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Lydia se afastou, sorrindo

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Lydia se afastou, sorrindo.
- Sério? Você está grávida?
Assenti.
- Mas... Espera. Não tinha perdido?
Revirei os olhos. - Perdi, Lydia.
A menina abriu muito os olhos. - Espera... Não é do Daryl.
Neguei com a cabeça.
Ela franziu o cenho. - Então... - Depois sua expressao era pura surpresa. - Meu Deus do céu, é do Beta?!
Assenti, mordendo o lábio.
Ela passou a mão pelo cabelo.
- Você está carregando um filho do Beta?
- Lydia...
- Adorei! Foi a melhor notícia em meses! Já sabe se é menino ou menina?
Eu ri. - Não, ainda é cedo. Mas você prometeu.
- Eu sei. - Ela revirou os olhos. - Eu não vou falar nada. Mas é tão legal!
- Lexie.
Olhámos para o lado e vi Daryl se aproximando. Troquei um olhar com Lydia e ela assentiu muito devagar.
Daryl parou na nossa frente.
- O que aconteceu? Michonne disse que você estava com o Siddiq.
Suspirei. - É. Teve um problema em Arcadia.
- Que problema? Você está bem?
Assenti. - Sim. Foi... Foi o Beta.
Daryl mordeu o lábio e franziu o cenho.
- O que houve com ele?
- Houve uma explosão, não muito grande, mas foi o suficiente para... - Olhei Lydia, ela não sabia a real extensão do ferimento do Beta. - Beta ficou com um pedaço de vidro no peito e o Doc teve de fazer uma cirurgia.
Daryl franziu o cenho. - O quê? Ele abriu ele?
Assenti. - Sem nada, sangue frio.
- Beta sobreviveu?
- Sim, ficou inconsciente durante o processo e depois o medico sedou ele, então não sabemos se vai acordar.
Daryl olhou o chão e depois de novo para mim. - Olha, eu não gosto muito dele, mas se precisar de ajuda pode pedir. Aliás, eu posso procurar remédios para ajudar ele. Ainda deve haver alguma coisa naqueles que trouxemos do Santuário.
Sorri. - Obrigada, mas vamos esperar. Nesse momento, ele está inconsciente mesmo.
Daryl assentiu. - Mas, sem segundas intenções, se precisar, basta pedir. Eu posso ajudar.
Assenti e depois olhei Lydia. - Vou indo, deixei Dário tomando conta de tudo. E preciso ver se o Beta... enfim.
Ela assentiu e me abraçou. Depois escutei sua voz no meu ouvido. - Não vou falar nada. - Se afastou e sorriu.
Olhei Daryl. - Obrigada Daryl.
Ele assentiu e eu me afastei, pegando o meu cavalo e saindo de Alexandria.

Assim que cheguei em Arcadia, deixei o cavalo nas mãos de um dos homens e saí andando até á enfermaria, mas parei antes. Diário estava no cimo das escadas da casa grande, sentado, mas levantou quando me viu.
- E aí? - Perguntei.
Ele sorriu. - Beta não abriu os olhos, mas falou algo sobre você, não entendi muito bem. Mas ele está dormindo de novo. Doc deu alguns remédios para aliviar a dor.
- Beta falou? Isso quer dizer que ele...
Suspirei de alívio, ele iria ficar bem. Ainda bem, porque eu não podia perder ele. Não iria aguentar mais perdas.
Sorri fraco. - Obrigada, Dário.
Ele assentiu. - Agora me fala, o que você foi realmente fazer em Alexandria?
- Já expliquei.
- É, como se eu acreditasse.
Sorri e depois me afastei, indo em direção da enfermaria e entrando.
Beta estava no exato local onde eu o deixara, de olhos fechados e completamente imóvel.
Sentei do seu lado e toquei na sua mão, pulando de susto quando ele gemeu um pouquinho, de dor, e abriu um olho muito devagar.
- Estava começando... a pensar... que tinha sumido.
Sorri, segurando o rosto dele e tocando com os meus lábios nos dele.
- Beta! Você está vivo!
- Por... enquanto. - Ele fechou os olhos, fazendo careta. - Pega leve. O Doc me deu uns.... remédios... mas tem alguma dor ainda...
Soltei ele, pegando na sua mão. - Desculpa. Eu... Eu pensei que você nunca mais iria acordar.
Ele sorriu, muito fraco e muito rápido.
- Dário falou... que... que você foi... resolver uns... problemas. Que problemas?
Olhei nossas mãos, pensando se deveria contar ou esperar mais um tempo. Beta ainda não estava bem o suficiente. Dei de ombros e olhei ele.
- Nada de grave. Coisas da comunidade.
Ele, de olhos fechados novamente, assentiu. - Tá bom.
- Agora fica quieto, ficarei com você.
Sorriu torto. - Estou... contando... com isso.
Fiquei olhando ele, pensando em como iria eu contar a verdade. Bom, quando Daryl soubesse isso sim, seria muito pior. Já até imaginava o ar de decepção dele.
Mas por outro lado, eu não sabia como Beta iria reagir. Ele cuidara da Lydia, desde criança, isso deveria querer dizer que ele gostava de criança. Mas fora algo por instinto, além disso, gostar de criança e querer ser pai não era a mesma coisa.
Minha mente estava um caos!
Quando fora Lydia, foi bastante fácil para mim tomar a decisão de criar sozinha, porque Daryl havia me mandado, literalmente, embora e eu sabia que ele, certamente, não iria querer um filho.
Mas agora... Agora era diferente. Beta era diferente.
Fechei os olhos, aquele mal estar estava regressando. Eu odiava essa parte! Encostei na cadeira, respirando devagar, tentando não pensar no que estava sentindo.
Automaticamente, minha mão tocou na minha barriga e fiz círculos, devagar.
- Pára com isso. - Sussurrei, ainda de olhos fechados.
E nesse momento, depois de falar "sozinha", abri os olhos. Sabia que acabara de tornar tudo real, não que não fosse, mas era como se eu, finalmente, aceitasse a ideia. Eu iria ter esse filho, eu iria proteger com a minha vida e não iria querer saber da opinião de ninguém, ou se ficariam desiludidos ou não. Era meu filho! Meu e do Beta, que era o cara que me mantinha segura e que me mostrava o verdadeiro significado da palavra "amar".
Só esperava sobreviver para conhecer a criança.
Nesse momento, a porta abriu e Dário entrou, se aproximando de mim.
- Aí Dona Flor, viu ele acordado, ainda?
- Vi sim. - Depois franzi o cenho. - Dona Flor?
Ele riu e cruzou os braços. - Sim, nunca leu aquele livro, " Dona Flor e seus Dois Maridos"? Então...
Estreitei os olhos. - Dário...
- Quê? - Ele deu de ombros. - É verdade, você tem o Daryl e o Beta.
Suspirei. - Não, eu não tenho o Daryl.
- Tá, e quer que eu continue acreditando que foi em Alexandria só por causa da Lydia? Sei.
Encarei ele. - Eu gosto de você, gosto bastante, mas você está acabando com minha paciência!
Ele riu. - Isso é mau?
- É péssimo! Você deveria saber que não se mexe com a paciência de uma mulher grávida!
Dário deixou os braços irem para baixo, me olhando de cenho franzido.
- O quê?
Fechei os olhos. - Merda.

Red Queen - A Rainha VermelhaOnde histórias criam vida. Descubra agora