Cap. 4 Uma verdade inesperada? Part 2

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     Vou me arrepender disso

      Ela estava indo embora, e eu ainda aqui, estou parado no meio do corredor a observando indo embora...até que.. fui atrás dela.

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        Eu segurei seu cotovelo a parando, eu olhei lá no fundo de seus olhos amarelos, eu tinha vontade de abraça-la e de pergunta-la oque ha de errado. Ela estava em minha frente, suas lagrimas ainda caíam, seus olhos ainda brilhavam. Sinto que a conheço a muito tempo.

    - Me larga - Ordenou ela de cabeça baixa.

    - Não, só a largo se você me disser oque está acontecendo - Ela me olhou aregalando os olhos

    - Eu não posso.. - Continuou ela, com essa conversa que me dava nojo.

    - Só confie em mim, olhe para mim - Disse eu, ela me olhou, peguei sua bochecha e tirei aquela lagrima que estava prestes a cair de seu olho, eu a proximai para perto de mim. A chapéu fechou os olhos pegando minha mão e deitando sua cabeça entre ela. Até que ela largou.. ela tirou minha mão de sua bochecha.

     - Desculpe.. - Ela se virou e foi embora. Ouvia seus passos pelo corredor. Ela estava correndo, indo embora. Por que me sinto assim? Vazio? Quebrado? Olhei para minha mão. A mão que pegou sua bochecha. Sua pele era macia e quente. Meu coração está doendo.. droga.. por que me sinto assim?. Pela janela vi a Chapéu correndo em direção a floresta, apertei a mão e fui embora. 

      Caminhava pela calçada em direção a minha casa, meus passos afudavam na neve. Só consigo pensar nela. Eu parei. Me virei de lado e a floresta, lembro da Chapéu caminhando até lá, com seu casaco vermelho sangue e seus cabelos negros, ouvi outro uivo de lobo. Estava vindo da floresta, a rua estava vazia, sem nenhum eco. Até que decide...

Caminhei até a floresta. A procura dela talvez.

             Parecia que estava em um bloco de neve, as árvores cobertas, o chão coberto, me sentia em um mundo completamente  pequeno, meu coração batia, se as pessoas soubessem que estou aqui devem pensar É suicidio. É  só oque elas pensam, olhei para lado e para o outro.

E de repente vi...

Um lobo..

                O lobo parecia quieto olhando para o lado. Era incrivel, nunca vi um lobo tão de perto, meu pai sim, sempre. Eu me escondi atrás de uma árvore, meu coração começou a bater ainda mais, o silêncio, não ouvia nada, só os batimentos do meu coração e o vento frio de inverno. O lobo estava realmente quieto, calado. Olhei para ele e de repente, tudo para mim virou sem sentido. A chapéu estava lá na mesma posição do lobo, calada...

Aquele lobo virou ela....

Apertei minha mão, não era possivel...

Isso é totalmente fora do normal...

                      Estava doente, meu coração batia e batia, apertava minha com a maior força que tinha, tentando entender aquele siguinificado, tentando entender aquilo. Chapéu era um deles. E lembrei depois das palavras dela.

Eu até posso concordar com sua teoria, eu gosto deles, menos na parte de matar.

É uma coisa pessoal...

Desculpe....

                       Cada palavra dela, seu sorriso, suas lagrimas. Eu tive coragem e sai de perto daquela árvore, ela me viu. Ouvi seu gemido.

     - John? - Ouvi seu sussuro.

     - Agora sei a verdade, não precisava esconder isso de mim - Disse eu de costas para ela com a mão no bolço - Não se preocupe, não vou contar pra ninguém - Dei um sorriso, por dentro estava quebrado.

       - Você me vi-

      - Sim, eu vi.. vi tudo, não minta pra mim - Falei, ouvi passos vindo em minha direção. Ela, estava atrás de mim.

     - Estava com medo de te contar.. - Disse ela de cabeça baixa - Se eu te contasse ia se afastar de mim - Aregalei os olhos.

     - Não ia fazer isso, se eu fizesse isso, não estaria aqui, eu tinha ido embora - Eu me virei, fiquei frente a frente com ela. Ela aregalou os olhos, ela parecia surpresa. Eu dei um passo pra frente e a abracei - e outra coisa.. qual é o seu nome? 

.....

Ela ergueu a cabeça e sorriu.

        - É Haly - Disse ela, com aquelas lagrimas em seus olhos. Eu a abracei mais forte. 

Não queria solta-la.

                   

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