Capítulo 21

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POV ARIZONA

-Pode deixar que nós ficamos com ela -Diz minha mãe se referindo a Sofia por ela não poder ir na ala onde Callie está.

-Tem certeza? ela é agitada -Digo.

-Nós criamos você, damos conta dessa coisinha pequena aqui -Diz meu pai -Sem contar que ouvimos parte da sua conversa com Callie então acredito que ela deva se dar bem com os avós -Sussurra ele no meu ouvido.

-Tudo bem, toma -Entrego ela a minha mãe -Vamos? -Pergunto ao senhor Torres.

-Vamos.

Caminhamos em direção ao quarto onde Callie estava, tinha uma faixa enrolada na cabeça dela devido a pancada, tinha fios saindo do braço dela, acredito que seja soro e alguma anestesia pela dor tanto da queda quanto das cirurgias, também vejo a blusa dela um pouco levantada mostrando outra faixa enrolada ali.

-O Sr. acha que ela está sentindo dor? -Pergunto preocupada com ela.

-Creio que eles deram bastante morfina para evitar isso, essa garota é brava, se ela estivesse sentindo dor ela já teria acordado e dado patadas nos medicos -Diz ele rindo de canto.

-Ela tem um temperamento bem difícil mesmo, mas é uma boa pessoa, uma pessoa incrível.

-Quando ela era criança ela era malina, sabe, se tinha um gato perto dela e ele ia pra longe, ela puxava ele pelo rabo e prendia ele debaixo dos braços pra ele não fugir, mas ela também era muito protetora, a gente teve um peixe quando ela tinha uns 3 anos, ela ficava com tanto medo da gente não dá alimento o suficiente pra ele que uma noite ela levantou quando estávamos dormindo e colocou o frasco inteiro da ração dele no aquário, quase 10 minutos depois ele começou a boiar e ela foi me chamar no quarto, ela me contou o que tinha acontecido chorando, pra não dizer que a culpa era dela eu tive que dizer que ele morreu afogado, quando voltamos no pet shop atrás de um algum outro animal para ela, Callie acabou indo na ala do peixes, e sem que eu percebesse ela pegou meu celular e ligou pra polícia, quando eles chegaram lá ela disse que queria denunciar o dono do pet shop por estar matando os peixinhos afogados, eu nunca ri tanto na minha vida -Carlos conta a história rindo e eu acabo por rir também.

-Ela é realmente uma garota especial.

-É, ela é -Ficamos em silêncio por um longo tempo, quase por 1 hora e meia até que ele quebra o silêncio - Bom, eu preciso ver a Sofia e acho que eu vou pegar um café no refeitório daqui, você quer?

-Não, tudo bem, pode ir.

-Tudo bem, volto daqui há pouco.

Passaram uns 15 minutos e eu só conseguia analisar o rosto sereno de Callie e o tanto que ela me dá paz, me lembro de nossos momentos, do dia que pedi ela em namoro, penso se ela consegue me ouvir e em uma tentativa começo a cantar a música que cantei pra ela no dia que pedi ela em namoro, a música do rbd que ela tanto zoou por eu ainda assistir. Em um dado momento sinto a mão dela apertar a minha e aperto no botão do lado da cama dela e mando uma mensagem para o senhor Torres avisando que ela está acordando.

 Em um dado momento sinto a mão dela apertar a minha e aperto no botão do lado da cama dela e mando uma mensagem para o senhor Torres avisando que ela está acordando

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Só pro meu prazer (Calzona)Onde histórias criam vida. Descubra agora