Seus destinos se cruzaram no momento em que, adentrando a igreja, Jisoo viu o novo padre, em sua batina, sentado no primeiro banco com a bíblia na mão.
PJM+KJS || MENÇÃO TAEKOOK || TODOS OS PERSONAGENS SÃO MAIORES DE 18 ANOS || PADRE!AU
ATENÇÃO: Es...
*entra fingindo que não passou quase um ano sem postar* *acena pros leitores* *esquiva de um tomate podre*
Bom dia, boa tarde e boa noite.
Como vão vocês? Ainda lembram dessa história que vos fala?
Nesse capítulo vocês precisam ter estômago, há gatilhos para automutilação, evite ler se necessário.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Durante todo o caminho, Jisoo concentrou-se em formular uma frase para dizer à sua mãe quando ela lhe questionasse sobre o porquê de não a ter contado sobre o novo padre. A garota não poderia dizer que houvera sido por falta de tempo, afinal, em duas semanas sem ao menos sair de casa, tempo era o que menos lhe faltava. A mãe não era burra e certamente se daria conta da mentira da garota quando o Park viesse cumprimentar a família Kim e olhasse de forma conhecida para a menina, ou interrompesse sua mãe quando a mesma diria seu nome ao novo sacerdote da paróquia, dizendo que já a havia conhecido. Rezava baixo em sua cabeça para que o padre não desse uma bola a fora, que não lhe fizesse — ainda que sem querer — ter mais marcas em suas costas que ainda ardiam.
"Qual seria a necessidade de contá-la que conheci o novo Padre?", pediu a si mesma. "Muito provável que eu apanhasse se lhe dissesse, e sei que apanharei também por não contar."
Ao pensar na dor novamente, o corpo todo se arrepiou. Se arrepiou, pois ela sabia que o peso de sua consciência era ainda pior que os cortes que começavam nos ombros e se estendiam até as coxas. Doía, e doía em seu peito ter a quem recorrer, mas não conseguir. Sentir que suas pernas travavam quando, diversas vezes naquela semana, ela tentava se levantar para correr até o padre e lhe pedir ajuda. Ela precisava de ajuda.
O sol estava escaldante, fazendo com que Jisoo derretesse dentro do tecido quente e grosso de seu vestido azul marinho. A bíblia começava a escorregar da mão graças ao suor que a pele expelia, e a menina sentia-se prestes a jogar o livro no chão e apanhar ali mesmo. Uma surra a mais ou uma surra a menos, não fazia mais uma diferença gigantesca em sua pele e nem em seu peito. Pelo menos ela via abrigo e resguardo em algum lugar naquele momento.