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Rick:

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Rick:

O xerife se olhou no espelho, se sentindo livre pela primeira vez em algum tempo.
Fazia seis anos que tinham derrotado Negan e agora, Alexandria vivia em paz, junto com Hilltop e o Reino. Novas regras foram criadas, novas alianças, e a comunidade de Rick estava crescendo como nunca.
Mantinham o Santuário e alguns Salvadores viviam agora entre as comunidades... Mas Negan permanecia na cela, preso, e era lá que iria continuar por muito tempo.
Grimes desceu as escadas, vendo que toda a sua família já estava de pé. Michonne ocupava o topo da mesa, comendo e remexendo em papéis ao mesmo tempo, Carl brincava com Judith, ao mesmo tempo que ambos comiam alguma coisa.
Se aproximou da mesa, fazendo carinho no rosto da filha, sacudindo o cabelo de Carl e beijando os lábios da sua mulher, indo depois pegar alguma coisa para comer.
- Porque não me acordou? - Perguntou Rick para Michonne.
- Estava dormindo tão bem, que tive pena de acordar. Você não dormia assim á anos.
Ele assentiu, sorrindo. - É verdade. Vou indo.
Rick saiu de casa, vendo que estava um belo dia, e desceu pela avenida. Viu Daryl na frente da casa do lado, mexendo na moto e ele balançou a cabeça em jeito de cumprimento, Olivia passava com seu caderno, Eugene falava com Rosita e Siddiq... Tudo estava normal.
- Mamã ganso, está aí?
Rick riu e pegou o rádio que estava no cinto.
- Bom dia, Tara, como vai?
- Muito bem. Vimos um grupo de alguns homens, todos vestidos de preto, passando a poucos metros da ponte.
Rick franziu o cenho. - Problemas?
- Penso que não, porque eles seguiram o caminho deles e não vieram na nossa direção. Mas vou ficar de olho, pareciam sobreviventes e tenho certeza de que nunca vimos eles.
- E não tem a menor chance de serem Salvadores, certo?
- Nah, não tem, não. Eles não eram Salvadores.
- Tá, me avisa se vir eles de novo e passa a informação para as outras comunidades, vamos ficar de olho.
Suspirando, Rick colocou o rádio no cinto e olhou em frente. Não iria deixar que mais ninguém mexesse com a sua família.
- Rick.
Ele olhou para o lado, vendo que Daryl se aproximava e esperou.
- Tudo bem no Santuário?
- É exatamente por isso. Eu acho que o Santuário não vale a pena ser salvo. Tiramos as pessoas que realmente querem ficar com a gente e deixamos o resto.
- Daryl...
- Nada cresce lá, de qualquer jeito! Rick, aquilo é tempo perdido e eu não vou mais ficar na frente daquela merda! Por mim podem ir todos para o inferno! Eu não volto para lá!
O xerife suspirou e colocou as mãos no cinto, olhando o chão e depois de novo para o amigo. Assentiu.
- Tá. Iremos lá, falamos com eles e vemos quem estará interessado em viver em nossas comunidades.
Daryl assentiu.
- Valeu.
Do nada, uma gritaria surge do lado de fora do portão e Rick olha nessa direção, franzindo o cenho. Ele faz sinal a Daryl e os dois vão até lá, para verem que eram Sasha e Abraham que chegavam, sujos de sangue, com alguns ferimentos e parecendo exaustos.
Rick se aproximou. - O que aconteceu?
- Achámos uns muros altos, no meio da floresta e fomos investigar. - Disse Sasha. - Mas então...
- Então, do nada, apareceram uns cuzões completamente vestidos de preto, que atacaram a gente. E como se não fosse suficiente, do topo dos muros, começou a chover bala! Era disparos para tudo quanto é lado! Eles são malucos! São o diabo!
Rick trocou um olhar com Daryl e depois olhou de volta para Abraham.
- Tara viu um pequeno grupo de homens, totalmente vestidos de negro.
- Sugiro atacarmos esses filhos da puta e mostrar com quem se meteram! -  Falou Abraham.
Rick negou com a cabeça. - Não acho boa ideia, não sem antes sabermos com quem estamos lidando.
Daryl ergueu a mão. - E pelo que você falou, eles têm imensas armas e munição. - O caipira olhou Rick. - Posso dar uma olhada, se quiser. Basta me falarem onde fica esse lugar.
Abraham assentiu prontamente. - Eu te mostro.
- Tudo bem, vocês dois vão, mas só depois de Abraham tratar daqueles ferimentos, e Sasha você também vai na enfermaria. Mas vocês dois - Indicou Daryl e o ruivo. - Tenham bastante cuidado. Lembrem o que aconteceu da última vez.
Daryl assentiu e se afastou para pegar suas coisas enquanto Abraham ia na enfermaria.

Narrador:

- Que merda é essa? - Perguntou Daryl num sussurro.
Abraham olhou o enorme muro que se estendia a alguns metros e depois dobrava para a frente, continuando seu percurso.
- Nenhum zumbi deve conseguir entrar ali dentro. - Falou. - Eles são enormes, e pelo que pude ver com a Sasha, não têm uma única falha.
Daryl assentiu e depois indicou a estrutura.
- Mas deve ter uma forma de entrar, mesmo que tudo pareça pesado e forte.
- E quer entrar? Dixon, para entrar ali, teremos de ser imensos! Você não imagina a quantidade de homens que eu e a Sasha vimos no topo dos muros!
Daryl olhou em frente, parecendo pensar. - Ninguém é tão forte assim.
- Pffff, esses caras parecem ser. Para terem isso tudo, imagina o tempo que eles não estão aqui.
Daryl olhou ele de canto. - Alexandria também tem um monte de coisa.
- E foi construída desde o início.
- Ah cala a boca.
Os dois ficaram ali, olhando, observando, mas nada viram. Ninguém entrou e ninguém saiu. Aquela estranha comunidade não estava em silêncio, era possivel escutar barulho do outro lado dos muros, mas isso não significava que fossem sobreviventes civilizados.
Daryl tocou no braço de Abraham e os dois e afastaram dali, indo em direção a casa.
- Você não vai desistir da ideia de entrar, né? - Perguntou Abraham.
Daryl negou com a cabeça. - Tem algo aí.
Enquanto caminhavam para Alexandria, os dois homens nunca perceberam que estavam sendo observados atentamente por alguém, e que esse alguém iria segui-los até os portões de Alexandria...

Red Queen - A Rainha VermelhaOnde histórias criam vida. Descubra agora