Capítulo 22

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―  Como é?! ― É a primeira coisa que Rachel diz quando lhe dou a notícia. ― V-você disse que os pesadelos tinham passado! ― Exclamou e notei o pavor em seu tom de voz.

― Eles realmente pararam! Mas, de repente, eu tive esse pesadelo. ― Olhei ao redor, nervoso, e comecei a roer as unhas das minhas mãos.

Ok, ok, sem pânico. ― Ela retrucou baixinho, e achei que dizia isso para si mesma. ― C-como foi esse pesadelo?

― Eu estava dançando em uma espécie de salão, uma quadra grande, algo do tipo.

Com quem você dançava? ― Consegui ouvir um barulho de papel no fundo, parecia que ela iria anotar o que eu estava prestes a dizer. ― Com uma garota? Um garoto?

― Um garoto.

Ok, hm... E depois?

― Eu andava até uma mesa de bebidas, bebia um ponche e caía no chão.

O quê? ― Deu uma pausa. ― Assim de repente?

― Eu caí no chão logo depois de beber o ponche.

Que estranho... ― Ela ficou em silêncio por um momento. ― Você ouviu alguém chamando por você? Alguma pista de quem seria a pessoa que... Morria?

Não.

Hm, ok, eu vou falar com o Thomas. Agora, você vai voltar a dormir, porque uma grande festa nos aguarda... E alguém vai morrer hoje à noite.

[...]

Meu pai me deixou na frente da escola e eu saí do carro.

― Tenha um bom baile! ― Ele exclamou sorridente e eu sorri fraco.

Joey saiu com o veículo e avistei Thomas ao lado de Lucy, em frente ao portão de entrada.

Tinha várias pessoas ali, mas a maioria devia estar na quadra, onde o baile de inverno aconteceria.

Andei até os meus amigos e os comprometei com um sorriso.

― A... Rachel me disse. ― O moreno alertou e eu encolhi os ombros. ― Você está bem?

― Acho que a resposta está clara. ― Ajeitei a gravata no meu pescoço e o garoto riu fraco.

― Sim, claro... ― Falou e olhou para a sua namorada, que estava ocupada mexendo no celular, sem ligar para a nossa conversa. ― Podemos tentar impedir, nós três. Eu, você e a Rachel. Ela me passou as informações suficientes e acho que... Podemos fazer algo à respeito. ― Sorriu e eu cruzei os braços.

― Eu não sei não, Thomas...

― Como assim? Você não vai nem ao menos... Tentar?! ― Ele franziu a testa e eu engoli em seco.

― Não é isso. ― Rebati, abraçando o meu corpo. ― Eu já tentei antes, não sei se iria dá certo. É... O destino.

O garoto franziu o cenho mais ainda.

― Então você está desistindo?! ― Praticamente gritou e Lucy levantou o rosto para nos olhar.

Ela parecia assustada e curiosa ao mesmo tempo.

― Que tal entrarmos? Acho uma boa ideia. ― Ela agarrou a mão do seu namorado e adentrou a escola.

Thomas me encarou por cima do ombro. Tinha decepção nos seus olhos.

Bufei e adentrei o local, passando pelo grande corredor. Já tinham vários estudantes lá, e muitos conversavam encostados nos armários.

Quando cheguei na quadra, entrei e os meus ouvidos foram dominados por uma música alta e agitada. Os alunos dançavam alegres.

Que Se Torne RealidadeOnde histórias criam vida. Descubra agora