do imprevisível ao inesperado

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Faltavam dois dias para Adrien e Marinette completarem três meses de casados. Desde o primeiro, preparavam surpresas um para o outro, assim como nos meses de namoro. Em 1 mês de casamento, foram assistir um filme no cinema. Com 2 meses, viajaram para Londres — devido ao trabalho — e, além dos compromissos da empresa lá, fizeram vários programas pela cidade. 

Neste terceiro, Adrien planejava dar um hamster para a esposa, pois, desde jovens, ela falava que seu maior sonho era ter esse roedor como bichinho de estimação e ele também tinha esse desejo. Marinette ainda não havia pensado em algo para dá-lo e, faltando esses dois dias, ela começou a quebrar a cabeça na decisão do presente.

— Eu trouxe o seu almoço — falou o loiro, adentrando o escritório da esposa, com uma sacola.

— Obrigada, amor! Eu estou tão ocupada, que até esqueci que tinha que comer.

— Ainda bem que você tem a mim para te lembrar.

Ele colocou a sacola sobre a mesa da mestiça, sentou em uma das cadeiras de visitantes e distribuiu o que vinha dentro. Estendeu os talheres para ela e colocou a comida na frente.

— O cheiro tá muito bom — disse Adrien, abrindo a marmita dele.

Marinette fez o mesmo, pondo-se a cheirar a comida. Sentiu um enjoo muito forte e se afastou rapidamente, sentindo vontade de vomitar.

— Tá tudo bem? — perguntou Adrien.

— Eu não ando bem esses últimos dias. Acho que é o remédio que eu estou tomando...

— O de enxaqueca?

— Uhum... — Segurou um refluxo, tampando a boca.

— Você pode estar grávida também — falou, esboçando um sorriso. Marinette o lançou um olhar mortal, mas ele continuou sorrindo.

— Tá doido? Eu tomei os anticoncepcionais nos dias lá.

— Eu não lembro de, na última vez, você ter tomado.

— A nossa última vez foi há mais de três semanas, Adrien. Você sabe, que nesses últimos dias, eu estive muito ocupada com a nova coleção... Ainda estou!

— Exatamente! Eu lembro de você estar todo o tempo trabalhando. Quando eu te lembrei do remédio, você falou que tinha tomado o de enxaqueca e que não queria ou não podia misturar.

— Será que eu esqueci? — questionou retoricamente, olhando-o assustada. — E se eu estiver grávida mesmo? — Recostou-se na cadeira. — Adrien, o que eu vou fazer?

— Por enquanto, ficar calma... — Enrolou o macarrão com o garfo. — Não temos certeza se você-

Marinette abaixou-se rapidamente e vomitou na lixeira. Adrien devolveu o garfo com macarrão para a marmita.

— Eu não quero comer — falou a mestiça, fechando a comida.

— Perdi a fome também... — disse, olhando a lixeira.

Adrien a deu um guardanapo para limpar a boca. Observou-a, preocupado.

— Eu vou marcar o médico pra você... — pronunciou, enquanto a via tomar água.

— Não precisa...

— É claro que precisa. Você pode estar doente. Não é normal ficar enjoada e vomitando.

— Foi só o remédio de dor de cabeça — falou, pegando o frasco na gaveta. — Eu vou parar de tomar. — Jogou-o na lixeira.

— Se você continuar enjoada, eu vou te levar. Mesmo que você relute.

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