra vocês. - Eu realmente não quero ter que ficar ouvindo esses tipos de perguntas por onde passo.

Nada me deixa interessada nesse lugar, era de esperar. Agrada bastante o clima pesado com energia negativa. Parece que toda hora vai cair uma tempestade. Eu amo tempestades. Outra espera é tentar me adaptar com o seres insolentes.

Cansada de andar, paro e sento em um dos bancos do Jardim e observo as planas que nem cuidado tem.

Como vão lidar com os alunos se não cuidam nem das plantas ?

- Plantas horrorosas né? - Um garoto cabeludo do nada surge sentando ao meu lado.

Coragem...

- Que nem a sua falta de educação, quem você acha que é pra chegar assim do nada e sentar do meu lado? - Seu olhar passeia sobre mim junto com um sorriso que chega a me irritar.

- Desculpa princesa. - Ele me chamou de princesa? - Sou, Sam. - Ele passa a mão pelos cachos sem tirar seus olhos de mim. - Você é a?.

- Pra você eu sou um nada. - Levanto para sair do local.

- Pelo visto é um anjo bem atrevido. - Olho arqueada para trás vendo-o se acomodar no banco

- E você deve ser um demônio de baixo nível. - Vejo se desconsertar com minhas palavras me fazendo ter um sorriso satisfatório.

Entro na sala e percebo olhares curiosos sobre mim. O olhar que me chama a atenção é do cara que estar em frente ao quadro negro. O do professor.

- Está atrasada Nahemah. Aqui é diferente, espero que saiba. - Com uma calma ele me alerta, dando-me sinal para eu ocupar um lugar - E você também, Sam.

A não.

Sento do lado do garoto loiro que não tira os olhos do caderno com suas anotações. O mesmo cabeludo perturbado senta ao lado de Ariel, que fica tímida com sua presença. Ele olha para mim com o mesmo sorriso irritante de agora pouco. Em resposta mostro o dedo do meio com todo prazer

- Queria que você não fizesse essas coisas se for sentar do meu lado. - O loiro ao meu lado exclama com a voz mais calma possível.

- Eu faço o que tiver vontade, querido. - É tarde demais para querer sentar em outro lugar.

Ele balança a cabeça em sinal de negação e volta para suas anotações. Será difícil me concentrar com ele ao meu lado.

Nem comecei direto e já tenho motivos para tacar fogo em tudo.

Ô complicações...


°°°

°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•

Deixe seu maravilhoso e motivacional voto ⭐

GUARDIONS - ENTRE ANJOS E DEMÔNIOS Onde histórias criam vida. Descubra agora