8 - Beijo da Serpente!

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8 – Beijo da Serpente!

-Pode me deixar aqui! – disse Úrsula. – Ele está vindo por esse caminho.

-Tudo bem! – Erin encostou o carro na calçada. – Eu vou pra casa vigiar ela!

Úrsula sorriu para a amiga. Seu plano iria funcionar. Ia mesmo.

-Boa sorte! – Erin engatou a marcha e arrancou com tudo no Mercedes prateado da mãe dela.

Úrsula viu que Tom estava dirigindo. Pois o seu nome no mapa do Lollipop estava em um balão verde, como dizia nos indicadores do fim da página. Ela também viu, que uma parte do Parque Hasta Luego terminava naquela rua. Então, era só dizer pra ele que seu carro quebrara e que ela viera andando pensando que conhecia aquela rua, a procura de carona. E que acabara de ligar para o reboque, e ela cortou caminho pelo parque.

Ela olhou para o visor do celular, ele viraria a esquina em três, dois, um...

Úrsula sentiu uma agonia quando viu o Mustang preto dele reluzir sob a luz do fim daquela tarde.

Atue.

Ela pôs a mão sobre os olhos, como se quisesse ver alguma coisa. Já descera dos saltos, os pés estavam incomodados de estarem assim, sobre o chão.

E ela acenou para o motorista, como se não o conhecesse. Por um instante ela pensou que ele não iria parar, mas o carro freio na frente dela.

O vidro se abaixou lentamente e ela o viu.

-Ah! Tom! – ela arfou insegura. Mas ainda atuava. – Preciso de sua ajuda!

-O que foi? – ele parecia não suspeitar de nada.

-Meu carro quebrou à algumas quadras daqui, e eu vim caminhando pelo parque – ela disse o que decorara. – Eu não conheço essa parte da cidade, e eu estou esperando alguém passar a alguns minutos.

-Quer que eu te leve até sua casa? – ele perguntou. Ainda gentil. Como se tivesse esquecido o que ela fizera.

-O cara do reboque acabou de ligar, dizendo que já rebocara ele até a oficina! – disse ela dobrando o corpo para ficar de frente pra ele. – Agora eu preciso ir pra casa. Já liguei várias vezes para a Erin, Erica e nada!

-Vamos, eu te levo lá! – disse ele.

-Ah, obrigada!

Ela caminhou em meio a saltinhos até o outro lado e abriu a porta do carona.

Úrsula remexeu na bolsa assim que viu os portões dourados da sua casa na esquina da rua. Uma reluzente e majestosa mansão. Com colunas gregas sustentando a fachada monumental e branca. Ela pegou o chaveiro e apertou o pingente que fazia o portão abrir.

Tom manobrou o carro até a entrada da casa. Úrsula ficou apreensiva. Estava na hora da segunda parte do seu plano. Servir algo para Tom e dopá-lo. Essa seria a mais difícil. Mas ela era Úrsula Blackfield.

-Você está indo encontrar alguém? – ela disse por fim.

-Sim! – ele respondeu sem olhar pra ela.

-Tenho um noticia ruim e uma boa! – ela sorriu pra ele.

-Como assim?

-Meus pais não estão em casa! – ela levantou o celular e mostrou uma mensagem da sua mãe. Forjada é claro, por ela e Erin, que dizia que ela e o pai, haviam saído para um Concerto Beneficente em prol das crianças com câncer, e que Consuelo a governanta tirara à tarde de folga. – E como eu não quero ficar sozinha, ia pedir que me deixasse na casa da Erin, se o lugar para onde você for ficar no caminho!

Pirulito Cor-de-RosaOnde histórias criam vida. Descubra agora