Ela era diferente das outras, eu precisava admitir. Ao contrário da maioria, ela não ficou esperando enquanto eu fui comprar pipoca para nós: ela foi comigo. E o que mais me deixou surpreso foi o fato dela assistir o filme realmente e não tentar nada além graças à escuridão do cinema. Depois do filme, nós fomos para casa. Para a minha casa.
– Chris, eu estou bem... – ela disse me observando pegar uma grande xícara no armário da cozinha.
– Não está não. Te fiz passar frio a noite toda, devíamos ter deixado para outro dia.
Maite cruzou os braços, contrariada, mas eu vi um sorriso nascer em seus lábios. Ela parecia contente com a minha preocupação. Estava muito frio àquela noite e apesar da roupa fina que ela vestia me agradar por me mostrar alguns detalhes de seu corpo que o uniforme cobria, não a protegeu o suficiente.
– Mas eu não sinto nada... – Maite murmurou se apoiando na mesa.
– Não vamos correr o risco, não é?
Eu virei para ela com a xícara nas mãos. Os olhos de Maite grudaram em mim com um misto de surpresa e carinho.
– O que é isso? – ela olhou para xícara com a expressão desconfiada.
Não pude controlar uma risada.
– É chocolate, Maite.
Então ela começou a beber enquanto eu a observava com atenção. Seus cabelos estavam soltos caindo sobre o seu rosto. A blusa fina, com um laço na frente só instigava mais a minha imaginação.
Quando ela terminou, eu tirei a xícara de suas mãos e me aproximei devagar. Percebi os olhos dela se arregalarem, surpresos com a aproximação e sorri.
– Não imaginava que você era bom na cozinha – Maite soltou e eu reparei no seu tom envergonhado.– Sou bom em muitas coisas – eu não resisti, tive que falar prevendo que ela coraria percebendo minha malícia. O rosto de Maite foi do branco para o vermelho escarlate em um segundo.
– Acho melhor eu ir embora – ela sussurrou nervosa, ao se ver presa entre eu e a mesa.
Eu não a deixei ir, pelo contrário, me apertei mais sob o seu corpo e puxei o seu rosto com delicadeza. Senti a respiração dela falhar antes que eu a beijasse. Sempre fui delicado com Maite, sabendo que ela era diferente e gostava das coisas em seu tempo. Mas eu me descontrolei ao sentir suas mãos quentes em minha nuca e logo descerem para as minhas costas.
Não podia negar que ela mexia comigo de um jeito estranho. Com Maite tudo era diferente, eu tinha que medir todos os meus atos e aquilo me deixava desesperado. Quando vi, já estava subindo a mão pelo corpo dela, sentindo as curvas e me deliciando enquanto invadia sua boca macia. O melhor era sentir que ela correspondia, apesar de visivelmente tímida.
Levei as duas mãos para a cintura fina de Maite e a levantei com facilidade, a colocando sobre a mesa. Ela me olhou assustada, mas eu não deixe que ela falasse. A beijei novamente só que de um jeito diferente. Pressionei meus lábios contra a boca dela e a ouvi arfar. Aquilo era um bom sinal, mostrava que eu mexia com ela também. Me coloquei entre suas pernas e desci os lábios lentamente por seu queixo, sentindo a pele quente e macia de Maite.
– Christopher – eu a ouvir murmurar perto de meu ouvido. Maite puxou o meu rosto para que eu pudesse olhá-la de frente – Eu não quero fazer isso.Eu olhei no fundo daqueles olhos castanhos escuros.
– Mai..
– Chris, por favor – ela me interrompeu, abaixando o rosto.
Não seria tão fácil assim. Por um momento eu achei que a teria àquela noite. Maite parecia mais solta e entregue comigo, mas pelo visto eu teria que me esforçar mais.
– Eu vou embora – ela disse descendo da mesa graciosamente.
– Eu te levo! – eu ofereci apesar de saber o que ela responderia.
– Não acho que seja uma boa ideia – Maite me olhou. Suas bochechas estavam coradas, provavelmente pelo o que estávamos fazendo segundos antes.
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Cruel Intentions (Romancier)
ContoHistória repostada da antiga comunidade do orkut "webnovelas uckerroni". A escritora é a Romancier, estou apenas repostando. Todos os direitos reservados.