“O amo e a submissa gravam-se um na pele do outro. Como uma tatuagem.”
Piper segurava o interior do pulso esquerdo enquanto o elevador subia até o último andar do resort.
Alex abriu a porta da suíte, entrou, e Piper a seguiu, fechando-a com o pé, batendo com força.— Falhou de propósito — cuspiu incrédula. Desejava dizer isso desde que entraram na
limusine. Mas por medo que tivesse microfones ali também, e para não montar um espetáculo diante de John e suas mulheres, ambas morderam a língua. — Você sabe os nomes das ilhas de Fâerun. Sabe todos! Falhou de propósito! Não acha suficiente me dizer que eu não deveria estar aqui, quer tornar minha vida impossível. — Mostrou o pulso tatuado com uma peça de quebra- cabeças e um coração vermelho. — Juro que quando chegar em Nova Orleans vou apagar isso, nem que eu tenha que esfregar a pele com um esfregão. Não quero isso!Alex não podia rebater as acusações, porque a verdade era que não soube que bicho a mordeu quando o Amo do Calabouço, Markus, perguntou o nome da ilha que adotava o nome de Water Island no torneio. A resposta correta era Norland, ela sabia. Mas, então, olhou para Piper. Viu a culpa que tinha por tudo o que acontecia entre elas, pelo beijo que havia trocado com a submissa e pensou que era a oportunidade perfeita para marcar Piper com algo seu.
Deu uma resposta errada.
Piper estava minando seu cérebro. Estar perto dela era um tentação que sabia que iria afeta-lá, mas não imaginava o quanto até que a viu aparecer no desfile da noite anterior como Lady Nala.
Isso a matou. Vê-la a matou assim fácil.O joguinho daquela manhã havia fodido seus planos e já não podia estar tranquila na missão. Se ela estava ao seu lado, se dividia entre a ama, agente e a protetora. Com Claudia teria sido tudo muito mais fácil: Sem emoções, nem vínculos, nem amor. As provas seriam só sexo e ponto. Fáceis de controlar.
Mas com Piper... Nunca. Por favor, se não podia lidar com o fato de rodeá-la com tanto tesão.. O que aconteceria se caíssem numa prova em que deveriam compartilhar-se. Alex tinha isso claro: Mandaria tudo à merda. Se isso chegasse a acontecer, encontraria um modo de eliminá-la. Não permitiria que ninguém tocasse Piper. Não suportaria. Sim, morreria, por sua culpa e, além disso, estando com ela, Piper teria que ver-se obrigada ao contato com homens e mulheres.
Mas na prova das perguntas dessa noite, seus genes possessivos e sua mente cavernícola, a que na realidade morreria pelos ossos de sua mulher, desejava que amos dividissem algo único.
Claudia não significava nada. A submissa muito menos. Ela sim.
Piper tinha acertado sua pergunta. Mas Alex não. E a pequena fada tinha razão.
Fez isso conscientemente. E agora ambos tinham uma tatuagem que era uma pequena peça de quebra-cabeças com um coração e uma encaixava na outra com perfeição.
Isso era algo que ninguém poderia apagar. Depois de concluírem a missão, Piper teria algo em seu corpo que pertencia apenas a Alex e que complementava sua peça.
Uma tatuagem especial e preciosa entre casais.
— Não me lembrei. Fiquei com a mente em branco.
— Não é verdade! Fez isso porque queria me irritar! Merda, Alex! É uma maldita tatuagem!
Não é um desenho de caneta. Sabe o quanto doeu? Sabe o medo que tenho de agulhas?— Já tem uma tatuagem no interior da coxa. Não é para tanto — respondeu um pouco arrependida.
Piper levantou os braços para o céu e levou as mãos à cabeça. Saiu na sacada. Precisava tomar ar fresco.
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Dragões e Masmorras DS
Acción[+18] 𝙄𝙣𝙞𝙘𝙞𝙚-𝙨𝙚. 𝘼𝙧𝙧𝙞𝙨𝙦𝙪𝙚-𝙨𝙚. 𝙀𝙣𝙩𝙧𝙚𝙜𝙪𝙚-𝙨𝙚. Piper é uma policial em Nova Orleans e sempre quis seguir os passos de sua irmã Taylor e entrar no FBI. Isso acabou acontecendo, mas infelizmente não foi da maneira tradicional...