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Daryl:

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Daryl:

Sentado nas escadas na frente da casa, Daryl mexia num pequeno pedaço de madeira que achara no chão.
Sua mente não parava de pensar em Lexie e Beta. Ele perdera a única pessoa que alguma vez amara na vida. Ele amara ela desde sempre! Ele tomara conta dela. E agora, ela escolhera o idiota do Beta!
- Daryl?
Ele olhou para o lado e viu Lydia. Sorriu e ela sentou do lado dele.
- Está tudo bem?
Ele assentiu. - Tudo ótimo.
- Sei.
Ele olhou ela. Porque ela herdara aquele sexto sentido da mãe?
- Tá, não está tudo ótimo. Mas não se preocupa.
- É aqui? Ou... Aconteceu alguma coisa com a minha... Com a Lexie?
- Não, Lexie está bem. Ela só ficou ferida, mas está tudo bem. Como eu falei.
- Então...
Daryl suspirou e olhou em frente.
- Eu e sua mãe não estamos mais juntos.
Ela assentiu. - Eu sei, mas pensei que...
Daryl olhou ela. - Não, Lydia. Acabou mesmo, de verdade. Lexie escolheu o Beta.
- O quê? Mas... - A garota franziu o cenho e depois levantou. - Vou em Arcadia.
- Ficou doida? Senta aí. Sua mãe é livre de escolher quem ela quiser.
- Mas e você?
Ele deu de ombros. - Vivi todo esse tempo sem ela, posso continuar.
- Não pode! E eu? Finalmente tinha minha família e agora... - Lydia sentou de novo e encostou a cabeça no ombro dele.
Daryl colocou um braço em redor dos ombros dela.
- Te levo lá, se quiser.
Lydia negou. - É melhor não, se você vai junto, é melhor esperar.

Mais tarde, Daryl estava mexendo na moto, com Dog deitado perto, quando percebeu que ele olhava para o lado com atenção e espreitou, vendo Carol se aproximando.
Revirou os olhos e levantou.
- O que você faz aqui? - Perguntou.
Carol sorriu, fez carinho em Dog e abraçou Daryl. - Ezekiel veio falar com Rick. Lydia me contou.
Daryl mordeu o lábio. - Deveria ter ficado calada.
- Daryl...
- Não quero falar sobre isso.
- Mas você gosta dela.
- E daí? Ela escolheu o imbecil enorme, lá! Ela pensa que só ela ficou mal por ter perdido o bebê? E eu? E... Ah, não adianta.
Carol tocou no seu ombro, mas Daryl sacudiu ela, deixando cair uma lágrima. Carol abraçou ele.
- Daryl...
- Não importa. Ela escolheu o Beta.
Ele se afastou, entrando em casa e chamando Dog.

Beta:

- Bom dia, Beta.
Ele olhou Dário, sentado em frente a uma das mesas, e ocupou a cadeira em frente, colocando sua comida na mesa.
- Animado, hein Dário?
Ele deu de ombros. - Nem por isso, Cyndie foi embora, mas você parece bem animado.
Beta franziu o cenho, parando de comer. - Quê?
- Ora... Fala a verdade.
Beta riu. - Sobre o quê? Ficou doido?
- Então diz que não está namorando a Lexie?
Beta negou com a cabeça, sorrindo e Dário bateu com a mão na mesa.
- Ah! Eu sabia! - Gritou.
- Cala a boca, pirralho.
- Mandou bem, hein? Conquistou a mais dificil de Arcadia.
- Dário...
- Vai negar?
- Não tem nada para negar.
- Eu sei.
- Você é insuportável. - Falou Beta, sorrindo e levantando, saindo do refeitório.
- É, vai lá, corre! - Gritou Dário.
Beta, sem parar de andar, esticou o braço e mostrou a ele o dedo do meio.
Subiu as escadas e entrou no quarto de Lexie, vendo que ela já estava pronta.
- Caiu da cama? - Perguntou.
Beta suspirou, se aproximando dela e depositandoum beijo nos seus lábios. - Preferia ter ficado aqui. Dário é insuportável.
Lexie riu. - Quê?
- Ah, vai ver quando chegar perto dele. Como está sua perna?
- Estou ótima. Por falar nisso, temos uma horda para desviar.
Beta franziu o cenho. - De novo? De onde essa merda está vindo?
- Do inferno. - Lexie levantou e Beta se colocou na sua frente. - O que foi?
Ele segurou o rosto dela e beijou.
- Certeza de que consegue andar?
Ela assentiu. - Vamos levar a horda, não vamos correr.
Ele sorriu. - Tá.
Lexie olhou ele de forma estranha. - Não vai me dizer que é cedo, que não posso esforçar minha perna?
- Iria adiantar?
- Nao.
- Então vamos.
Lexie segurou a sua mão e puxou para fora do quarto.
Ela era, realmente, diferente.

Beta segurava a mão de Lexie enquanto os dois caminhavam entre os mortos, tentando levar a horda para longe de Arcadia.
Nunca imaginara que a mulher que vira naquele dia, anos antes, concordaria com aquela ideia suicida. Bom, também não achava que ela fosse ser sua...
Lexie olhou ele e, muito devagar, tocou na cabeça e depois indicou a dele. Beta deu de ombros, negando e sorrindo.
Sentiu ela apertando a sua mão.
Tudo estava correndo bem... até um estrondo fazer a horda comecar a virar.
- Não, não, não! - Disse Lexie.
Beta chamou a atenção deles de novo, mas metade da horda continuou virando.
Sentiu a mão de Lexie largar a sua e olhou para trás, vendo ela ser afastada dele por corpos mortos.
Lexie tocou no peito e depois indicou a horda que se afastava.
Beta odiava a ideia, mas assentiu, vendo ela esperar até ser seguro seguir os outros, enquanto ele se afastava.

Lexie:

Contornei a horda e vi que se dirigiam na direção do som... Na direção de Alexandria.
- Droga! - Tirei a máscara.
Me afastei da horda e corri o mais que consegui, até chegar na estrada que dava para o portão de Alexandria.
Logo ele abriu e Rosita, no topo do muro, me olhou de cenho franzido.
Do outro lado, Abraham sorriu.
- Vermelha!
- Cadê o Rick?
- Credo, viu fantasma?
- Tem uma horda vindo para cá!
Abraham me pediu para entrar e fechou o portão.
- Vem. - Falou. - Rosita! - Olhou para cima. - Tem uma horda!
- Estou vendo. - Disse ela, abaixando o binóculo.
Me afastei dele e vi que ele parou.
- Lexie!
- Chama o Rick e os outros.
- Não! Volta aqui!
Tirei a katana da bolsa e fui no portão, abrindo e saíndo.
- Daryl vai me matar! - Resmungou Abraham.
Andei mais na frente, me afastando do portão e segurando a katana, pronta a matar.
- Lexie!
Escutei a voz de Daryl, mas me esforcei por não perder a concentração.
Os mortos surgiram no fundo da estrada e respirei fundo.
De repente, saindo do meio da floresta que rodeava Alexandria, vi Beta, surgindo, com as adagas nas mãos e tentando afastar os zumbis na direção contrária.
Ele me olhou e fez um aceno, parando na frente da horda e, devagar, mudando a direção. Magicamente, todos começaram a seguir ele.
Escutei Rick e os outros e ergui o braço, mandando eles não fazerem barulho e nem se mexerem.
Beta olhou para mim uma última vez e eu ia pegar a minhas máscara, presa no cinto, mas ele negou com a cabeça e desapareceu no meio das árvores.
- O que aconteceu aqui? - Perguntou Rick se aproximando.
- Estávamos levando a horda para longe de Arcadia, mas um estrondo chamou a atenção deles para cá. - Falei sem desviar o olhar de onde vira Beta sumir. Depois olhei Rick. - Que merda vocês fizeram, afinal?
Rick passou a mão pelo rosto. - Eugene e suas invenções.
Olhei ele e Abraham, atrás, ergueu as mãos e fez o som de uma explosão.
Sorri.
- Mãe!
Olhei o portão e vi Lydia correndo para mim. Ela me chamara de mãe?
Guardei a katana na bolsa e Lydia me abraçou, apertando forte. Apertei ela nos meus braços.
- O que está acontecendo?
Tirei os cabelos dos seus olhos e sorri.
- Nada, está tudo bem. Só uma horda.
Ela olhou para trás de mim. - O Beta?
Assenti.
- Obrigada Lexie, mais uma vez. Isso poderia ter dado errado, até para você.
Olhei Rick e assenti. - Estamos bem, isso é o importante.
- Tem outra coisa. - Rick falou. - Ezekiel está planejando um encontro entre nossas comunidades, no Reino. Arcadia poderia vir, está oficialmente convidada. Será daqui a dois dias.
Olhei para o outro lado e vi Carol, junto de Daryl, e ela me sorriu, assentindo.
- Boa ideia. Eestaremos lá. Obrigada, Grimes. - Olhei Lydia. - Tenho de ir.
Ela assentiu e me abraçou uma última vez.
Troquei um olhar rápido com Daryl, tinha coisas a fazer e não queria brigar de novo.
Olhei Abraham, que esticou a mão fechada para eu bater. - Se cuida, Vermelha.
- Você também, ruivo. - Olhei Rick. - Obrigada Rick. Vou indo, tenho de achar o Beta.
Ele assentiu.
Acenei para Lydia, peguei a máscara e coloquei, dando as costas para eles e seguindo na mesma direção que Beta.

Red Queen - A Rainha VermelhaOnde histórias criam vida. Descubra agora