Amália
Eu estava chorando no quarto, sozinha.
E quando Helion adentrou minha magia retumbou..
— Amália?
— Oi, Helion. -encarei a ilusão de mim mesma falar com ele.
— Você está bem?
— Perfeitamente bem, por que não estaria? -minha ilusão sorriu.
Ele suspirou, olhando em volta.
— Sabe que sou um quebrador de feitiços, não é? Consigo ver que é uma ilusão.
A minha magia caiu, minha ilusão em cima da cama sumindo, assim como a inagem do quarto arrumado.
Eu estava setada no canto da parede, afastada, o quarto estava desarrumado, e eu estava com os olhos inchados de tanto chorar.
— Ah, Mali... -ele disse suspirando.
— Eu tenho algo de errado? -funguei, o encarando.
— Você não tem nada de errado, meu doce. -ele se agachou, diante de mim.
— Então por que a mãe me castiga?
Ele acariciou meus cabelos, a saber o que me responder.
— Acho que eu sou condenada a isso. -murmurei.
Eu funguei.
— Sem mãe e sem pai, sem ninguém. -falei.
— Você tem a mim. -falou.
— Depois de tudo ainda me quer aqui? -o encarei.
— É claro qie sim! Amália, você é a minha melhor amiga. —ele me abraçou fortemente— amo muito você, hum? Ficará aqui para sempre se quiser.
Eu enterrei meu rosto em seu peito.
— Está doendo. —choraminguei baixo— nunca achei que fosse sentir isso mas... A rejeição dói muito.
— Eu sinto muito, Amália. -ele disse.
— Ele sabe que eu nunca minto, que nunca menti, ainda mais com coisa séria, e... Ele ainda duvidou ser o meu pai. —soluçei— sei que não sou grande coisa, mas porra, eu deveria ter morrido junto com ela. -choraminguei.
— Não diga isso. -ele sentou do meu lado.
Eu deitei minha cabeça em seu colo.
— Eu já sabia que ele era o meu pai, desde pequena, e achava que ele sabia também, e que fazia o mesmo que minha mãe para que ninguém descobrisse e me fizesse mal, minha mãe dizia para eu sempre chamá-la de tia, o meu... Pai, dizia para não chamá-lo assim na frente dos outros para que a minha "tia" não brigasse comigo e quem escutasse não fosse dizer a ela.
Eu funguei.
— Helion, você não tem noção do quanto isso está machucando, parece que estou levando uma facada. -soluçei.
Eu inspirei fundo, trêmula.
— E ainda tem a mulher dele, parceira, seja lá o que for, ela acha que o que minha mãe fez eu tive culpa? Filhos não tem culpa da ação de seus pais, eu nunca fiz mal para una mosca sequer...
Ele abriu a boca.
— Aquele guarda foi una exceção, ele me humilhou e falou coisas horríveis. -emendei.
Ele fechou a boca.
Minha respiração saiu recompensada.
— Eu não tive culpa do que ela fez, do que ela causou, não tenho culpa de nada. —sussurrei— eu até mesmo curei aquela humana para que ela vencesse as tarefas, eu fiquei dias esgotada de magia porque usei tudo para dar a ela resistência através da minha magia para que ela não morresse, quem você acha que escolheu aquele enigma que minha mãe lançou para ela responder e quebrar a maldição? EU eu quem pediu para fazer o enigma, fiz de uma forma que fosse óbvia mas que não desse na cara que eu estava querendo ajudar a humana, e assim fiz, eu quem não deixou os feéricos limparem os ossos da toca do verme para que a humana os ussasse de armadilha, eu quem deixou as alavancas com números para que ela não se perdesse na hora de salvar Lucien, eu que tirava o efeito do vinho feérico para ninguém se aproveitar dela lá dentro mesmo o meu pai estando o perto, eu quase levei uma surra quando os guardas me pegaram tirando a magia do vinho! Tive que apagar todos eles, arrastá-los até o meu esconderijo e apagar suas mentes.
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Corte De Almas Perdidas
FantasyAmália, uma jovem feérica fruto de um sacrifício por um povo tem sua vida virada de cabeça para baixo ao descobrir a morte de sua mãe. a jovem feérica desolada e sem ter para onde ir, busca algo que ela jamais pensou em fazer. O seu pai, já ouvia mu...