Podemos fingir que nada aconteceu? Acho que podemos. Mas eu não quero. Te ver e não poder te tocar é tão errado. Me sinto tão errado, tão contrariado... Diga, S/N, você se sente como eu, certo? Estou brincando. Não precisa dizer nada. Eu sei que você sente. Sente assim como eu... A pele queimando fazendo os pelos se arrepiarem, o coração acelerar, a busca incessante por um fôlego que não será encontrado até que nossos lábios suspirem um pelo outro... Eu sei de tudo isso, S/N... E é por isso que mesmo estando ao seu lado e você tente negar... Eu ainda vou te esperar até que eu ouça sair da sua boca: "Eu te amo". Porém... Até lá...
– Príncipe Loki, a S/N está voltando do encontro dela. – Um serviçal me alerta após pedido meu da chegada do retorno de S/N.
Me levanto mandando-o embora e sigo despretensiosamente pelos corredores que sei que S/N passaria. Ela me vê e vem ao meu encontro com aquele sorriso lindo de sempre.
– Ainda acordado, Loki? – S/N sempre se preocupa comigo e, mesmo que eu ache isso irritante grande parte do tempo, faz com que eu me sinta bem.
– Sim, eu levantei para buscar alguns livros. –
– Ah, sim. Bem... Eu vou deixar você em paz e ir para os meus aposentos. – Ela passou por mim deixando aquele rastro de perfume que tanto me acelera o coração.
– Certeza? – Chamo a atenção dela que se vira para mim.
– O que? – Ela para e cruza os braços.
– Talvez eu tenha conseguido alguns... – Ela me interrompe vindo até mim e invadindo meu espaço pessoal, como era mania dela.
– Não me diga que você conseguiu. – Seu olhar sério me pescava sempre. – Não brinque comigo, Loki! – S/N colocou as mãos na cintura e mordi os lábios me afastando e andando até a biblioteca com ela vindo atrás de mim.
Chegamos e fui direto para o meu canto de costume onde uma pilha de livros de astronomia estava amarrado e separado. S/N correu até eles e os pegou com uma expressão desacreditada. Eu apenas a observei folhear alguns e ver seu rosto iluminar-se.
– Oh, Loki! – Me surpreendendo ela veio até mim e me deu um abraço forte.
Isso destruiu minha linha de raciocínio completamente, mas retribui o afeto no mesmo instante.
– Eu sei. – S/N se soltou de mim e correu para os livros novamente se esquecendo do que me prometeu em troca. – Não se esqueceu de nada? – Digo sugestivo e a vejo travar me fazendo rir por dentro.
– Bem... – Ela se virou com o rosto corado, por Vahalla, como eu a quero.
S/N andou timidamente até mim e tocou meu ombro fazendo-me abaixar. Sem olhar nos meus olhos ela depositou um beijo na minha bochecha e se afastou olhando para as próprias mãos. Sinto uma onda imensa invadir meu corpo e já não sei se o controlo mais.
– S/N... – Toco seu braço e levanto seu rosto avermelhado a forçando a olhar para mim.
– Hm... – Ela sonoriza e a vejo arrepiada como no dia em que nos beijamos pela primeira vez.
– S/N, acabe com o meu tormento. – Já não aguento mais e vejo seus olhos se arregalarem. – Você sabe o que está fazendo comigo, não é? – Sua face nunca esteve tão vermelha na minha presença e isso acabava comigo.
– L-Loki, e-eu não... – Ela se afasta de mim e eu a busco de novo segurando suas pequenas e frágeis mãos.
– S/N. – Digo firme. – Pare de me torturar. – Sinto suas mãos apertando as minhas em reflexo. – Você sabe... – A trago suave para perto de mim colando nossos corpos. – Sabe que sou todo seu, não sabe...? – Sussurro em seu ouvido e a ouço suspirar. – Se sabe disso... Sabe que é minha também... – Digo indo até seu rosto onde a pego encarando meus lábios. – Pare... Pare de resistir... – Nossos olhos se encontram por breves segundos.
– E-Eu não posso... – Quase não ouço sua voz e acaricio seu rosto. – L-Loki, eu... – Me olha tão vulnerável que me derrete. – Você não me perdoaria... Não seríamos mais... – Eu tiro uma mexa do cabelo do rosto dela. – Eu sinto... – Eu não podia ouvir o final dessa frase.
Segurei sua nuca e sua cintura firme e deixei nossos lábios quase tocarem um no outro a fazendo tremer e se segurar em mim.
– Você é minha, S/N. – Ela está de olhos quase fechados e encosto meu nariz no dela.
– E-Eu nunca neguei isso... – Suas palavras me tiram o pouco de sanidade que me restava e a beijo.
A beijo como se o mundo fosse acabar. E sendo sincero o meu mundo acabaria se ela me rejeitasse. Sinto seus lábios depois de tanto tempo, tão macios, tão deliciosos, sua língua quente e agitada... A guio até a mesa com o desespero nos consumindo. A coloco sem dificuldade sobre a superfície e vejo seu rosto com uma expressão que tanto desejei ver: excitada. Nos beijamos mais e desço até seu pescoço a ouvindo gemer pela primeira vez. Por Odin, eu não sei o que ela faz comigo, mas eu quero mais.
– L-Loki, espera... – Ela cola nossas testas e recuperando o fôlego. – Se... Se vamos fazer isso... – Ela se afasta. – Eu preciso te contar uma coisa... – Vejo insegurança nela. – Você pode não gostar e eu tenho medo que-... – A interrompo, não posso mais esperar.
– Fale, S/N. – Seguro firme sua cintura e ela me olha profundamente me respondendo quase que instantaneamente.
– Eu te amo. – Seus olhos não desviaram nem por um segundo e senti meu coração fraquejar. – Eu te amo, Loki. – Sua voz era mais baixa agora.
– Finalmente. – Eu a beijo com tudo o que tenho.
Seguro seu corpo sentindo cada parte por onde eu toco. Finalmente ela disse.
– Como pode... Como pode temer dizer isso para mim? – Digo entre os beijos. – Mais do que ninguém, você devia saber... – A beijo e seguro seu rosto. – Devia saber que eu amo você. – Vejo seus olhos se encherem d'água e ela me beija me fazendo buscar por ar dessa vez.
Oh, querida, S/N, como pode demorar tanto para proclamar o seu amor por mim? Como pode não notar o meus sentimentos recíprocos? S/N, minha Rainha, meu amor, minha vida... Eu te amo. Para sempre.
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