N/A: HEEEEY, voltei com mais um capitulo... please, não me esganem!
Votem no capitulo PUFAVO ARCO IRIS PUFAVO!
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Juliette Freire.
Seguindo o meu plano principal, adiantei meus afazeres do dia para poder voltar para casa no horário do almoço. Era um começo de uma reaproximação com meus filhos, algo que precisávamos de verdade.
Cheguei um pouco antes dos meus meninos terem chegado do colégio, a casa parecia vazia sem a agitação deles. Como eu sabia que apenas Vitória não tinha aula no dia de hoje, segui ate o quarto da minha primogênita para cumprimenta-la e depois ir diretamente ao meu quarto.
Quando parei diante da porta dos meus aposentos, vi uma figura loira olhando os meus porta-retratos. Se fosse a algumas semanas atrás, eu a expulsaria a gritos, mas agora não me deixava irritada ver Sarah ali olhando as minhas coisas, ela já fazia parte da família de certa forma e aquilo para mim era mais um momento normal. Quando me aproximei e falei algo sobre a foto que segurava, a babá dos meus filhos se assustou deixando a fotografia cair e o vidro do porta-retratos, sorri diante de seu nervosismo e prontamente me abaixei para ajuda-la a catar os cacos caídos.
Após esse fatídico momento, resolvi me livrar daquelas peças de roupa de trabalho que já estavam me matando. Primeiro larguei meus saltos em algum lugar, no mesmo instante meus pés respiraram de alivio. Sabia da presença de Sarah ali e, sinceramente, não me sentia envergonhada de estar fazendo isso na frente dela, que mal teria?
Levei então minha mão ate as costas, alcançando o zíper do meu vestido, tentei a todo custo puxa-lo, mas o mesmo havia emperrado. O universo me odeia? Suspirando irritada, chamei por Sarah, pedindo que a mesma me ajudasse na "enrascada" em que estava metida.
A loira se aproximou e por algum motivo desconhecido senti todos meus pelos se arrepiarem, mais ainda quando suas mãos foram de encontro as minhas costas, descendo o zíper delicadamente. Segurei um suspiro. O que estava acontecendo comigo? Por que de repente meu coração começara a acelerar? Resolvi ignorar, virando-me para agradecer a babá, só não contava com meus dois pés esquerdos me armando a peça de tropeçar neles próprios e ir de impulso para frente, atingindo o corpo da outra mulher. Num segundo Sarah segurava minha cintura e tentava se equilibrar, no outro, estávamos eu e ela no chão. Bem, eu na verdade estava por cima dela, nosso corpos grudados, respirações aceleradas.
Foi ai então que ergui meu olhar, encarando os olhos verdes que pareciam tão escuros e, se eu não estivesse completamente maluca, ela estava sentindo o mesmo que eu; Uma louca vontade de unir nossos lábios ate perdermos o fôlego, ate sentirmos eles doerem de maneira gostosa, ate não poder mais. Poderia ter consequências após realizar meu maior desejo do momento? Provavelmente sim. Mas, sinceramente? Eu estava pouco me lixando. Abaixei meu rosto lentamente, dando espaço para que Sarah rejeitasse aquilo, mas ela não o fez. E então eu podia jurar que ela realmente queria aquilo tanto quanto eu.
Estávamos muito próximas, nossos narizes roçavam um no outro de maneira lenta e torturante e quando finalmente nossos lábios iam de encontro um ao outro, um grito nos fez ter um sobressalto e eu rapidamente me joguei para o chão, sentando-me e olhando assustada para Sarah. Que diabos havia sido aquilo? E eu não falava do quase beijo, falava do grito que ouvimos e que voltamos a ouvir:
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Por um Triz - Sariette
RomanceDurante uma fuga da polícia, Sarah Andrade acaba parando na mansão Freire, onde conhece Juliette, uma advogada fechada para o amor, que vive para o seu trabalho e seus quatro filhos; Vitória, Gustavo, Júlia e Bento. No meio da confusão de sua chegad...