14 - Olhos Verdes!

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14 – Olhos Verdes!

Pirulito Cor-de-rosa

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Sábado é dia de descansar! A maioria das pessoas – as ricas e poderosas dessa cidade – saem para ostentar os limites de seus cartões de crédito! Comigo não é diferente e nem com as nossas pessoas favoritas do mundo!

Erica Blackfield foi vista saindo daquela franquia de lanchonetes que vende salada de frango e quem tem nome estranho. Blondie Electra estava com ela – uma boa amiga – não acham?

Edward Thompson está nesse momento com o lindo garoto novo de cabelos pretos, Eric White – uma nova amizade sendo formada.

Diego Evans foi visto dando sua corridinha de fim de semana no parque Santa Mônica – ele bem que podia comer logo a vendedora de flores, eu soube que ela é parente distante da família Blackfield – Hahaha!

Gente, se vocês conseguirem ver a Úrsula Blackfield me avise! Desde que todos nós descobrimos do que ela é capaz, eu quase nunca tenho visto ela.

E se vocês passarem agora no restaurante da terceira avenida irão encontrar a garota nova, Sarah Robbinson, lendo um livro de oitocentas páginas, haja coragem!

Fiquem atentos às novidades! Beijos!

Eric colocou a colher na boca dela devagar.

Seu coração doía toda vez que ele a olhava. Vê-la assim – imóvel – inválida – vazia.

Sua irmã mais nova, Emily, nasceu com uma deficiência. Ela não pensava. Ela não falava. Ela nunca sorria.

A mãe os abandonara há quinze anos. O pai morrera há dois de infarto, e desde então os dois estão sozinhos. Eles recebiam uma pensão do governo, era isso que mantinha a casa. Eric decidiu se mudar para Salt Garden porque abrira um novo centro de cuidados para pessoas como a Emily. Ele fez o orçamento, e decidiu se mudar com ela. Vendeu a casa em que morava, e compraram uma melhor num bairro calmo da cidade.

Ela às vezes olhava pra ele. E Eric no fundo achava que ela irá falar alguma coisa, então seus olhos se perdem e ela fica parada.

Eric conseguiu adiantar a maioridade judicialmente logo que o pai morreu, e ele não achou vestígios de onde a mãe fora parar. Ele às vezes pensa nela, os cabelos loiros como os de Emily. Ela os abandonara quando ele tinha dois anos.

-Em, você precisa comer tudo! – ele passou a mão sobre a cabeça dela.

Emily apertou os lábios, olhou para a parede e depois os abriu.

Eric empurrou delicadamente a colher de sopa na boca dela. Ele achava incrível, que ela sabia que devia mastigar e engolir a comida.

-Boa menina – disse sorrindo para ela.

Ele era feliz com essa vida. Ele nunca a abandonaria. Jamais. Ele a amava tanto. Era parte da alma dele, e no fundo, ele achava que ela sabia disso.

-Tome aqui! – disse ele, encostando o copo com água dos lábios dela.

Eric se virou e levou o prato até a pia.

-Vamos para a sala! – ele foi até ela e apegou pelo braço.

Emily se levantou e acompanhou ele. Os olhos percorriam os retratos nas paredes. Fotos da infância dos dois na antiga casa. O pai sorrindo enquanto virava a carne na churrasqueira no aniversário de dez anos de Eric. Ele era um cara espetacular.

Pirulito Cor-de-RosaOnde histórias criam vida. Descubra agora