5- "Sentir-se insatisfeito com a braveza de uma mulher na posição de chefia."

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Bom, agora os homenzinhos terão que pôr o rabinho entre as pernas diante de qualquer ato de fúria feminino. A mulher é mais emocional do que o homem, este é um fato biológico. A mulher sofre variações hormonais que causam instabilidade emocional, isso está relacionado ao seu ciclo menstrual. Pode-se notar também em situações cotidianas, que a vaidade é quase inseparável do feminino, e isso é prejudicial, há em muitos casos uma preocupação excessiva com a própria beleza, algumas deprimem-se por simplesmente estarem se sentindo “feias", e elas nem precisam ser ou estar necessariamente “feias”, basta que em suas cabeças estejam.
As mulheres no período menstrual tem suas emoções a flor da pele, encontram-se mais sensíveis, melancólicas, bravas, tristes, impacientes e até mesmo indispostas. Não estou aqui condenando ou sequer criticando essa condição feminina, estou apenas citando, para poder argumentar. As mulheres, geralmente, são um pouco mais rígidas, exigentes, sérias quando estão liderando. No entanto, essas características, que são positivas, podem tornar-se negativas quando influenciadas por emoções, as exigências e cobranças passam a ser obsessivas, autoritárias, injustas e até agressivas. Qualquer ser humano tem o direito de sentir-se insatisfeito quando alguma situação não o agrada ou quando alguém estiver tratando-o com hostilidade.
Os homens, comumente, são mais relaxados, brincalhões e até mais compreensivos e amigáveis na posição de chefia. Essas características não são totalmente positivas, pois de certa forma, favorecem a vista grossa e a incompetência, mas é inegável, que é mais confortável trabalhar nessas condições. O indivíduo tem suas preferências baseadas em suas experiências, se ele teve más experiências com mulheres na posição de chefia, naturalmente, terá um certo receio quanto a condição de subordinado a uma mulher, e o mesmo vale para o contrário, a aversão ao que causou sofrimento no passado é legítima e natural.
Vale ressaltar que os homens que sentem-se inferiores, “menos homens”, só por estarem sendo chefiados por uma mulher, sem nenhum outro motivo aparente, são incontestavelmente machistas. E isso não limita-se a só sentir-se insatisfeito com a braveza de uma mulher na posição de chefia, é mais profundo, revela linhas de pensamentos estruturadas por preconceitos. O fato da mulher ser mais emocional, não a desqualifica como líder, desde que ela tenha autocontrole e um senso de justiça forte o suficiente para quebrar as barreiras da emoção. O maior erro que um líder pode cometer é fomentar a insatisfação entre seus liderados. A insatisfação, historicamente, foi o gás de toda revolução e o declínio de muitos líderes.
A tensão pré-menstrual (TPM) atrapalha as mulheres em suas vidas diárias, o desconforto desse período gera dificuldades no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos. Mais de 70% das mulheres brasileiras sofrem da tensão pré-menstrual, existem mais de 150 sintomas da TPM, entre os mais comuns estão: ansiedade, tensão, problemas de insônia, irritabilidade, alterações de humor, desatenção – que faz com que a mulher derrube objetos e esbarre em coisas, desejo compulsivo por doces ou salgados, dores de cabeça, raiva sem qualquer motivo, sentimentos perturbadores, falta de concentração, lapsos de memória, baixa autoestima, agressividade, ganho de peso (por causa da retenção de líquidos), inchaço abdominal, sensibilidade e inchaço em mamas.
Alguns desses sintomas misturados com problemas familiares e estresses do trabalho podem resultar em algo perturbador. Muitas mulheres acabam descontando sua raiva (causada pela TPM) em pessoas sem que mereçam, e admitem isso sem receio, “quando passa, eu peço desculpas”, não é incomum que isso também aconteça no trabalho, qualquer chefe passa por estresses cotidianos, mas a mulher na posição de chefia tem a TPM como agravante, e parte de sua “braveza” está relacionada a ela.
“Durante aproximadamente 28 dias, o corpo da mulher sofre diversas alterações que preparam o útero para receber um bebê. Nos primeiros 14 dias ocorre o período de ovulação, e junto com ele a elevação dos níveis de estrógeno. Esse hormônio é um dos responsáveis por controlar o nosso bem-estar.
Nos 14 a 16 dias seguintes, a parede do útero começa a engrossar, como se estivesse preparando uma "cama" para o possível bebê. Nessa fase ocorre uma queda nos níveis de estrógeno e elevação nas taxas de progesterona.
Essa alteração, quando muito brusca, já pode causar uma série de sintomas, como ansiedade, alterações do humor, dores nos seios e outros tantos conhecidos das mulheres.
Passados esses 14 dias, o endométrio - parede que recobre o útero - começa a descamar e ser eliminado na forma de menstruação, gerando com ela uma outra queda hormonal, dessa vez na progesterona e no estrógeno. Por isso em algumas mulheres os sintomas podem ser ainda mais intensos durante a menstruação. Dessa forma, a TPM é caracterizada como todos esses sintomas que podem ocorrer antes e durante a menstruação, causados pela queda brusca dos níveis de estrógeno e progesterona.”
-minhavida.com.br
Durante a tensão pré-menstrual há uma queda nos níveis de serotonina, um dos hormônios responsáveis pelo bem-estar. Veja o que diz a nutricionista Tatiana Zanin:
“A serotonina é um neurotransmissor que atua no cérebro, estabelecendo comunicação entre as células nervosas, podendo também ser encontrada no sistema digestivo e nas plaquetas do sangue. Esta molécula é produzida a partir de um aminoácido chamado triptofano, que é obtido através dos alimentos.
A serotonina atua regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade e funções cognitivas e, por isso, quando se encontra numa baixa concentração, pode causar mau humor, dificuldade para dormir, ansiedade ou mesmo depressão.”
Sentir-se insatisfeito com a braveza de uma mulher na posição de chefia não faz de ninguém machista, tendo conhecimento de todos esses fatos, é lícito afirmar que a braveza de algumas mulheres na posição de chefia é desproporcional e hostil. É sim necessário entender que esses são períodos naturais e inevitáveis da mulher, mas ninguém é obrigado a gostar ou conviver com uma pessoa irritadiça, histérica, agressiva ou desequilibrada. A mulher precisa de cuidados durante a tensão pré-menstrual, é um período que exige paciência e empatia, e não se trata de um mito criado pelas mulheres para validar algumas ações, esse ciclo é doloroso e incapacitante. Para que os sintomas da TPM não se intensifiquem ou desenvolvam outros problemas é fundamental que as mulheres criem hábitos saudáveis que ajudem a lidar com esse problema. Praticar exercícios físicos e cuidar da alimentação podem ser um passo inicial. Uma alimentação rica em cálcio, potássio, vitamina C, vitaminas do complexo B e triptofanos ajudam a aumentar os níveis de serotonina. Já substâncias que liberam toxinas como o álcool, cafeína, gorduras e excessos de açúcar e de sal devem ser evitadas, pois diminuem a serotonina. A nutricionista Tatiana Zanin afirma:
“Os alimentos que combatem a TPM são idealmente aqueles que contêm ômega 3 e/ou triptofano, como o peixe e as sementes, pois ajudam a diminuir a irritabilidade, assim como os vegetais, que são ricos em água e ajudam a combater a retenção de líquidos.
Assim, durante a TPM, a dieta deve ser especialmente rica em: peixe, cereais integrais, frutas, verduras e legumes que são importantes para combater os sintomas de TPM como irritabilidade, dor abdominal, retenção de líquidos e mau estar.
Além disso, deve-se evitar o consumo de gordura, sal, açúcar e bebidas com cafeína que podem acabar agravando os sintomas da TPM.”

Em defesa do homem: o processo de demonificaçãoOnde histórias criam vida. Descubra agora