Capítulo 16.

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— E ela te deu uma semana de licença por que também estava mal? — Vitor riu, enquanto caminhava com as mãos no bolso. — Você tem sorte de tê-la como chefe, poucos têm empatia assim.

— Ela sempre foi rígida demais comigo, mas depois de alguns acontecidos até que estamos nos dando bem. — olhei para os pés enquanto caminhávamos por algumas barracas de jogos no meio do parque de diversão. — Mas até que aconteceu algo estranho hoje. Quando ela te viu.

— Ela me viu? — ele me olhou confuso, franziu a testa e me encarou.

— Quando você foi me deixar no trabalho, depois do almoço. — me aproximei de um carrinho de cachorro quente. — Ela perguntou várias coisas, quem você era, se a gente namorava, onde nos conhecemos. Tem algo que queira me dizer?

Will colocou a teoria de que Vitor poderia ser o sugar baby, o motivo do divórcio do Sr. e da Srª. Evans. Então, eu deveria jogar verde pelo menos uma vez na vida.

— Não, só não entendi porque ela quer saber da gente. — ele riu meio envergonhado e parou na minha frente. — E o que você disse?

— Eu disse que você era o Vitor, oras. — ri, o que ele queria que eu dissesse?

— Não sobre mim, mas sobre nós. — ele arqueou uma sobrancelha.

— Não falei que estávamos juntos porque é meio... nós não estamos juntos. Mas mencionei que gostava de você e que estávamos saindo. Era o certo, não era? — perguntei.

— Você poderia ter falado que íamos casar, que precisava de mais férias para planejar o nosso casamento. — ele abriu um largo sorriso e envolveu os meus braços em sua cintura, o abracei e olhei para os lados, procurando alguma câmera ou alguém suspeito, era um lugar propício para o blogue anônimo atacar. — Vamos na roda gigante?

— Ah, eu não sei. — olhei para a enorme roda gigante a poucos metros de distância, era ela gigante e iluminada, meio óbvio. — Eu tenho medo de altura, não mencionei isso?

— É seguro, eu prometo. Vamos? — ele segurou a minha mão e tentou me puxar na direção do brinquedo. — Vai, por favor. Vai ser legal, você vai adorar a vista lá de cima.

— Eu desmaio, Vitor! — menti e permaneci firme no chão.

— É um passeio diferente, ela é lenta e a cabine é fechada, você pode segurar na minha mão e fechar os olhos. — insistiu.

— Se eu passar mal, você vai ter que dar o jeito da gente descer. — usei o indicador para alerta-lo, enquanto o olhava séria e começava junto dele.

— Eu dou um jeito. — ele riu. — Eu adorava a roda gigante quando era criança, eu tinha medo, mas era a melhor parte quando eu vinha ao parque.

Vitor entregou dois bilhetes ao responsável pelo brinquedo e entramos, minhas pernas trêmulas e eu segurei a todo instante em qualquer coisa que estivesse ao meu alcance, o braço dele era a principal coisa. Aquilo começou a girar e a cabine balançar, apertei os olhos tão quando quanto apertei a mão do cara alto ao meu lado, pude ouvir sua risada e ele entrelaçou os nossos dedos.

— Eu sempre segurava forte a mão do meu pai e a minha mãe e... meus irmãos davam risada, acho que apesar do mais aventureiro, sempre fui o mais medroso. — pude ouvir ele suspirar e abri os olhos, Vitor estava admirando a vista enquanto subíamos, e eu estava ficando tonta e curiosa.

— Você sabe como eles estão hoje? — perguntei.

— Se eu te disser que eu não mantive contato com ninguém desde que me mandei, vou parecer egoísta? A última vez que os vi foi quando voltei para casa, eu esqueci o meu passaporte e peguei algumas moedas que estavam jogadas na mesa de centro da sala, o meu pai estava bebendo e falando ao telefone, era sobre o trabalho, ele sempre foi muito obcecado por isso. — Vitor riu em tom de deboche. — A minha mãe apenas fingiu não me ver, ela estava ocupada demais com o nosso gato de estimação. Meus irmãos ainda estavam na escola.

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