capítulo dez, Heros.

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É mais importante ser mais inteligente
do que o inimigo mais poderoso”

São oito horas da noite quando meu jato pousa no
território inimigo, desço os degraus calmamente
seguido por meus melhores homens, exceto Enzo
que ficou fazendo a segurança do meu anjinho
suicida e da casa, por pensar nela que situação
fodida aquela maldita se meteu, nos meteu, fazia
tantos anos que senti a sensação fodida da
impotência isso só aconteceu duas vezes durante
minha vida toda, bom agora são três, posso parecer hipócrita por pensar assim, meu irmão está numa
situação de merda agora e eu mais preocupado
com uma boceta que veio foder da forma mais
negativa possível minha vida, mas sabe o que é,
Dominic deve aprender a me obedecer de agora em
diante esse é o real motivo de ainda não ter feito
nada para tira-lo dos domínios de Geovan, o mesmo
também aprenderá que não deve tocar nos meus,
muito menos manter o meu irmão sangue do meu
sangue aqui nesse país absurdamente frio, está
fazendo nesse momento seis fodidos graus. Olho a
minha frente e vejo todos me encarando como se
tivesse crescido mais umas sete cabeças, Augusto
está com a porta do carro aberta me esperando e
pela cara dele já faz um tempo, tempo esse que eu
não vi passar, venho me dar conta da
irresponsabilidade e perigo em que acabo de me
colocar por estar pensando demais quando percebo
uma queimação na parte lateral do meu braço e
logo em seguida vários xingamentos de todos os
tipos divididos em dois idiomas, olho rapidamente
para Augusto que já está vindo para mim com cara
de poucos amigos, porra.
Ele se aproxima e me faz entrar no carro que é
blindado, e começa a me examinar a essa altura não sinto nem a queimação da bala que me atingiu
estou completamente tomado pelo ódio.
— Foi de raspão, mas droga vai precisar de uns três
pontos.
— Augusto sai daqui porra me deixa, que se foda
esses pontos me traz esse cara, e me traz vivo.
— Sim chefe.
Ele sai do carro me deixando com a porra de um
buraco no braço e uma raiva insana, uma vontade
absurda de sair daqui e só parar de matar quando
tiver segurando a cabeça de Geovan em minhas
mãos, mas tenho que manter a calma eu sou mais
esperto que isso, respiro pesadamente várias e
várias vezes até conseguir um pouco do meu
controle, apoio minha cabeça no banco e fecho os
olhos, mas assim que faço isso outro par de olhos se
abrem, um de cada cor, caralho, não vou lidar com
isso agora sem me importar em ser mais
imprudente ainda saio do carro assim que o faço os
tiros sessam, Augusto vem para perto trazendo com
ele o causador da minha mais nova cicatriz.
O joga com força no chão eu me aproximo e piso
em seu pescoço com toda a força que tenho, esse infeliz vai pagar caro por isso. Tiro meu pé de seu
pescoço antes que o mate.
— Coloque ele no carro, vamos entrega-lo a
Geovan.
Ele me responde já indo fazer o que mandei, coloca
o desgraçado no meu porta-malas e entra no carro,
entro também e partimos.
Fazemos todo o trajeto ate o covil de Geovan,
Augusto calado e com raiva e eu tentando manter
sob controle a fera que existe dentro de mim, ela
está com sede de sangue com sede de morte, solto
respirações pesadas e profundas tenho que manter
controle absoluto não posso deixar transparecer
nenhum vestígio do meu ódio e descontrole.
Augusto para o carro espero que ele e os outros
façam a segurança do local e averiguem se é seguro
sair do carro, espero mais alguns minutos até
Augusto se aproximar e falar que tudo está em
ordem, desço do carro e entramos no galpão que o
miserável está, pego um charuto de dentro do bolso
pego o isqueiro e acendo, levo até a boca e dou
uma tragada, como isso é bom, vou andando a
passos lentos, já cheguei até aqui não preciso mais de pressa, chegamos em frente a uma porta sem
seguranças, como é idiota.
— Augusto bata na porta.
Falo e ele entende o que falei.
— E Augusto, o chamo e ele me olha. Bata com
educação.
Sorrio para ele e ele desfere um único chute na
porta que logo se abre.
Esse é o meu garoto.
Deixo todos os meus homens entrarem na frente e
fico esperando para a minha entrada triunfal.
Ouço uma gritaria em russo e só pode ser do idiota.
Pego o desgraçado que me acertou e o jogo para
dentro da sala e entro em seguida.
— Que bela recepção, amigo. Confesso que fui pego
desprevenido e admiro muito a sua coragem.
Lanço um riso de deboche para ele.
— O que você está fazendo aqui?.
— Você é burro ou se faz, caro Geovan. Veja bem,
você barra minha carga depois você prende o meu
irmão e ainda manda um merdinha como esse aqui
atentar com a minha vida,
E VOCÊ AINDA PERGUNTA O QUE ESTOU FAZENDO AQUI,
CARALHO.
Me altero, esse desgraçado vai pagar por tudo isso.

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