Capítulo 25

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— Com qual objetivo você fez isso, Adam? Desde quando misturamos nossos assuntos? — Marion gritou furiosa com o noivo. — Bateu com a cabeça ou o quê?

— Fiz isso pelo seu bem, Marion. Você quase vomitou o seu cérebro por causa daquele jantar — Adam rebateu.

— Você queria que eu fizesse o quê? Pulasse no pescoço dele e o abraçasse?

— Quero que apenas fique bem, antes de continuar com isso.

Marion parou de andar pelo tapete da sala, quando finalmente encarou o noivo mais uma vez. Sarah a havia encontrado algumas horas antes e lhe contado sobre a pequena discussão com Adam, dias atrás. Também contou que estava preocupada que o homem tirasse o emprego de sua namorada, como havia insinuado. Então Marion havia esclarecido que Andy ficaria com o emprego e que conversaria com Adam. Desde que chegou na casa dele, quarenta minutos antes, estavam nessa discussão.

— Pela milésima vez: eu estou bem. E escute bem o que vou dizer, Adam, porque não vou repetir. Você pode lutar comigo, me aconselhar, mas nunca, nunca, diga a alguém, ou a mim, o que eu posso ou não fazer. Eu te amo, mas você não me dá ordens. Não manda em mim. Entendido?

A garganta de Adam oscilou diante das palavras de sua noiva.

— Tudo bem, May, me desculpe.

— Mais uma coisa: podemos estar noivos, mas naquela empresa, ou qualquer coisa que a envolva, eu ainda sou sua chefe. A menos que seja estritamente necessário, você não demite ninguém. O seu papel lá dentro é ser o diretor de marketing.

— Uau! Tem mais alguma coisa que queira jogar na minha cara?

— Tem mais alguma coisa que eu precise?

Adam exalou uma respiração pelo nariz e passou a mão no rosto, enquanto a outra pousava em seu quadril.

— Entendido, chefe. Quer que vá pedir desculpas para Andy também?

— Não. Não para ela, mas para Sarah. É o mínimo depois de tudo o que você disse.

— Então você vai mesmo continuar com essa ideia, mesmo depois das crises que teve?

— Sim. Pedi para que Sarah conseguisse mais um encontro para mim. — Adam abriu a boca para protestar, mas Marion continuou, sem dar a ele a chance de falar: — Vamos nos encontrar daqui dois dias, mas em um lugar público.

— Eu posso ao menos perguntar qual é a sua ideia?

— Quero dar corda para ele. Ver até onde ele é capaz de ir.

— E o que isso significa? Que vai seduzi-lo e quando ele estiver querendo te levar para cama, vai atacar? — Marion serrou os punhos com as palavras do noivo, como se ele estivesse insinuando que ela estava se oferecendo para ele. Porém ela não discordou.

— Não estou pedindo seu apoio, mas é melhor saber que essa pode ser uma das ideias. Acha mesmo que eu seria louca de levar ele para cama? — só de pensar na possibilidade, lembranças invadiram sua mente e seu estômago se revirou.

— Então por que, Marion, por quê?

— Preciso ir, Adam. Podemos conversar depois?

Adam levantou os braços como quem estivesse se rendendo. Seus músculos se destacando sob a camisa verde musgo.

— Faça como preferir, mas espero que não se arrependa depois. Você pode ter crescido, mudado, mas duvido que ela tenha.

— Pode não parecer, mas eu sei me cuidar.

— Não quando está diante dele. Mas como eu disse, não vou mais me intrometer nas suas escolhas — Adam a encarou por um longo instante —, chefe.

Assassina de Luxo [Concluído]Onde histórias criam vida. Descubra agora