49 ▪ Sammy

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Dia 311

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Dia 311

— Já pedi para os advogados redigirem um acordo para que essa mulher nunca peça a guarda do Finn. — Falei para os outros dois, mais especificamente para o G.

— Por que? — Ele perguntou confuso.

— Ela só chorou pela morte da filha enquanto tinha platéia. — Falei confiante. — E se ela depois quiser disputar a guarda dele por fama ou dinheiro?

— Tudo bem. — Gilinsky falou desistindo de uma discussão. — Mas o que faremos com a coletiva?

— Vamos dar o doce para a criança. — Disse confiante. — Você só precisa se preocupar com o velório. O resto é por minha conta. Vai ser o meu favor para essa jararaca. — Dei uma pausa. — Que descanse em paz. E nunca mais volte.

— Sammy, a Camille morreu. — Nate disse ainda deitado. — Deixa ela em paz. Ela não é... era uma pessoa ruim. — Ele suspirou. — A Camille só era maluca, mas ela tinha um bom coração.

— Tanto faz. — Disse dando de ombros. — Vou resolver as questões com o advogado. Eu volto em algumas horas para concluir tudo e dar os detalhes da coletiva.

(...)

Dia 312

Já estávamos no velório da Camille. O corpo demorou a ser liberado, já que o legista precisava definir a causa da morte. A morena tinha ingerido alguma cápsula que prometia emagrecimento. Tinham tantos compostos misturados que era impossível saber ao certo o que causou o choque anafilático. Ela só tinha ido ao hospital por causa dos pontos arrebentados, ou então morreria em casa. Camille estava fazendo atividade física intensa, mesmo com as recomendações médicas de que não podia fazer nada disso. Tudo em busca de um corpo perfeito, coisa que ela já tinha e que em breve voltaria. Camille morreu por pura vaidade.

Gilinsky cuidou de todo o velório. Era o último favor que faria para a garota. A mãe não se importou. A única coisa que estava preocupada, igual à filha, era com a fama. Agora eu entendi um pouco mais a obsessão da morena por isso. Faríamos uma pequena coletiva no velório, dando um último adeus para a Camille. Qualquer um que quisesse teriam os seus cinco minutos de fama.

O mais importante disso tudo é que conseguimos um acordo, que foi registrado em cartório, que ela abriria mão de todo e qualquer direito sobre o Finn. Gilinsky fez alguns generosos stories com a mulher, onde a mesma atuou mais uma vez a respeito da morte da filha.

Era um velório mais intimista, com alguns amigos, familiares e poucos repórteres. A maioria que estava ali focou no fato do Nate agora estar em um relacionamento. Imagina se descobrissem da Angel? Como uma gravidez conseguiu ser tão escondida assim? Eu sabia a resposta, mas nunca falaria. Ela era sim filha do tatuado.

Becca ficou constrangida de estar ali sendo o centro de toda a atenção, então a mesma se escondeu ao lado do JJ. O loiro conseguiu adiantar o seu voo do último dia, mas quando chegou já estava tudo resolvido. Gilinsky preparou tudo que a Camille tinha direito, até mais, na minha opinião. Mas se tem uma coisa que eu não faria é irritar os mortos.

Califórnia ▪ Nate MaloleyOnde histórias criam vida. Descubra agora