da primeira palavra aos primeiros passos

119 20 12
                                        

Era uma manhã de sábado, quando Marinette acordou mais tarde que o normal e desceu as escadas, vendo Adrien preparando a papinha de Emma, enquanto segurava-a no colo. Pôde ver a mesa arrumada para o café e o cheiro do líquido escuro dominando o ambiente.

— Acordou cedo hoje — disse ela, indo até a cozinha.

— Assim que a Emma começou a chorar — falou, com um sorriso. — Não queria que você também acordasse. Por isso, a acalmei e aproveitei para fazer o nosso café e o dela.

— Que gentileza da sua parte. Faz tempo que não faz algo assim — disse, apoiando a cabeça no ombro dele, abraçando-o por trás.

— Eu sou um ótimo marido. Não sou?

— Convencido — murmurou, com um sorrisinho. Deu um beijo no rosto dele e em Emma, antes de ir até a mesa e sentar numa cadeira.

— Pronto! — falou, desligando o fogo. — Agora a gente vai esperar esfriar. — Colocou a pequena na cadeirinha de comida.

Marinette se serviu de café e cortou um pedaço do bolo feito pelos dois na noite anterior. Adrien colocou a papinha em um dos pratinhos da filha e o pôs na mesa. Puxou a cadeira entre Emma e a esposa e sentou.

— Eu estava pensando da gente sair hoje à tarde. Tomar um pouco de ar livre com a Emma... — pronunciou Marinette.

— Eu acho ótimo! Podemos ir no Trocadéro. Mostrar a Torre Eiffel pra ela — sugeriu, colocando presunto no pão.

— Verdade! Ainda não fizemos isso. Nós moramos em Paris e ela nunca viu a Torre Eiffel. — Bebericou o café.

— É quase crime... — Riu baixinho, antes de morder um pedaço do pão. — Também podemos tomar um sorvete no André, pra relembrar os velhos tempos. — Tocou o nariz dela, fazendo-a sorrir.

— Quando você me chamava de my lady? Ou bugboo?

— Eu posso voltar a te chamar assim, se você quiser, bugboo. — Deu um selinho nela. Sorriram um para o outro.

Emma começou a gritar e pular na cadeira, querendo atenção. A pequena já estava com dez meses, o que fazia da antiga bebê chorona, uma criança bem birrenta.

Marinette conferiu o prato de Emma, percebendo que a comida já estava morna. Entregou para o marido, deixando que ele alimentasse a filha.

Adrien esticou uma colher de papinha para Emma, que se agitou na cadeira. O loiro costumava fazer brincadeiras com a comida, para convencer a pequena a comer. Quase sempre funcionava.

— Você gosta de papa, não gosta? Abre o bocão pro papai — disse, esticando o braço.

PAPA!

— Ela falou papai! — exclamou ele, para Marinette. — MEU DEUS! ELA FALOU PAPAI! A primeira palavra dela foi papai — provocou a mestiça.

— Eu acho que ela falou papa e não papai — disse, sorrindo.

— Mas é uma abreviação pra papai.

— Eu penso assim, pra mim, que foi papa de papinha.

— Foi de papai. Eu tenho certeza. Não é, meu amor? — Tocou o nariz da pequena com o indicador. — Mamãe não aceita que você me chamou primeiro. — Esticou a colherzinha para a boca da menor.

MAMÃ PAPA!

— Agora, ela quer que eu dê a papinha pra ela — disse, querendo provocar o marido.

— Nem vem! Ela falou papai primeiro.

— Tá bom! Tá bom! Eu aceito a minha derrota. — Levantou as mãos em rendição, antes de voltar a comer o bolo.

Future • Miraculous AUOnde histórias criam vida. Descubra agora