capítulo 1- Sunnydale

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A L I N A

Estou correndo....
Não sei ao certo para onde, mas não tenho tempo para pensar nisso, pois o que me persegue não irá esperar que eu decida qual o melhor lugar para fugir....
Sinto o chão embaixo dos meus pés, e além de minha respiração ofegante também consigo ouvir o barulho das folhas secas que se estendiam pelo chão se quebrarem com o impacto de meus pés sobre elas enquanto continuo correndo desesperadamente sem o mínimo de coragem para olhar para trás e encarar o que me persegue, pois sei que se fizer isso o medo irá me petrificar e não conseguiria dar nenhum passo siquer. Meu coração está acelerado, sinto como se a qualquer momento fosse assisti-lo pular para fora do meu peito.

Eu quero gritar... Quero pedir socorro...

Mas minha voz está presa em minha garganta e não sou capaz de emitir o menor ruído que seja.

Sinto que a qualquer momento minhas pequenas pernas irão se cansar e não conseguirei mais fugir do que me persegue.

Posso jurar que seus olhos eram vermelhos, seu tamanho me lembra o de um urso... Como os que vi com mamãe no zoológico.... Mas o som que sai dele é semelhante ao que eu escutei sair de um lobo em um documentário na tv

Não faço a mínima odeia de que criatura é essa, e nem mesmo sei o por que me persegue mas não estou pensando em parar pra perguntar, pois pelo jeito que corre não é um animal amigável...

Sinto um vento forte passar pelos meus ombros e bagunçar meus cachos... Algo está sobre mim e sinto que me observa.

Agora vejo meus pés se afastarem rapidamente do chão, e como em um passe de mágica, vejo as enormes árvores que me cercavam ficarem pequenas bem embaixo de mim.
Algo está me segurando pelos braços e me ergue para cima cada vez mais...
Seja lá o que for que me segura está me levando para a direção aposta a que eu estava correndo. Olho para meus braços e vejo que o que me segura são grandes mãos masculinas humanas, e ao olhar para cima para ver o rosto que quem carrega vejo apenas seu queixo e maxilar marcado voltado para frente...
Ele olha para baixo e consigo enxergar seus olhos.... Seus azuis e penetrantes olhos que ganhavam um brilho extraordinário ao serem refletidos pela luz da lua que iluminava o céu, quase posso completamente ver seu rosto. Agora seu olhar esta completamente voltado para mim e sinto que dirá alguma coisa...

- ALINA?! - o grito invadiu meus ouvidos me trazendo de volta a realidade. Era minha mãe - Dormindo de fones de novo?

Não a respondi, apenas esfreguei meus olhos.

Não acredito no que vou dizer, mas o pesadelo estava bem melhor do que essa realidade. Permaneço no carro que entrei há 4 horas atrás, tudo culpa do meu avô, que foi inventar de morrer justo numa cidade no fim do mundo.

Não me levem a mal, eu não tinha nada contra meu avô, apenas não o conheci e nem ele fazia questão de me conhecer, por isso eu não fiquei muito mexida quanto a morte dele.

Minha mãe, minha irmã Megan e eu, saímos do Arizona de madrugada, Estamos nos mudando para Califórnia, E por incrível que pareça, um dos Estados mais ensolarados do país tem uma cidade que chove quase todo dia. Ou seja saindo de um lugar com sol e agora estamos presos em uma cidade minúscula que chove o tempo todo, não estou reclamando, eu até gosto da chuva, o que não gosto é do fato de ter que arrumar uma casa inteira novamente.

𝑀𝑖𝑠𝑡𝑒𝑟𝑖𝑜𝑠 𝑖𝑛𝑑𝑖𝑠𝑐𝑟𝑒𝑡𝑜𝑠 Onde histórias criam vida. Descubra agora