capítulo dois

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Alguns anos atrás....

— Hugh você tem que entender que eu não posso fazer nada, foi provado que você estava na cena e podia ter feito algo e não fez, infelizmente isso pode ser provado no tribunal e você pode até ser preso , entenda que arquivar o caso é melhor , você ainda tem a Beatrice para cuidar ou você quer que além de ter sido 'cumplice ' do assassinato de sua filha quer perder o crescimento da outra? - Jim falava de forma grossa com o tal rapaz.
— Não senhor Brass, não quero ! - ele respondia de forma calma e de cabeça para baixo.
— Ok, meus homens já fizeram as papeladas para arquivar o caso, só preciso que você assine para que possamos fazer restante. - passou a ele os papéis.
— Ok, vou assinar só porque é uma boa pra mim. - então leu cada parágrafo para não ser surpreendido depois, cada nome frase, sabia que era o melhor que sua filha Beatrice não merecia um pai preso, uma irmã morta e uma mãe que havia abandonado assim que nasceu alegando dependência as drogas.
— Obrigado, senhor Hugh o senhor acaba de fazer um bem não só pra você mas para sua filha. - o sorriso de Brass era de alívio.
— Eu que agradeço senhor Brass, diga ao supervisor Grissom e a senhora Willows que agradeço tudo que fizeram por mim até aqui.
— Pode deixar que digo sim . - acenou enquanto via o homem sair da sala.
Então se despediram e Brass automaticamente ligou para os demais para avisar sobre assinatura, aquela mesma que Gil e Catherine disseram que era não ter acontecido, pois sabiam que tinha solução só que o departamento achava que não valia apena, como muitos outros casos.


Dias atuais .....

O laboratório tava já de pernas pro ar, Warrick e Greg estavam a frente pois eram os que conseguiam pensar antes de agir, Nick estava detido por Brass na delegacia porque por descuido disse coisas que o deixou preocupado, Gil a base de calmante na sala dele e os demais cuidando dos casos em aberto mas sempre que podiam se reuniam no principal, o sumiço da Sara.

Já no hotel Sara e Hugh conversavam, quanto mais Sara dava liberdade mais ele desabafava, sabia que talvez não pudesse tirar essas informações dali porque sabia que ele era uma bomba relógio, uma palavra errada e "buum" ia ela, ele e o seu filho pros ares, tinha que o deixar mais calmo possível para dar tempo da equipe chegar até eles.

— Clemente o que você está fazendo? - Mixa, uma senhora na casa de seus 45 anos chegou próximo ao marido.
— Mixa, aquela moça que chegou com aquele rapaz , a grávida . - pensou um pouco — Eu sei que já vi ela em algum lugar mas não estava lembrando, até que dei uma olhada nas câmeras do hotel antiga e olha, ela é policial, ela veio com esse senhor investigar um assassinato no quarto 203 . - apontou a foto no monitor.
— Clemente, ela e marido estão curtindo a gravidez, pode ter sido uma coincidência. - Mixa rebateu o marido.
— Não sei não Mixa, ela não parecia feliz, parecia está pedindo socorro.
— Clemente, é coisa da sua cabeça. - Mixa depositou um beijo na testa do seu esposo e voltou a fazer o que fazia.
— É pode ser - sorriu mas nenhum momento conseguiu tirar da cabeça que ela pedia por socorro.

No laboratório já se passavam 12 horas desde que Sara sumiu, o turno havia duplicado e pela primeira vez não reclamaram pelo contrário todos trocaram seus dias de descanso para continuar a procura.
— Gil, Brass colocou nos rádios e televisões sobre o sumiço da Sara - Catherine entrou na sala já falando.
— Ok, assim fica mais fácil do criminoso ou então matar Sara ou sair da toca vamos apostar pra ver o  que acontece primeiro? - respondeu com sarcasmo.
— Ei, se você tá nervoso nos também estamos, não foi essa intenção do noticiário, não estamos brincando com a vida da Sara e do Mateo, assim como você também estamos colocando todas as nossas forças pra encontrar, por favor não desconta sua preocupação em quem tá te ajudando, ok . - Catherine saiu sem deixa-lo dizer nada batendo a porta, era injusto toda essa coisa da Sara mas ninguém tinha culpa, Gil estava agindo como se todos tivessem , isso tava cansando de uma forma surreal — Escolham outra pessoa pra dar as próximas notícias à ele, porque já me tirou do sério.  - passou igual um foguete na sala onde estavam todos e saiu sem deixar que eles também respondesse, a vontade dela era de sair quebrando tudo mas isso não resolveria sua raiva sua sensação de impotência em ajudar a amiga e de tanto levar patadas do seu supervisor.
— O que deu nela? - Greg disse sem entender nada.
— Não sei mas vou atrás pra ver se tá tudo bem - Warrick respondeu já se levantando e indo atrás da loira .
Todos se olharam e sem entender voltaram a fazer o que estavam fazendo, sabiam exatamente como tava o clima do laboratório e qualquer demora poderia ser o fim.

....
— Ei , Cat - sorriu e se aproximou dela.
— Rick , como você sabia que eu tava aqui? - olhou para trás com uma cara seria.
— Você é previsível, lembro que vinha aqui para fumar quando estava com raiva, a única coisa que não faz mais é fumar mas ainda sim é seu lugar. - se aproximou mais.
— Ok, mas o que você quer? - olhou para ele .
— Saber porque toda essa raiva, porque toda explosão.
— Porque tá insuportável ficar aqui, o Gil tá insuportável, Nick tá querendo derrubar as paredes do DP, a gente tá dobrando turno fazendo tudo pra achar a Sara e parece que nada é bom o suficiente. - já não segurando mais a lágrimas.
— Ei, calma você não tem culpa ninguém tem culpa e não liga pro Gil ele tá só preocupado, ok? Eu tô aqui estamos todos aqui - abraçou ela forte para que ela pudesse chorar a vontade pois sabia que ela precisava disso.
— Obrigada por me ouvir , de verdade Rick - ergueu um pouco a cabeça e se permitiu dar um sorriso breve ao moreno.
— Ei, pode contar comigo sempre! - beijou a testa dela e voltou a abraça-la.
Os dois ficaram ali quietos por longos minutos, em silêncio apenas ouvindo o coração e também os soluços do choro, Rick não sabia o por que mas tinha que proteger aquela pessoinha, faria de tudo pra isso até mesmo enfrentar todo o laboratório e regras.

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