Coragem

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"Everybody wants something from me, you just want me..."

Pov Caitlyn

Então, ensinar golpes pra uma bonitinha qualquer ela podia, ir falar comigo, não. Quanta maturidade. Eu não estava com ciúmes, era até bom saber as prioridades dela e não ficar criando esperança desnecessária, até porque não tinhamos nada. Repeti isso mentalmente algumas vezes.

Agora eu realmente tinha coisas pra fazer. Vi não me seguiu e fiquei grata por isso.

Subi mais um pouco até uma salinha de madeira barulhenta, encontrando Ekko debruçado sobre peças de metal usando um maçarico grande e Heimerdinger tomando notas ao lado dele.

Os dois pararam quando me viram entrar.

- Olha só quem veio visitar os pobres. - Ekko disse acenando de longe. Ele não era meu maior fã mas era um bom garoto.

- Kiramman! - Heimerdinger exclamou vindo até mim - o que a trás aqui, criança? - ele parecia feliz com sua atual posição aqui após ser chutado do Conselho. Ekko se aproximou de nós e prestava atenção na conversa.

- Olha só, eu pensei em algo que talvez possa ajudar as pessoas lá da parte escura. - falei e o pequeno coçou a cabeça.

- Os viciados em cintila? Esquece, não tem nada que possa ajudar além da própria cintila. - Ekko deu de ombros.

- Talvez tenha. - tirei da mochila um grande livro velho e gasto.

- O livro perdido! - Heimerdinger exclamou - minha jovem, o que pretende com isso?

- Quando eu era pequena ouvia histórias sobre esse livro. Sei que há um modo de fazer algo. Não foi difícil pegá-lo do cofre da academia e estava no armário que tinha o seu nome, professor. Dei uma olhada em algumas páginas e parece falar algo sobre a criação de um antídoto. O senhor consegue fazer, não é? Achei seu nome também no final da página junto com o de outro homem, acho que chamado Singed.

Ele arregalou os olhos quando falei o último nome. Pareceu pensar em mil formas de negar, parecia relembrar de tempos distantes e sombrios, sua feição mudou por uns instantes.

- Por favor! Eles precisam de nós. - insisti o chamando de volta à realidade.

- Eu não faço química há anos!! Esse é um lado meu que deixei pra trás já há tanto tempo que nem me recordo.  - Ele suspirou profundamente, olhou para suas mãos e demorou mais alguns minutos antes de continuar - Mas eu quero ser útil de alguma forma... Não pretendo mais ignorar os problemas. Vou precisar de um laboratório. Temos um longo caminho para criar esse antídoto, ele não deverá ser utilizado sem necessidade ou poderá causar a morte. E espero que saiba, Kiramman, algumas mutações já estão tão profundas que não podem ser desfeitas.

- Temos que tentar! - disse tentando soar positiva.

- Talvez se juntarmos um pouco dos dois elementos, possamos... é talvez - ele andava em círculos enquanto falava consigo mesmo.

- Tem um laboratório aqui perto - Ekko disse saindo da sala. - Venham comigo.

Descemos a rampa de madeira e Vi já não estava mais lá. Nem a garota.
Ekko nos guiou até uma pequena porta de metal que ficava a algumas ruas de distancia da árvore. Pegou um grande chave da sua mochila e destrancou a porta fazendo força para que ela abrisse com um estalo alto.

Entramos no pequeno cômodo mal iluminado, era simples mas com diversas ferramentas estranhas, potes de variados tamanhos com líquidos borbulhantes de cores chamativas, máquinas cheias de botões em algumas extremidades da sala e uma grande mesa no centro.

Love is a battlefieldOnde histórias criam vida. Descubra agora