𝑯𝒘𝒂𝒏𝒈 𝑱𝒖𝒏-𝒉𝒐 -- 𝑆𝑞𝑢𝑖𝑑 𝐺𝑎𝑚𝑒

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  Como conhecida e principal contato recente de Jon-Ho, um pedido de socorro como o que ele havia lhe feito não poderia ser facilmente negado.

Quando ele apareceu em sua porta, desolado, e segurando um cartão que você havia conseguido hora antes, você não viu uma maneira de recusar o sofrimento presente nele.

Ele ouviu atentamente toda a sua historia comovente e dolorosa de como havia ganhado o cartão para o jogo. Vocês dois haviam ligado para o número desconhecido; um de cada vez, obtendo a mesma resposta.

Quando você foi a primeira a se dirigir ao ponto onde a van pegaria vocês dois, ele observava tudo atentamente enquanto aguardava por que você estivesse dentro do carro segura com desconhecidos.

Você estava de fato apagada' quando ele chegou ao carro. Ele gostaria de ter agido naquele exato momento, mas não poderia, por enquanto não.

Quando conseguiu um disfarce aceitável, sempre que podia procurava ir atrás de você para contar o progresso do plano.

E mesmo sem demonstrar, se preocupava de você sairia viva de cada prova suicida que faziam.

Um relacionamento que vocês não sabiam descrever, mas que envolvia preocupação e alguma espécie genuína de paixão.

Infelizmente, uma paixão fraca o suficiente para não passar de uma leve inclinação em sua mente.

As visitas dele não eram tão constantes, sempre que podiam se atualizavam de suas próprias situações, mas nada profundo ou compartilhado sobre seu próprios pensamentos.

Cada morte que ocorria naquele jogo você observava curiosamente.

Todos que estavam ali mereciam aquilo?

Ou melhor,

Alguém merecia aquilo?

A ansiedade sempre a consumia para poder saber se ele continuava vivo.

E no dia do terceiro jogo enquanto você o aguardava ir a chamar, ele simplesmente não apareceu.

Algo ruim teria acontecido? Ele fora descoberto? Apenas os pensamentos que envolviam mortes atravessavam sua cabeça.

Quando havia matado o guarda e fugido pela caverna, a culpa o consumia por dentro. Cada escrúpulo dela consumindo sua mente e seu corpo cansados. Dominando cada partícula de consciência limpa que ainda lhe restavam.

E, por um deslize seu, ele nunca mais ouviria sua voz ou seu rosto para ser capaz de pedir desculpas pelo abandono.

Imaginando a ocorrência da morte dele, por um descuido você acabou provocando a sua.

Antes que pudesse chegar à mar aberto, ele havia voltado para o jogo, desesperado, em busca de você.

Foi no momento em que ele pode observar seu corpo sem vida sendo arrastado e colocado em um dos caixões com laçarotes vermelhos.

Ele nunca seria capaz de pedir desculpas a você. Pois você nunca estaria lá para recebê-las.

Por ocorrência do destino ou não, vocês não se encontrariam onde quer que estivessem.

Quem sabe em uma próxima vida a culpa não o consumisse e sucumbisse a morte e pudesse lhe pedir desculpas de joelhos, implorando pelo seu perdão ao deixá-la sozinha ao relento, aguardando para que alguém puxasse a alavanca da guilhotina.

𝐁𝐄 𝐘𝐎𝐔𝐑𝐒 - 𝑰𝒎𝒂𝒈𝒊𝒏𝒆𝒔Onde histórias criam vida. Descubra agora