Morri pela primeira vez quando te conheci
Quando você entrou na minha vida como um furacão
Em meio a tudo isso, acho que me perdi
Porque minha memória mais recente me revela a explosãoOs danos que você causou com tanta simplicidade
Com suas migalhas de atenção que soavam como caridade
Me sujeitei a ser submisso porque acreditei
Que você não me engaria. Acho que me enganeiMorri pela segunda vez quando você mudou
Tão drasticamente quando a água muda pro vinho
Acho que só eu não soube quando o nosso ciclo se encerrou
Quando você se vestiu de espinhoMorri pela terceira vez quando, sem mais nem menos, foi embora
Me deixou pra trás tão simples quanto se troca de roupa
Então me diga, se está lendo isso, como se sente agora?
Agora sei que não posso deixar cair sobre mim a culpaMorri e morreria mais um milhão de vezes
Porque tudo relacionado a você é altamente mortal
Durante todo esse tempo, onde você esteve?
Com a mente muito ocupada pra se preocupar com algo banalPor fim, minha última vida se vai quando você voltar
Porque sei que, em algum momento, essa hora vai chegar
Cansei de ser idiota e abaixar a cabeça pra quem se mostrar
Mas tenho certeza de que, em algum momento, vou deixar de acreditarVou deixar de acreditar na veracidade das batidas aceleradas do meu coração.
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aonde foram as borboletas • volume 1
PoetryUma coletânea de poemas sobre ansiedade, medos e inseguranças. "Meu estômago se enche de borboletas. Então é aí que elas estão?" • • • • • • #3 em poesia (03/10/2021) #2 em poesia (04/10/2021) #12 em poesia (06/04/2022)