Capítulo 7

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Amanheceu e eu estava sem disposição para nada, somente queria ficar deitada na minha cama.

Peguei meu celular para ver as horas e mexer um pouco nele. Olhei para as horas e já era meio-dia, decidi que iria me arrumar e ir à algum restaurante.

Levantei, arrumei a cama, peguei roupas e fui para o banheiro. Quando terminei, escovei o cabelo e fui colocar um par de tênis.

Conferi para ver se tinha tudo em uma bolsa pequena, peguei meu celular e a chave, depois tranquei meu apartamento.
Ao olhar para a direita, de longe pude avistar uma senhorinha que morava ao lado, ela foi até o elevador e eu resolvi correr até lá.

- Olá, dona Lúcia.

Dona Lúcia: Olá, Rika. Nossa, você está muito bonita!

- Ah, dona Lúcia, muito obrigada.

Dona Lúcia: Eu estou falando a verdade! Vai se encontrar com quem? Namoradinho? - Ela perguntou fazendo uma carinha engraçada.

- Não, dona Lúcia. - Eu ri. - Eu vou só em algum restaurante comer alguma coisa sozinha. - Era meio triste, e talvez trágico.

Dona Lúcia: Passa lá em casa qualquer dia para comer bolo e tomar chá.

- Pode deixar, dona Lúcia. Faz tempo que não vou na sua casa.

Dona Lúcia: Você está acompanhada?

- Não, por quê?

Dona Lúcia: Eu estou indo ao restaurante que meu sobrinho abriu recentemente, quer ir comigo?

- Pode ser, dona Lúcia. Estou sozinha mesmo, então aceito a companhia da senhora.

Então, o elevador chegou ao andar que queríamos, nós saímos e cumprimentamos o porteiro.

- Bom dia.

Dona Lúcia: Bom dia.

Porteiro: Bom dia senhora e senhorita.

- Então, dona Lúcia. Que tipo de comida serve no restaurante do seu sobrinho?

Dona Lúcia: Bom, lá tem várias opções. Mas, eu prefiro a torta de frango que tem lá.

- Que delícia, agora quero a torta de frango!

Dona Lúcia: Eu também quero, menina.

- Dona Lúcia, se depender de mim, a senhora fica sem a torta.

Dona Lúcia: Que maldade! Você vai gostar dessa torta, a vó dele que faz e ela me deu a receita, qualquer dia eu faço e te chamo para experimentar a minha também.

- Pode deixar, vou comer tudo!

Dona Lúcia: Ah minha menina, você vai acabar passando mal!

- Sabe, dona Lúcia. Eu sinto saudades da minha mãe.

Dona Lúcia: Calma minha menina, eu sei que dói, perdi meu filho quando ele tinha dezenove anos e sei a dor de não ter uma pessoa que você ama, mas você tem que ser forte! Se sua mãe estivesse aqui ela não ia gostar de você triste!

- Tem razão.

Dona Lúcia: Vamos mudar de assunto, e os namoradinhos?

- Dona Lúcia, para com isso! Desse jeito fico envergonhada!

Dona Lúcia: Então quer dizer que tem um pretendente, não é?

- Não tenho... - Por que veio aquele pássaro humano em minha mente?!

Caminhamos por mais alguns minutos, quando chegamos no restaurante nós pedimos a torta de frango, comemos e depois cada um seguiu seu próprio caminho.

Nova Vida Ao Seu Lado (Hawks)Onde histórias criam vida. Descubra agora