Oh meu querido Barnabé, aonde você foi parar?
Você era tão jovem, com tanto amor pra receber
Acho que em você nunca deixo de pensar
Sua partida deixou um vazio jamais poderei preencherLembro-me como se fosse ontem, seu amor
Seu carinho era o suficiente para me motivar
Depois de tudo, esses pensamentos só me causam dor
Mas não posso fazer nada além de aceitarCreio que você esteja bem melhor agora
Não seria egoísta ao ponto de desejar que você continuasse sofrendo
Contudo, não consigo simplesmente te deixar ir embora
Talvez o problema seja o fato de que eu continuo te vendoTe vejo em meus sonhos mais doces, quando posso te encontrar
Quando posso fingir que não foi real e te abraçar
Meu melhor amigo, confidente
Meu coração não faz questão de esconder o que senteEu te amo e sempre vou te amar
De sempre até o último dia da minha vida
Não acho que algum dia isso eu vá superar
Temo que nunca vá cicatrizar essa feridaMeu amor por você continua intenso como sempre
Eu faria tudo só pra mais uma vez te ver
Embora haja coisas que o dinheiro não compre
Faria rios de dívida só pra novamente te terOh meu querido Barnabé, por que me deixou?
Acho que nunca mais fui o mesmo desde então
Porque você se foi e eu aqui estou
Trilhando meu caminho para o olho do furacãoEu te amei muito. Hoje te amo mais ainda e tenho certeza que o tempo só me fará te amar cada vez mais.
Para você, meu muito-mais-do-que apenas um gato.
Para você, meu eterno Barnabé.
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aonde foram as borboletas • volume 1
PoetryUma coletânea de poemas sobre ansiedade, medos e inseguranças. "Meu estômago se enche de borboletas. Então é aí que elas estão?" • • • • • • #3 em poesia (03/10/2021) #2 em poesia (04/10/2021) #12 em poesia (06/04/2022)