O Rapaz: Namoros & Drinks

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O ano era 2014, um fim de tarde alaranjada e rosa. Eu tinha quase 15 anos. E eu acordo; depois de uma soneca após a escola, e penso que é de manhã, e levanto da cama e me dirijo a cozinha que fica à direita, vou fazer meu "café da manhã", sim isto foi engraçado pois eu tinha almoçado mas escola, mas aquele final de tarde se assemelhara a uma manhã, pensei que dormi a noite toda... resolvo fazer um mingau pois no dia anterior eu tentei fritar ovo e não consegui porque eu coloquei água no óleo tentando "cozinhar e fritar ao mesmo tempo" a frigideira pegou fogo.
Percebi que meus pais não estão em casa. Nessa época eu estava no meu segundo relacionamento, com a Mendi, que era branca dos cabelos ondulados pretos e era baixa, morava em um bairro próximo ao meu.
Meu primeiro namoro foi virtualmente, no final de 2013 até metade de 2014, com a Thay, que me chamava de Tam, eu a chamava carinhosamente de Bê, derivado de bebê. Parando para pensar agora a Thay, pelas fotos, se assemelha com a menina pálida com a camiseta do Tame Impala, mas só que baixinha, e seria uma camiseta do Nirvana, pois ela era do rock. Me lembrando também a Pitty, baiana e do rock, mas o cabelo dela era preto, e não tingido. Thay me deixava morrendo de ciúmes, pois tinha vinte mil seguidores no Facebook e uma média de 800 likes nas fotos, não vinham de uma extrema beleza, ou de semi nudes, mas sim de um esforço em divulgar sua conta, buscando engajamento, conheci ela no Jogo do Add, uma página voltada para se conseguir muitos amigos, entretanto, me dava atenção especial, nas mensagens, ligações e comentando em minhas fotos. Não chegamos a terminar o namoro, ela simplesmente não acessou mais as contas, de Face, Whats e etc. Não nos falamos nunca mais até hoje em dia. Ela era de Araçás - BA, se alguém desse local conhecer uma Thaynara Dantas, que deve estar com 21 anos, em 2021, mande ela me contactar, pois sou muito grato ao tempo que compartilhamos. Já meu segundo relacionamento foi uma porcaria, foi com a Mendi, no Facebook era Mendi Boladona, não sei que diabos de droga eu devia ter usado para namorar com ela, não, eu não usava drogas essa época. Ela ficava me comparando aos seus ex, pedia para eu comprar coisas para ela toda hora e nunca disse que me amava, talvez localização geográfica, carência pós-Thay e o fato dela pedir fez eu namora-lá. Terminei com ela por mensagem de texto, dois dias antes do meu aniversário de 15 anos, e não atendi suas últimas 13 ligações.

Eu namorei um rapaz também, em 2015 foi o Fael de Porto Alegre, procurem Rafael Maia no Face, nas fotos antigas deve ter ele com um microfone e fio; ele fala português e espanhol, ele deve ter me bloqueado e não o vi mais, eu ficava o iludindo porque não era tão recíproco e na época eu achava estranha a idéia de namorar um homem, mas eu o fiz, mesmo não me conhecendo totalmente e não me autoaceitando, resumindo, eu descontava tudo nele, e foi tudo um segredo. Como no meu outro relacionamento virtual, trocamos fotos pessoais e eu achava ele muito bonito, mas era difícil pra mim admitir, ele deve ter me bloqueado por eu não querer assumi-lo.
Em outro dia, uma sexta feira eu fui à festa de 15 anos da Stefanny. Comprei uma Caneta Tumblr para ela na loja da Débora Presentes, no Paiol, em Pirapora do bom Jesus.
Na festa eu encontrei ela e a galera com quem estudei no fundamental. A Ana não foi, ela era evangélica e íamos a igreja juntos quando eu também era.
Foi uma noite com um grande brilho da lua, a festa foi ao ar livre, lembro que até o prefeito estava lá, mas em dado momento da ocasião, esqueci quem eu era, e não me lembrava de ter ido até lá, seria esse mais um sonho? Não. Eu apenas estava embriagado, e de repente recuperei a memória e foi um baque angustiante, provei o álcool pela primeira vez nessa festa, com 14 anos, degustei de tudo: cerveja, que achei ruim, vinhos que me amarrei e whisky quando já estava chapado demais para julgar. Eu e o pessoal degustamos tudo em um tipo estranho de copo descartável que era levemente rígido, durinho.
Eu estava sentado com o Wesley, que era maior de idade, e um amigo dele, que anos após eu encontraria numa situação inusitada, criada por mim, chamemos ele de Angelo, que era cabeludo nessa época, a Chelly estava por perto. De repente, eu comecei a chorar, esse foi o baque, lembrei que minha vida estava na pior, eu ia mal na escola, na ETEC nessa época, foi meu primeiro ano no médio-técnico de lá, eu não gostava do curso de informática com ênfase em programação, da ETEC Professora Ermelinda Giannini Teixeira, além disso, eu namorava a Mendi que só se aproveitava de mim.
Chelly apareceu e conversou com os rapazes para eles me levarem para casa, ela iria também, pois somos vizinhos, enquanto isso, Grazi, minha ex-colega do fundamental veio me consolar, e eu só me perguntava porque a minha namorada não era assim, bela e doce. Stefanny ficou decepcionada com o vexame que eu dei, pedi desculpas para a mãe dela e disse que ela era uma princesa, e "óóóó'' vibrou o pessoal. E fomos embora, de repente eu fiquei feliz, depois chorei de novo, com tesão, depois desanimado, animado, chateado facilmente com o que me falavam, tudo isso no caminho de volta pra casa, com Chelly, Wesley e o amigo dele. Wesley disse que eu ficaria de ressaca no dia seguinte e que beber assim não era bom, mas não vomitei e isso era um bom sinal.
Chegamos na minha casa e bati na porta, os rapazes esperaram eu entrar um pouco distantes, escondidos, meu pai abriu a porta, eu entrei e virei a esquerda para meu quarto, ele não peguntou o por quê da demora, pois não demorei e ele não percebeu o cheiro da bebida, então apenas dormi. No dia seguinte a ressaca não veio, e por isso decidi que em algumas sextas-feiras eu chamaria meus colegas para beber após a aula, para repetir a experiência, pois ficar chapado pareceu interessante.

O Rapaz em 6 Carros e O Urso PardoOnde histórias criam vida. Descubra agora