Não há mais nada...

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Em meio a tanto branco não era difícil vê-la. Um único ponto negro, um único ponto de vida. caminhando, caminhando...

A capa que a protegia do frio esvoaçava ao seu redor dizendo " Olha! veja! esperimente o gosto destes beijos frios! Abraçe estes corpos que cavam o chão! Durma com os sonhnos que jazem aqui..."

Ela não tinha dó, nem peidade. Não tinha medo, nem angústia, nojo ou revolta...Ela não tinha. Era vazia.

E nese vazio negro ela e acapa caminhavam, caminhavam... Ali, no meio da multidão.

Seria ela filha de algum deles? Amante? Amiga? Namorada? Mulher?

Sim, era mulher. E essa mulhar dizia " Aqui, meus caros, jaz a obra prima Dele, executada por muitos e regida por um único homem. Aqui, meus tolos, também jaz suas vidas, inutilizadas pelos caprichos Dele. A humanidde desfalecida..."

Um gato cruza seu caminho silencioso, olha para a negritude do manto com seus olhos bicolores. Eu o vejo, através do manto negro vejo o gato cinza de um olho azul e outro verde. Ele mia e... Nada.

Não há mais nada, não há mais manto. Não há mais ser algum. Não há mais corpos, nem braços ou bocas. Não há mais neve.

Só há a mim e o gato. Só há a mim e o fim.

Há também uma luz, é muito forte e fecho meus olhos...

Ele mia e agora não há nem mais a mim.

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⏰ Última atualização: Dec 28, 2012 ⏰

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