Como posso dormir à noite com um milhão de possibilidades
Velejando pela minha mente, ao relento?
Como posso não duvidar da veracidade
De palavras que foram ditas no calor do momento?Como posso acreditar no "eu te amo"
Se o amor que estava aqui já se perdeu?
Talvez apenas tenha cometido um ledo engano
Uma vez que aquele velho amor nunca foi meuComo posso saber se, na verdade
A verdade não passou de uma bela mentira?
Talvez porque eu esteja na flor da idade
Tão jovem para saber quando o amor se retiraComo posso fingir que não estou vendo
Quando a realidade está bem diante de mim?
No fim, fui eu quem saiu perdendo
Ficando sozinho e vazio, tão fraco assimComo posso não acreditar que a todo momento
Meu coração está sendo jogado fora?
Se ele estava sendo utilizado como um experimento
De nada adianta se eu já fui emboraComo posso acreditar que realmente houve reciprocidade
Quando se parece tão fácil me trocar?
O mundo sempre é tão cheio de maldade
É tão difícil encontrar meu próprio larComo posso não pensar no quanto estou machucado
Quando suas palavras me perfuraram como objetos cortantes?
Tantos momentos que passei ao seu lado
Se tornaram pensamentos torturantesComo posso ser auto-confiante
Se a minha mente continua me sabotando?
No fim do dia eu continuo me sentindo insuficiente
Insuficiente para acreditar que alguém está me amandoComo posso dormir à noite
Com tantas possibilidades assim?
Fingir que, simplesmente, eu não me importo
Aguardar, pacientemente, pelo fimUm milhão de inseguranças pra tornar a madrugada interessante
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aonde foram as borboletas • volume 1
PoetryUma coletânea de poemas sobre ansiedade, medos e inseguranças. "Meu estômago se enche de borboletas. Então é aí que elas estão?" • • • • • • #3 em poesia (03/10/2021) #2 em poesia (04/10/2021) #12 em poesia (06/04/2022)