Vejam só onde eu cheguei
Mais uma vez à beira
Não me admiro que mais uma vez deixei
Minha insegurança me derrubar de primeiraEm primeiro lugar, se a inveja realmente matar
Sinto que o meu âmago já está atingindo
Posso ouvir o meu cerne gritar
Posso sentir esse sentimento me invadindoMesmo que eu tente, e sim eu tento
Meus passos são praticamente inexistentes
Não importa o quanto dura o momento
Minhas reações ainda soam indiferentesEm segundo lugar, continuando
Por que será que o mundo continua girando?
O desespero tomando conta de tudo meu
Mais uma vez, posso dizer que meu auto-controle se perdeuTalvez eu deva parar de me cobrar
Pensar nisso me atinge como uma facada
Sinto que me fechei em um lugar escuro
Sinto que ainda mais minha sanidade foi roubadaE mais uma vez, lá vamos nós de novo
Terceira vez e dessa vez com reprise
Rendendo-me para um estorvo
Minha timidez sendo o palco para mais uma criseNão consigo olhar nos olhos de ninguém
Eles me parecem tão intimidadores
Talvez isso eu deva a um certo alguém
Alguém que me fez perder o gosto pelas coresQuatro, cansei de me sujeitar a essa condição
Queria ser como as outras pessoas ao meu redor
Talvez elas achem que eu as odeie, porém não
Não odeio ninguém, apenas estou tentando não me sentir piorNo meio da noite, meus pensamentos me invadem
Em quinto lugar, continuo tentando fazer com que parem
Minha imaginação ainda enche meu estômago de borboletas (então é aí que elas estão)
Enquanto minha mente se enche de memórias estreitasNão posso dizer que estou acostumado
Gostaria de deixar isso tudo de lado
Mas por que eu ainda me importo tanto?
Por que essas ocasiões ainda me causam espanto?Prosseguindo para o sexto, sinto-me perdido em mim mesmo
Perdi a minha essência, minha força de vontade
Aonde posso ter deixado a minha resiliência?
Preciso encontrá-la antes que seja tardeE, claro, em sétimo e último lugar
Estou batalhando cada vez mais para me encaixar
Temo que minhas tentativas sejam em vão
Mas é impossível descer mais quando já está no chãoE esses são meus sete infernos diários.
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aonde foram as borboletas • volume 1
PoezieUma coletânea de poemas sobre ansiedade, medos e inseguranças. "Meu estômago se enche de borboletas. Então é aí que elas estão?" • • • • • • #3 em poesia (03/10/2021) #2 em poesia (04/10/2021) #12 em poesia (06/04/2022)