First Chapter

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Your skin
Oh yeah, your skin and bones
Turn in to something beautiful
Do you know
You know I love you so
You know I love you so


dias depois

Enquanto Lirio ajudava a irmã Bella, a organizar as novas flores da floricultura, Cris falava sobre como ela era uma péssima vizinha. Desde o dia que o novo vizinho chegou, e ela se recusou a oferecer biscoitos, já que achava ser invasão de privacidade, a cacheada vinha pontuando isso. Uma péssima vizinha.

— Deveríamos tê-lo oferecido biscoitos. — Resmungou, e Vilhena bufou.

A amiga era bem insistente quando queria ser, como estava sendo todos esses dias, tanto com Lirio quanto com Floribella, a irmã mais velha. A livraria olhou para ela, e baixou os ombros negando, iria respondê-la mas um espirro conhecido, chamou sua atenção para a porta de entrada da floricultura.

— Papai, o que está fazendo? — Perguntou, indo em direção ao mais velho, que andava calmamente.

— Amara mandou docinhos para vocês. — Respondeu, estendendo uma caixinha de bombons a filha mais nova.

Amara era uma velha amiga dele, que se propôs a ajudá-lo com tudo e então se tornou parte da família também. Desde que, dona  Luiza faleceu, tiveram que colocar uma pessoa para lembrá-lo dos remédios e cuida de tudo em relação a ele, as filhas sempre estavam ocupadas com suas vidas e com seus trabalhos, então, Amara foi a melhor opção, ela já ia todos os dias para a casa de seu Ricardo, então, as duas irmãs se juntaram e a contrataram, e ela tem até um moreira que a leva e busca em casa.

— Seu Ricardo, não pode ficar aqui. — Daniel, marido de Floribella, disse já indo em direção ao sofro. — Olha sua alergia.

— Que alergia, eu tinha que entregar os docinhos. — Deu de ombros e sorriu outra vez as filhas.

— Papai, como é teimoso. — Disse Lirio. — Vá para casa, eu cuido dos docinhos. — Beijou a bochecha do pai, e ele lhe retribuiu.

Os observou sair caminhando para a fora da floricultura e no caminho, o mais velho soltou dois bons espirros, e voltaram para casa que ficava ao outro lado da rua. O pai, nunca foi alguém de ficar quieto em um só canto, estava sempre buscando fazer alguma coisa fosse para ajudar, ou apenas para se sentir jovem outra vez.

— Docinho da Amara. — Cris, comemorou assim que Vilhena virou-se na direção delas. — Você deveria oferecer ao seu vizinho. — Sugeriu.

— Porque você fala tanto desse vizinho? — Flor questionou.

— Porquê ele é um gato e aposto que se daria super bem com a plantinha. — Respondeu e a morena rolou os olhos, por tédio.

— Eu não quero que ninguém se dê super bem comigo.— Se pronunciou. — Estou bem assim.

— Silêncio. — Disseram juntas.

— Eu vou dar uma de casamenteira, sim! — Murmurou a cacheada.

As ignorou e voltou a atenção, as rosas a sua frente que exalavam um cheiro maravilhoso, deixando a caixinha de dicas em cima do balcão, para que comessem depois, por Lirio já conhecido. Quando pequena, esse era o cheiro de seu quarto — o cheiro de rosas —, já que sua mãe sempre estava repondo as flores que ficava na sua janela.

— E se ele for um cara legal? — Flor perguntou, tocando no assunto outra vez.

— Mas ele não tem cara de ser alguém ruim. — Cris a responde. — Não como Diogo tinha. — Murmurou baixo.

𝐒𝐨𝐧𝐡𝐨𝐬 & 𝐑𝐨𝐬𝐚𝐬 ━━ Emiliano Rigoni Onde histórias criam vida. Descubra agora