Capítulo 24

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POV CALLIE

Depois do ocorrido voltei para sala, tendo uma Arizona completamente quieta e uma Sofia sonolenta sendo observada por Penny.

-A cicatrização dela está boa, quase não ouço ruídos no coração dela, vocês só precisam manter a alimentação dela boa e ela vai poder viver uma vida normal -Diz Penny.

-Ai amém -Diz Arizona.

-Bom, eu tenho outro bebê para olhar mas foi um prazer estar aqui. Callie, quando vc estiver mais disposta marcaremos o encontro sim?

-Por mim tudo bem, toma cuidado na estrada -Digo sorrindo vendo a mesma acenar e sair.

-Sofia está com sono -Diz arizona- ela tem o sono bem desregulado.

-Bebês são assim mesmo, daqui a pouco ela já começa a dormir a noite inteira e ficar espertinha de manhã.

-Vou colocar ela pra dormir.

-Posso ir com vc? -pergunto não querendo ser invasiva, afinal é o quarto dela também.

-Claro pode sim, que bom que os quartos ficam aqui embaixo né? assim vc não faz esforço enquanto ainda precisa da cadeira de rodas -Diz ela enquanto vai andando pelo corredor até o quarto e eu a sigo.

-Verdade, seria um milagre subir a escada sem levar uma queda.

-Nem me fale mais de quedas.

-Desculpa tocar nesse assunto mas, oq estávamos fazendo na beira do seu parapeito? -Pergunto após ela colocar o nosso bolinho no berço.

-Antes de contar tudo eu só queria pedir desculpas e pedir para que não fique com raiva de mim ok?

-Estrupicio eu passei minha vida toda praticamente tendo raiva de vc, vai me dizer que ficou mole e não aguenta mais hum? -Digo tentando descontrair e consigo já que ela riu.

-Você nunca muda olha, continua sendo uma idiota.

-Que eu me lembre é pecado você zoar uma pessoa que está na cadeira de rodas, mas vai, me conte.

-Meu irmão, o Timothy morreu, o batalhão dele sofreu um ataque terrorista no Afeganistão, uma bomba.

-Meu Deus Ari, eu sinto muito, olha se não quiser mais contar tá tudo bem, eu não preciso realmente saber.

-Não, tudo bem, vc realmente precisa ouvir. Não conseguiram recuperar os corpos dos soldados ent nós enterramos caixões praticamente vazios -Ela começa a chorar e meu peito se aperta- foi você quem recebeu a notícia da morte dele e teve que me confirmar, você passou três dias na minha casa me forçando a comer, beber água e me dando banho, eu praticamente não me movia, tamanho foi o trauma que eu entrei em depressão, no dia que o acidente aconteceu a Sofia chegou na sua casa, o orfanato e o conselho tutelar tinham acabado de aprovar a guarda provisória de Sofia para seu pai, você teve que vir pra cuidar dela, ent eu fui fazer a maior burrada que eu poderia fazer...

-Você subiu no parapeito -Constatei.

-Subi.

-Mas eu não entendo, se eu estava em casa e você estava no parapeito como fui eu que caí?

-Pq meus pais ligaram pra única pessoa que poderia me salvar de mim mesma.

-Eu? -Pergunto incrédula.

-Você! Você apareceu lá e disse que eu era a sua vida, que você não poderia me perder, então você subiu no parapeito e me disse que se eu me jogasse você se jogaria também, disse que estávamos destinadas a ficar juntas e que nós no casaríamos e dariamos irmãos para a Sofia, você me contou sobre sua mãe. Eu desci do parapeito, e quando vc estava descendo vc acabou escorregando e caiu, não deu tempo de segurar vc não deu tempo de fazer nada, me desculpa -Diz ela soluçando.

Só pro meu prazer (Calzona)Onde histórias criam vida. Descubra agora