𝙦𝙪𝙚 𝙞𝙣𝙛𝙚𝙧𝙣𝙤

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       - Eu ja te dei mais de um milhão de chances Eva! Você não entende que está arruinando a nossa família? Você é a herdeira, você será a rainha e tem que lidar com isso de uma vez por todas.
        - EU NÃO VOU PAI! Eu não vou pra essa escola que só tem meninas mimadas e frescas. - digo aumentado meu tom de voz.
         - Já chega Eva. Você vai sim! Já estou cansado de suas atitudes. Da primeira vez você ficou bêbada e arrumou briga com uma simples plebeia. Depois, você disse aos paparazzis que nós te forçamos a fazer coisas absurdas. E mandou eles se... Você sabe o que disse - Meu pai diz um pouco mais alto do que o normal. - E da próxima vez vai falar o que? Que não quer ser Rainha?
          - Mas é a verdade. Vocês realmente me forçam a fazer coisas que eu não quero! Se querem tanto uma rainha perfeita, por que não dão meu cargo de rainha para Bella?
          - JÁ PARA O SEU QUARTO! AGORA. - ele grita
          - Mais pai...
          - Mais pai nada! E aproveite e faça suas malas, pois você já vai amanhã. - ele disse severamente.

         Subo para o meu quarto e tranco a porta, pois não queria ser atrapalhada por ninguém.
         Pego meu livro favorito da estante. Era um romance lésbico. Meus pais nem podiam imaginar que eu estava lendo isso, sabe como é né? Pais homofóbicos. Não que eu seja lgbt, claro.

         Li algumas páginas e me lembrei da ordem do meu pai. Então fui pegar minha mala, que permanecia ao lado de minha enorme cama. Odeio tudo isso.
    
       - Que ódio! - resmungo enquanto jogo algumas roupas na mala. - Odeio essa família, odeio essa escola, odeio tudo que envolva meu pai.
    
     Após guardar alguns sapatos, roupas, vestidos, acessórios, que sou obrigada a usar para manter uma "boa impressão". E o uniforme de lá, que nem é tão ruim assim.
Fechei a mala e me deitei na cama.
     
       - Finalmente, paz.

Após dizer isso escuto alguém bater na porta.
      
       - Ah, mas que inferno! -  me levanto. - Quem é?
       - Sou eu, a Bella. - Destranco a porta.
       - O que você quer?
       - Conversar. - Ela diz enquanto entra no quarto, se sentando na minha cama.
       - Vou sentir sua falta.
       - Eu também! - ela diz.
Um silêncio permanece no quarto, até ela começar a falar.
       - Até pedi pro papai para ir com você! Mas ele não deixou - Ela diz com tristeza.
       - Eu imaginei que ele não deixaria. - digo
       - Pelo menos você vai poder nos visitar no dia de ação de graças. - Ela sorri
       - Sim! - retribuo o sorriso.
  
   ...

Um tempo passou e já estava pronta para o jantar. Todos os dias, comemos todos juntos na mesa. Uma mesa gigante, com umas 40 cadeiras, cheia de comidas, que a gente não come nem a metade. O que sobra, papai dá para os empregados.
  Me sentei na cadeira, ao lado de minha irmã.
  O silêncio permanecia até escutar minha mãe começar a puxar assunto.
       - Filha, pense pelo lado bom. Sua prima vai estar lá.
       - Hum. - resmungo enquanto mexia a comida do meu prato. Sem vontade nenhuma de comê-la.
      - Fale direito com sua mãe, Eva. - diz meu pai.
      - Com licença. - digo saindo da mesa, antes que pudesse  ouvir um sermão.
    
Fecho a porta do meu quarto, e vou até o banheiro que tinha junto do mesmo. Tomo
um banho e escovo os dentes.
Me deito, pois amanhã será um dia bem longo

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                         Primeiro capítulo!
Os próximos serão maiores, esse foi só para dar início a fic.
(Me perdoem se tiver algum erro de ortografia.)
Beijos, amo vcs. <3

O pecado de amarOnde histórias criam vida. Descubra agora