Capítulo 28 [RETA FINAL].

1K 106 45
                                    

E pensar que era tão difícil conseguir um voo para Pembroke? Jamais pensei. Meu coração angustiado e cheio de ódio, palpitava em um ritmo desordenado, rápido e desordenado. Estava tão inquieto quanto o homem na segunda fileira de poltronas. Sim, preferi optar por lugares distantes, senão eu daria um jeito de jogar Vitor pela janela. Ou eu posso chamá-lo de Tyler?

As turbulências constantes e todos os acontecidos em menos de vinte e quatro horas estavam me deixando enjoada, eu só queria ir para casa, queria que tudo isso acabasse e que Artur nunca tivesse aparecido naquele prédio.

— Acho que precisamos pegar um trem, mas pelo visto, só pela manhã. — Vitor falou, enquanto mexia no celular e olhava um mapa, permaneci calada esperando a minha mala. — Tem um hotel aqui próximo, podemos pegar um táxi, comprar os bilhetes pela internet e embarcar amanhã. Não é tão longe de Cardiff para Pembroke.

— Olha, se você quiser se mandar pelo mundo, vai estar fazendo um favor. E se não se importar, eu prefiro ir sozinha. — falei, peguei a mala e sai pelo aeroporto simples e cheio de pessoas com cara de brava.

— Por favor, Chloe. Você não precisa agir assim, estou querendo ajudar?

— Ajudar por quê? A consciência pesou?

— Porque eu sei que você vai atrás dele mesmo não sabendo aonde ele está, então, prefiro ajudar. — suspirou.

— Você sabia aonde ele estava o tempo todo. — ri. — Eu estava desesperada e você sabia o tempo todo de tudo.

— O combinado não era esse, ele está em perigo e você também estava.

— O combinado? Agora eu faço parte do jogo da família Evans... — parei do lado de fora, olhei para os lados e chamei um táxi.

— Só queríamos te proteger. E você pode escolher, eu ou o Artur?

— É sério? — perguntei e dei risada. O senhor desceu do táxi e colocou as malas atrás, entrei e continuei olhando para Vitor, que estava sério e desconsolado. — Eu só quero matar vocês dois me terem me feito de palhaça.

— Eu estou aqui. — entrou no carro. — Você pode fazer o que quiser, dizer coisas horríveis, falar a verdade para o mundo inteiro, mas não precisa ir atrás dos Artur. 

— Você tem medo? — perguntei.

— Para onde vão? — o taxista perguntou.

— O melhor hotel. — Vitor resmungou.

— O hotel mais próximo. Depois, você o deixa no melhor hotel. — o interrompi.

— Eu não tenho medo, eu só quero que fique longe disso. Se você quer acabar com isso, vamos acabar com isso. O Artur pode ficar aqui, se virar, você pode voltar para Nova York e seguir em frente.

— E você?

— Eu vou voltar com você. — engoliu seco. — Cuidar da Jade e visitar a minha avó.

— A sua avó morreu. E você não vai ficar com a Jade. Por que você está se iludindo com isso? Vai em frente, Tyler, o mundo é seu, você escolheu o mundo. Some de Nova York, some da minha vida, da vida do Artur. Não foi isso que você fez?

— Eu não quero que você fique com o Artur! — ele aumentou o tom de voz. — Eu não vou suportar saber que estraguei tudo, e te ver com ele vai ser... estranho.

— Estranho foi voce viver uma vida que não era sua, entrar em um personagem e conseguir fingir tão bem.

— Você pode desacreditar de tudo. Mas acredite no meu coração.

Meu Inesquecível Vizinho Onde histórias criam vida. Descubra agora