Capítulo 16

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Michael POV

Acordei de manhã mais alegre, coisa que não costuma acontecer. Saber que vou ter a minha Ashley comigo é simplesmente fantástico, apesar de não podermos ser da mesma turma, devido ao facto de ela ser mais nova.

Levantei-me e fui buscar uma roupa ao armário, vestindo e descendo para o pequeno-almoço.

Theresa: Ele deve estar quase a descer, não se preocupe. - Ouvi a Dona Theresa dizer para alguém.

A minha casa anda concorrida.

Entrei na cozinha e observei a figura inesperada e não muito bem-vinda da minha mãe.

Eu: Que é que estás a fazer aqui? -Perguntei-lhe.

Ela virou-se na minha direção e sorriiu abertamente ao me ver.

Mãe: Filho! - Ela tentou dar-me um beijo na bochecha mas contornei-a e dirigi-me às duas torradas feitas para mim.

Não quero bancar o papel de mau filho, mas quer dizer, ela importava-se mais com o trabalho do que comigo e apenas me dava presentes para compensar, não sou nenhum interesseiro e não vou fingir que gosto dela desde o fundo do coração.

Eu: O que é que queres daqui? - Voltei a perguntar.

Mãe: Não precisas de ser tão rude. - Educou.

Eu: Peço perdão pelos meus maus modos. - Disse irónico. - Quer beber ou comer algumas coisa? - Continuei irónico.

Theresa: Mikey. - Ela repreendeu e eu calei-me.

Mãe: É bom saber que obecedes à empregada mas não à tua mãe. - Observou.

Eu: Não sou nenhum cão para obedecer a ninguém. Agora, se fazes favor, dizes-me de uma vez por todas o que estás aqui a fazer? - Perguntei pela terceira vez. Não costumo repetir muito.

Mãe: Quis vir-te dizer pessoalmente que eu e o teu pai já assinamos os papéis do divórcio. - Finalmente me respondeu.

Eu: Isso quer dizer que o pai está cá?

Mãe: Não, ele pediu que lhe enviassem. - Esclareceu.

Eu: Claro. - Revirei os olhos e beijei a bochecha da Theresa. Quando me ia dirigir para fora da cozinha, voltei atrás e sussurrei no ouvido da minha mãe. - Espero bem que não trates mal a Theresa.

Finalmente saí daquele espaço que parecia ter-se tornado demasiado pequeno em poucos minutos.

Fui ao meu quarto, calcei-me, lavei os dentes, peguei na mochila e saí de casa. Entrei na garagem, peguei no skate e fui para a escola. Claro que fechei a garagem.

Fiz algumas manobras pelo caminho, treinei os meus reflexos e, apesar de já não andar muito, ainda não perdi o jeito.

Eu: Bom dia Al. - Saudei ao entrar na escola.

Albert: Bom dia Mike! - Saudou de volta.

Há algum tempo decidi ser simpático com o porteiro, podia-me render muita coisa até.

Dirigi-me ao meu cacifo e guardei o skate. Virei-me e encontrei Andy e Harry a olhar para mim.

Eu: CARALHO! - Saltei. - Andas a aprender com ele Harry?

Harry: E parece que aprendo depressa. - Riu.

Andy: BOM DIA! - Praticamente gritou.

Eu: Porque é que estás a gritar?

Andy: Vais dizer que nunca te deu uma vontade de gritar sem nenhum motivo aparente? - Olhou para mim como se eu fosse maluco. Eu é que devia olhar para ele assim!

The Bad Boys || Muke Clemmings ||Onde histórias criam vida. Descubra agora