Stephani já estava na porta de Snape, dessa vez o esperando para voltarem até a casa do casal Potter, há quase 20 minutos e nada do ator aparecer, ele apenas tinha dito que já descia e que era pra ela esperar, e era exatamente o que a comentarista estava fazendo.
Em seu som, ironicamente tocava uma música dos marauders, porém do antigo CD, e daddy issues ecoava por todo o carro, quando Severus abriu a porta com rapidez.
— Meu filho, você queria me matar? — a mulher perguntou com a mão no peito afetada, dando um tapa no braço do rapaz que apenas deu de ombros.
— Yass, e tô de volta, vambora — Snape apressou a garota que apenas revirou os olhos em tédio, dando partida no carro — A Yaçanã falou alguma coisa com você? — perguntou se remexendo ao som da canção.
— Que ela queria matar Remus Lupin, mas não disse o motivo, será que eles já brigaram? — ergueu uma única sobrancelha pensando nas possibilidades, mas dando de ombros.
— Antes me deixar no James, o Remus disse que ele ia surpreender a Yaya dizendo que queria comemorar o aniversário, talvez isso deve ter deixado ela desesperada — explicou, batucando seus dedos sobre o joelho — você conhece a melhor amiga que tem.
— Ah, nesses casos ela é só é MINHA melhor amiga? — resmungou, parando o carro por conta da sinaleira fechada.
— Claro, porque a minha melhor amiga não é tão desesperada, apenas dramática, cada um pegou uma parte — disse em um tom sarcástico, mas bem humorado — Porque não perguntou pro seu namorado se estava tudo certo?
— Porque você insiste em afirmar que ele é meu namorado?
— Porque você insiste em sempre só se importar com isso? — piscou a ela pelo retrovisor — Mas ele é seu namorado, Stephani. Falso ou não, ainda namoram.
— É que sempre que você deixa isso explícito, a fada do desespero que cuida da Yaçanã, aparece pra mim — disse chorosa, mas apenas em um falso tom de desespero, que arrancou uma gargalhada do moreno, voltando a seguir o caminho para os Potter.
Quando Yaya uma certa vez disse a Stephani que ela e Snape se odiavam por serem completamente iguais, a vaca da sua melhor amiga realmente não estava errada. Severus e Laufeyson se pareciam em diversos aspectos, as vezes no sarcasmo, na ironia, e em muitos momentos até no mau humor. E talvez pelo desejo casual pelos Black, meu deus, eles realmente eram iguais.
Na casa do baixista dos Marauders, tínhamos de um lado, contra a bancada da cozinha segurando seu bolo de aniversário um Remus com um sorriso vitorioso em seus lábios e do outro uma Yaçanã que olhava para ele completamente incrédula por seu desejo.
— Como assim você quer comemorar aniversário? — resmungou, se aproximando do namorado sem entender.
— É meu bem, não é nada demais, mas a Lily me falou sobre o jantar e eu passei na madame e comprei o meu bolo favorito, nada melhor do que mesmo que indiretamente, comemorar meu aniversário com meus amigos — explicou tranquilo, escondendo toda falsidade por trás — E aí, vamos? — apontou o bolo para a porta de saída, vendo sua namorada ainda sem entender, mas apenas seguindo o caminho até a saída. Em sua mente, Lupin fazia todo um checklist sobre os acontecimentos que sucederiam aquela noite, caminhando com sua garota entrelaçada em seus braço até a casa de James.
Assim que chegaram aos Potter, o casal foi recebido pelo primogênito do guitarrista e por Peter, que olhava para Remus com tanto choque quanto sua namorada havia olhado um pouco antes.
— TIO MOONY, o senhor trouxe bolo?? — a criança pulava, se agarrando as pernas do rapaz mais alto.
— Claro Harry, é meu aniversário, não é mesmo? — o baixista sorriu terno a criança, que apenas o abraçou mais uma vez. O rapaz inclusive havia entregado o bolo a Peter, que foi deixar em uma mesa do lado de fora. Remus passou o olho pelo local e aparentemente não eram muitas pessoas, como exatamente tinha dito Lily, o que o deixou realmente alegre.
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Partners In Crime AU! Sirius Black
RomanceEles não eram nada prováveis como casal, tecnicamente a única coisa que ligava um ao outro era uma única pessoa, pessoa essa que foi quem colocou os dois nessa sucessão de problemas... Uma metáfora inspirada na música Partners in Crime dos Strokes...