Capítulo 8

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Tinha poucas pessoas no velório dos pais de Alessa, a maioria dos seus familiares morava em cidades distantes, chegando apenas a tempo para o enterro de seus corpos. Eu abraçava uma Amélia chorona enquanto observava Alessa falar com todos os parentes. Falar era uma palavra forte, já que parecia que ela estava muito longe dali com seu olhar vazio em um ponto qualquer do gramado verde do cemitério. Tirando o choro, morte e luto, a cerimônia foi linda. O sentimento de luto ficou conosco pelo o resto da semana. A cada dia Alessa piorava, não comia e nem bebia. Sair de seu quarto era um milagre que acontecia apenas quando ela não conseguia mais suportar o choro de Amélia, então ela saia de casa e voltava fedendo a bebida.

Passei as primeiras semanas cuidando de sua irmã, porém com a faculdade e o trabalho minha rotina estava cansativa demais. Liguei para uma tia da Alessa que morava perto de nós, ela levou Amélia dois dias depois.

O comportamento de Alessa piorou, ela não tinhaforças o suficiente para se importar com o fato de que sua irmã já não morava mais ali. Foramcrises e cortes que passei a enfrentar intensamente todos os dias. Já não sabia mais o que fazer para aliviarsua dor.

E no final ela disse simOnde histórias criam vida. Descubra agora