um milhão de possibilidades

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Como posso dormir à noite com um milhão de possibilidades
Velejando pela minha mente, ao relento?
Como posso não duvidar da veracidade
De palavras que foram ditas no calor do momento?

Como posso acreditar no "eu te amo"
Se o amor que estava aqui já se perdeu?
Talvez apenas tenha cometido um ledo engano
Uma vez que aquele velho amor nunca foi meu

Como posso saber se, na verdade
A verdade não passou de uma bela mentira?
Talvez porque eu esteja na flor da idade
Tão jovem para saber quando o amor se retira

Como posso fingir que não estou vendo
Quando a realidade está bem diante de mim?
No fim, fui eu quem saiu perdendo
Ficando sozinho e vazio, tão fraco assim

Como posso não acreditar que a todo momento
Meu coração está sendo jogado fora?
Se ele estava sendo utilizado como um experimento
De nada adianta se eu já fui embora

Como posso acreditar que realmente houve reciprocidade
Quando se parece tão fácil me trocar?
O mundo sempre é tão cheio de maldade
É tão difícil encontrar meu próprio lar

Como posso não pensar no quanto estou machucado
Quando suas palavras me perfuraram como objetos cortantes?
Tantos momentos que passei ao seu lado
Se tornaram pensamentos torturantes

Como posso ser auto-confiante
Se a minha mente continua me sabotando?
No fim do dia eu continuo me sentindo insuficiente
Insuficiente para acreditar que alguém está me amando

Como posso dormir à noite
Com tantas possibilidades assim?
Fingir que, simplesmente, eu não me importo
Aguardar, pacientemente, pelo fim

Um milhão de inseguranças pra tornar a madrugada interessante

aonde foram as borboletas • volume 1Onde histórias criam vida. Descubra agora