Deitado no meu quarto, eu mesmo e eu
Quem mais cruel do que eu pra me julgar?
Minhas próprias palavras machucam esse ego meu
E, mesmo que um grito abafado, sinto meu peito gritarJá tem um tempo que penso sobre tudo
Meu corpo, minha voz, meu desempenho no mundo
Quando vou estar verdadeiramente bem?
Talvez quando eu aprender a não ir alémEu machuco tantas pessoas com simples palavras
Assim como machuco a mim mesmo constantemente
É difícil ponderar com tantos caminhos, tantas estradas
Meus poemas sempre adotam uma conotação deprimenteFoi tão fácil assim perder o amor próprio
Na mesma proporção que reencontra-lo está sendo difícil
Como procurar a olho nu um micróbio
Minhas palavras agora soam como um suplícioSentado no chão, deixando os versos fluírem
Minhas sentenças me atingem como um tiro de canhão
Vejo meus sentimentos em lágrimas se partirem
Assisto minha doce e amável mente desprezível me atingir de supetãoAfinal de contas, como eu poderia ser menos cruel comigo?
Eu tento não me sentir insuficiente todo o tempo
Talvez realmente deva pedir ajuda a um amigo
Talvez a escrita tenha se tornado muito além de um passatempoNão sei aonde as borboletas estavam, mas elas voltaram
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aonde foram as borboletas • volume 1
PoésieUma coletânea de poemas sobre ansiedade, medos e inseguranças. "Meu estômago se enche de borboletas. Então é aí que elas estão?" • • • • • • #3 em poesia (03/10/2021) #2 em poesia (04/10/2021) #12 em poesia (06/04/2022)