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Capítulo quarenta e três Sequestro
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MELISSA Estávamos indo para o morro resolver uma questão importante. Eu, Pedro, Manoel, Carl, Enid, Julia, Tris e Quatro. Quando chegamos, abriram o portão e nos deixaram entrar sem hesitar.
— Os meninos vêm comigo para ver os armamentos. Meninas, vocês vão ao hospital verificar se precisamos comprar alguma coisa. Mel, vou levar você até a casa da Raquel para falar sobre o Victor. Ele está preso há uma semana e precisa de um advogado para sair de lá — Pedro explicou, e eu assenti, ouvindo tudo atentamente.
Os meninos foram na frente para esperar Pedro na boca e verificar os armamentos, enquanto as meninas foram ao hospital. Pedro me levou até uma casa simples, mas muito bonita e acolhedora.
— Pronto! Quando terminar, me liga que eu venho te buscar! — ele disse, e eu assenti, pegando minha bolsa.
— Ok! — Ele me deu um selinho, me surpreendendo. Ele nunca fazia isso, exceto na frente dos nossos amigos. Algumas pessoas passavam na rua e nos viram, mas logo desviaram o olhar.
— Tchau! — ele disse, entrando no carro. Eu toquei a campainha da casa.
— Olá! Você deve ser a Melissa, não é? — uma mulher perguntou, e eu assenti.
— Sou eu! Você é a Raquel? — ela confirmou e abriu espaço para eu entrar.
— Fique à vontade! — ela disse, e nós nos sentamos no sofá.
— Então, preciso fazer algumas perguntas sobre o Victor. Como exatamente o prenderam? — perguntei, e ela começou a contar os detalhes.
— Ele estava de carro, indo até o morro Vermelho. Os policiais pararam ele porque já conhecem os carros e ficam de olho em todos do morro. Levaram ele para a delegacia. Ele estava com uma arma, mas tem licença para portar, igual aos outros! — ela explicou, e eu assenti, ouvindo atentamente.
— Tinha mais alguma coisa que pudesse incriminá-lo? — perguntei, e ela negou. Anotei no papel. Ficamos conversando por umas duas horas até eu ter todas as informações necessárias.