32- A felicidade verdadeira

383 41 10
                                    


— Que droga, ela é assustadora —murmurou Dylan.

— Nem me fala. — Cole mantinha os olhos voltados para a porta, desejando que Lili voltasse.

— Então. — Cole sentiu um bafo de ar nas orelhas quando Dylan se sentou ao lado dele. — Vamos acertar as contas aqui? Agora?

Por que ela não voltava? Por que ele agiu como um idiota? Por que ele simplesmente não disse que a amava quando ela mais precisava ouvir isso? Era difícil lembrar que Lili podia ser insegura. Ela tinha acabado de dizer que ninguém falara que ela era bonita depois da mãe dela.

Transar com ela e depois não dizer nada?

Ele socou a cadeira em que estava sentado.

— Então, nada de beijinhos e fazer as pazes? — perguntou Dylan.

— Desculpa. — Cole engoliu o nó na garganta. — Não é você...

— Não é você, sou eu? Você está terminando comigo, irmão?

Cole riu apesar da grande vontade de estrangular o irmão.

— Não, e não vou te dar um sermão. Se bem que, se eu achasse que isso ia te deixar
mais humilde, eu realmente tentaria.

— Sou humilde, depois de hoje à noite. Pode acreditar.

Cole encarou os olhos do irmão, os mesmos que normalmente refletiam tanta arrogância que fazia Cole querer se tornar violento. Em vez da arrogância de sempre, tudo que viu foi arrependimento, e talvez uma certa vergonha.

Dylan sorriu com tristeza e deu de ombros.

— Eu arruinei a garota perfeita. Ela te quer. Ela me disse que te quer. Ninguém mais.

— Nem mesmo o grande Dylan Thomas Sprouse?

— Meu Deus, eu odeio quando vocês dois usam meu nome completo. Não consigo nem imaginar como as coisas vão piorar quando forem dois contra um.

— Bem-vindo à minha infância. — Cole deu um tapa nas costas dele.

— Sinto muito, sabe — disse Dylan, balançando a cabeça. — Por tudo. Se eu pudesse voltar atrás...

— Eu não ia querer que você voltasse atrás. Do seu jeito doentio, você mandou Lili direto pros meus braços.

— E a humildade continua aumentando. — Dylan riu. — Vai atrás dela.

— Você não ouviu a vovó? Estamos presos aqui por três horas.

— Dez pratas que a vovó tá mentindo. — Dylan fez um sinal com a cabeça em direção à porta. — Vai ver.

Cole se levantou da cadeira e saiu porta afora. O segurança acenou com a cabeça, mas não disse nada.

— Bem, eu vou...

— Velhinha manipuladora, a nossa avó — disse Dylan, de repente de pé ao lado dele. — Vai atrás dela.

Cole não tinha certeza de por qual corredor deveria seguir, quanto mais onde estariaLili.

— Não tenho ideia de aonde a vovó a levaria.

— Sério? Nenhuma ideia? Nenhuma mesmo? — Dylan lhe lançou um olhar estúpido e franziu a testa.

Cole vasculhou o cérebro em busca de alguma ideia de aonde a vovó levaria Lili.
Obviamente, ela queria que Lili pudesse relaxar e ficar feliz e confortável e...

— Pra casa.

{...}

— Tem certeza que ele ia gostar disso? — perguntou Lili, depois de largar as malas na sala de estar do rancho de 550 metros quadrados.

THE BET. (Concluída)Onde histórias criam vida. Descubra agora