[9] Defeitos

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Jiang Cheng estava acostumado a acordar com o choro de Jin Ling aos sábados, sempre às nove da manhã, sem nenhum minuto de atraso. Ele já estava acostumado com isso desde que o sobrinho nasceu, mas naquela manhã sua cabeça latejou assim que ele ouviu o choro do bebê.

Jin Ling é uma gracinha, mas tem um choro insuportável!

Demoram alguns minutos até ele parar de chorar e durante esses minutos Wanyin enfiou a cabeça debaixo dos travesseiros e tentou se lembrar da noite passada. Ele se lembrava de conhecer um homem bonito, de conversar com ele sobre profissões e de beber, depois disso sua mente era uma confusão de memórias.

Ele tira o travesseiro de cima da cabeça e olha para seu braço, onde um curativo está posicionado em sua veia. O que raios ele fez na noite passada?

— Bom dia, princeso. — Wei Ying cumprimenta, ele está sentado na cama do outro lado do quarto.

— Fala baixo! — Wanyin resmunga com a voz rouca. Ele estica o braço até o móvel de cabeceira e pega o celular para checar suas notificações. Tem algumas mensagens de Huaisang contando em detalhes sobre a noite dele e perguntando como foram as coisas com Xichen, Jiang Cheng teria respondido se lembrasse de alguma coisa. — como eu cheguei em casa ontem?

— De carro com um cara bonitão. — Wuxian conta rindo. — quando ele foi embora você ficou repetindo que ele era um príncipe!

Ele se lembra de grudar em Xichen na noite passada e dizer aquilo, o que já é vergonhoso o bastante. Só piorou quando ele se lembrou de pedir para ser o princeso dele!

— Por que eu fui beber? — murmura contra o travesseiro. — meu deus, que vergonha!

— O cara pareceu ser legal, você pegou o número dele?

— Eu não lembro nem se beijei ele!

— Meu Deus, Jiang Cheng, que decadência! 

Wanyin ouve o primo andando pelo quarto e depois a porta abrir, o ambiente fica em silêncio e ele percebe que está sozinho.

— Droga, droga, droga! — bate a cabeça no travesseiro. — Você nunca tem chance com gente bonita e quando tem ainda estraga isso? Porra, Jiang Cheng!

Ele se auto deprecia por mais algum tempo antes de levantar e descer para tomar café e encarar o mundo real, onde não existem príncipes bonitões e nem princesos bêbados.

[...]

— Bom dia, flor do dia! — Mingjue cumprimenta se jogando na cama de Xichen, o que serve para acordar o mais velho do estado pós-sono. 

— Você já tomou posse da minha chave reserva, né? — Xichen murmura, olhando para a janela a tempo de ver Wangji abrir suas cortinas e deixar o sol entrar. — Lan Zhan? Tá fazendo o que aqui?

— Abrindo suas cortinas. — o mais novo responde. 

— Encontrei ele na porta do seu apartamento quando cheguei. — Mingjue conta. 

Isso explicava o porque de Xichen ter acordado com a impressão de ter ouvido a campainha tocar.

— Onde você colocou a chave do meu carro? Preciso dele pra trabalhar. — o Nie indaga, rolando sobre o corpo de Xichen.

— Por que você tá tão feliz? — Xichen se senta na cama. 

— Porque tomei um chá de buceta ótimo ontem! — ele responde com um sorriso no rosto. — e também dei um. Foi chá atrás de chá!

Xichen agradece por Wangji não estar mais no quarto, seria embaraçoso explicar o que é um chá de buceta.

Ele se levanta e vai para o banheiro lavar o rosto, quando sai de lá ele revira os bolsos de sua calça até achar a chave de Mingjue. Junto dela ele acha outro molho de chaves que não é seu. Huan o encara com o cenho franzido até perceber que são as chaves de Jiang Cheng, que o garoto perdeu e Huan achou no chão do carro logo depois dele sair.

A independência de Lan Xichen ♡ XichengOnde histórias criam vida. Descubra agora