Mesmo de dia, no céu brilham infinitas estrelas
É tão difícil dizer adeus
Porque de noite o peito se enche de borboletas
Infestando tantos pensamentos meusE tantas estrelas que brilhariam muito mais
Mas tiveram seu brilho interrompido
Amarga tragédia que a vida nos traz
Tantas que, se fosse contar, a conta já teria perdidoE o tenebroso aroma da despedida
Torna tudo ainda mais intragável
Torna ainda mais vívida a dor da partida
Corroem o coração, deixando-o miserávelPerdidas no vasto céu, onde estão aquelas estrelas
Que se foram e nos deixaram
Bateram as asas como borboletas amarelas
E, como sempre, só memórias nos restaramMarcas no nosso coração, lágrimas que não param de cair
Desejando poder essa dor não sentir
Dores que poderiam simplesmente se esvair
Mas que persistem em permanecer por aíE quanto vale o brilho de mais uma estrela?
Talvez o preço que custa para pintar uma tela
Talvez o preço seja caro demais para qualquer um pagar
Mas, no fim das contas, as estrelas sempre vão continuar a brilharEm meio ao céu cheio de estrelas iluminando a escuridão
Estrelas que partiram para um lugar longe da perdição
Então por que nos dói entender que chegou a hora de partir?
Porque não é fácil aceitar que o papel se encerra aquiCéus que se preenchem de infinitas estrelas.
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aonde foram as borboletas • volume 1
PoetryUma coletânea de poemas sobre ansiedade, medos e inseguranças. "Meu estômago se enche de borboletas. Então é aí que elas estão?" • • • • • • #3 em poesia (03/10/2021) #2 em poesia (04/10/2021) #12 em poesia (06/04/2022)