_𝐬𝐭𝐫𝐞𝐞𝐭𝐬 - 𝐑𝐃𝐉

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|Realidade Alternativa|
S/n: Seu Nome
S/s: Seu Sobrenome

Não sei mais o que fazer, não consigo mais fazer nada, nada na minha vida segue ou se renova, não consigo dormir, comer e nem ao menos ter um minuto de paz na minha própria mente.

Eu preciso dela.

Ela me fazia sentir em casa e feliz.
Eu não precisava de beber ou usar drogas para me sentir em paz, S/n com seu carinho e sorriso já fazia isso, mesmo se eu a visse a metros de mim.

São quinze para às dez, normalmente ela chegava do trabalho nesse horário por conta da sua empresa. E eu chego às sete e ficava esperando, contando nos dedos para que a porta se abrisse com ela aparecendo sorrindo, caminhando até pegá-la pela cintura e beijar sua boca até me sentir tonto.

Dirijo meu carro em alta velocidade, sentindo lágrimas descendo e molhando meu rosto, meu peito aperta numa dor indescritível e insuportável.

— S/n... — chamo seu nome com o telefone na minha mão direita.

Faz quase seis meses que nos separamos, às vezes, sinto vontade de me espancar ou de até mesmo de me matar, fui muito burro.
Onde eu estava com a cabeça para dar ouvidos àqueles imbecis infiéis do meu trabalho? Eu nunca fui de beber em bar, principalmente em esquinas no qual são cheios de gente mal intencionada.

S/n tinha passado a noite me esperando preocupada, sem entender a razão da minha pessoa ainda não ter chegado em casa ainda, até que a mesma ligou para um de meus colegas de trabalho que trabalhava comigo.

Com certeza, foi uma decepção para S/n me ver naquele bar encurralado por mulheres que meus colegas tinham arranjado, a mesma nem foi ao meu encontro, apenas deu meia volta e voltou para casa, onde arrumou suas coisas e foi para a casa de seus pais no qual estava totalmente desocupada por eles estarem viajando.

— Eu tenho passado por algumas coisas... — digo após discar o número dela e cair na caixa de mensagens — Eu luto com o meu eu interior... que me manda acabar logo com tudo.

Suspirei pesadamente, passando a mão no rosto tentando focar no que faço, dirigir enquanto falo no telefone.
Não vou parar de tentar falar com ela porque eu a encontrei, e não há ninguém ou nenhuma mulher como S/n.

— Eu vacilei, e farei de tudo que puder para conseguir você de volta. — digo vendo que estou na frente de um carro no qual é muito parecido com o dela — Envie sua localização, venha, eu não consigo viver...

Arregalei meus olhos quando vi que a placa batia, principalmente quando vi o velho adesivo do Darth Vader, no qual lembro até hoje que foi quando comprei para ela na mesma época que o carro tinha chegado, o adesivo está no mesmo lugar.

Vi que o carro iria parar no Walmart, a segui e estacionei primeiro, sabendo que é ao lado de onde ela sempre coloca o carro, é incrível como esse é o lugar favorito dela. E acertei, o carro cinza estacionou ao meu lado, logo após a mesma saiu do carro, com a roupa formal habitual que sempre usa quando vai trabalhar.

— S/n... — sussurrei o nome dela, mas sem conseguir se mexer, mesmo querendo sair do carro e ir até ela, não consigo.

A vejo ir para o supermercado onde foi provavelmente fazer suas compras mensais, iria pegar poucas coisas, já que a mesma nunca foi de gostar de fazer compras, principalmente sozinha, eu sempre a acompanhava.

Não sei quando tempo passei olhando para um ponto, pensando nela e em tudo, quando percebi que a mesma tinha voltado e já estava guardando as coisas no carro.

Imediatamente tirei meu cinto e sai do carro, passei para o outro lado, parei quando vi a mesma bem perto, distraída, de costas para mim.

— S/n.

Finalmente senti um pico de alívio quando os olhos dela bateram sobre mim, com o corpo dela se virando e sua sobrancelhas se arqueando um pouco.

— Eu te liguei tanto... — digo ainda no mesmo lugar.

— O que você quer, Robert? — S/n pronuncia meu nome tão bem, mas consigo ver que ela continua chateada comigo.

— Não consigo dormir mais. — digo — Querida, eu tentei lutar contra isso, e agi como se estivesse bem... Eu sei o que fiz e sei que você precisava de espaço, mas, S/n, não há ninguém que esteja no seu nível!

A mesma se mantém parada na minha frente, ouvindo tudo que digo.

— Você esteve comigo nos meus momentos mais sombrios, antes eu estava tão baixo que achei que nunca iria crescer, tentei descobrir e você me ajudou! — me aproximo da mesma que se mantém atenta a cada passo meu — E sei que também estive nos seus momentos ruins... — passo minhas mãos no rosto se arrastando pelo meu couro cabeludo — Você me dá energia, me faz sentir leve, S/n! Fomos feitos um para o outro e é difícil manter a calma quando sei que qualquer canalha pode ficar com a minha deusa!

— Engraçado, você pensou nisso quando estava naquele bar com aquelas pessoas? — A mesma questiona cruzando os braços e dando um passo para trás.

— Aí é que tá! S/n, você é uma raça rara, sem comparação, e é assustador para caralho, pois naquela noite, eu só pensava em você enquanto meus colegas me embebedavam!

— Vou fingir que acredito! — Ela desviou o olhar ainda com sua postura fechada.

— Eu faço o que você quiser, faço o impossível só para mostrar o meu amor por você e que estou falando a verdade! — logo a vontade súbita de chorar chega e minha voz quase falha.

Ela foi a primeira namorada que levei aos meus pais para conhecer, foi com ela que planejei um casamento do caralho, fomos para Paris na lua de mel.
S/n é do tipo com quem você quer casar, para mantê-la feliz e colocar um anel quando ela estiver pronta.

— É difícil encontrar alguém como você, S/n! Por que não consigo encontrar ninguém como você? Apenas... Como você. — digo após passar o ante braço no rosto rapidamente — Ainda na minha cabeça, nós pertencemos juntos...

Ela está tão longe, meu coração derrama ao ver que tudo voou para o infinito com a velocidade da luz.

— Você sabe que existe bilhões de pessoas no mundo, não é? — disse S/n me vendo virar para respirar fundo, não sei o que dizer ou fazer.

— Você encontrou outro alguém? — pergunto voltando a olhar, tento esconder a tremedeira na voz.

— Não... Mesmo que eu encontrasse, isso já não seria mais da sua conta! — Ela se virou e fechou seu porta-malas de vez.

— Por que faz isso comigo? — faço com que ela pare e me olhe — Eu deixo você me bater se quiser, pode me quebrar inteiro... Mas podemos encerrar esses jogos?

— Robert, se a situação fosse invertida, o que você diria no meu lugar?

Continuei a olhar.
Com certeza, sentiria muita raiva, entendo a razão dela não querer nem chegar perto de mim, muito dolorido isso. Mas eu sou capaz de fazer o diabo a quatro para acabar com isso, e se fosse ela no meu lugar...

— Eu te perdoaria. — respondo com convicção — Sei que ninguém é perfeito, muito menos você ou eu, mas você é uma em um milhão, e não sei se conseguiria ficar sem você... Acho que não posso. Mas vou deixar você ir, se esse é seu desejo.

Apenas a olho por uma última vez, baixando os ombros com uma tristeza crescendo dentro de mim, já não conseguia ver as cores, agora tudo está preto e branco.
S/n está deixando uma grande cratera no meu peito e não sei se em algum dia isso irá sarar.

Ela ficou parada, parecendo estar absorvendo tudo, já tomei minha decisão, não vou mais importuná-la, seguirei ou tentarei seguir em frente, mas sei que talvez não consiga, sou um pouco mente fraca, mas consigo ter momentos de lucidez, era com ela que eu tinha esses momentos.

Espero que algum dia, ela possa me perdoar e que não leve toda essa mágoa acabar com as coisas boas que existe nela.

𝐋𝐒𝐃 𝐰𝐢𝐭𝐡 𝐑𝐃𝐉Onde histórias criam vida. Descubra agora