Era manhã, aproximadamente 11:20, algumas horas antes da inauguração do Top Park, Eokor havia acabado de chegar em casa depois de inspecionar todas as atrações do parque junto de Lggj, eles se certificaram de que estava tudo certo e que nada poderia dar errado naquela inauguração. Entretanto, mesmo com eles revisando tudo e aparentemente estando tudo sobre controle algo na mente de Eokor dizia que havia alguma coisa errada. Esse sentimento não saia de sua cabeça e estava o deixando extremamente ansioso.
No meio de um turbilhão de pensamentos sobre o que poderia acontecer naquele dia seus devaneios são interrompidos pelo som de alguém batendo em sua porta. Mesmo nervoso, Eokor põe um sorriso forçado no rosto e vai atender rapidamente, quando abre a porta ele se depara com Danrique com uma feição animada e uma bolsa nas costas.
- Opa Eokinho, tudo cer...- Antes de terminar a frase, Danrique percebe que o amigo não estava nada bem, mesmo Eokor tentando esconder o nervosismo atrás de um sorriso, só de olhar seus olhos agoniados e seu cabelo despenteado era perceptível que algo não estava bem. - Ei cara, o que aconteceu contigo? Sem querer ofender, mas você tá acabado!
- Nossa, que gentil da sua parte! - Eokor fala em um tom brincalhão. - Mas é, como dá pra perceber eu não tô nos meus melhores momentos... Enfim, o que te trás aqui? - Ele libera a passagem de sua casa para Danrique entrar e o guia até o sofá.
- Bem, como hoje é a grande inauguração do Top Park eu vim aqui te desejar boa sorte. Imaginei que você estaria nervoso e pelo visto eu acertei. - Danrique responde enquanto ambos se sentam no sofá.
- Pois é, eu tô mega ansioso por causa dessa inauguração. Não consigo tirar da cabeça que alguma coisa vai dar errado. - Eokor fala se afundando no sofá e esfregando as mãos no próprio rosto para limpar o suor.
- Mas por que cê acha isso? Você e o Lg encontraram alguma coisa errada enquanto inspecionavam o parque?
- O mais estranho é isso, não tem nada errado, tudo está perfeito! Mas mesmo assim, eu sinto como se alguém estivesse planejando algo contra nós...
A ansiedade de Eokor começou a aumentar e suas mãos começaram a suar e tremer. Ao perceber a inquietude do amigo Danrique segura as mãos dele e as aperta suavemente em uma tentativa de o acalmar.
- Olha, pra ser sincero eu não sou muito bom com palavras, mas confia em mim quando eu digo que vai dar tudo certo. Eu não consigo pensar em sequer uma pessoa que teria algo contra alguém tão gentil quanto você. - Danrique diz isso olhando nos olhos esverdeados de Eokor e passa uma de suas mãos em seu cabelo, o arrumando um pouco, enquanto a outra continuava acariciando a mão do outro.
Eokor sente suas bochechas ficarem vermelhas com a ação do maior, como sempre acontecia quando acontecia alguma interação mais íntima entre eles. Ele não sabia ao certo quais eram seus verdadeiros sentimentos por Danrique, não era apenas uma amizade forte como é com Lg, com certeza tinha algo a mais que isso. Essa emoção é similar a algo que ele já sentiu por uma garota na época da escola, porém como ele nunca havia sentido algo parecido por um homem antes isso ainda o deixava confuso.
Deixando de lado sua dúvida perante seus sentimemtos, Eokor encosta a cabeça no ombro de Danrique, que continua com o cafuné. Eles ficam nessa posição por um bom tempo em um silêncio confortável até que Danrique, percebendo que eokor estava mais calmo, resolve iniciar uma conversa.
- Já se sente melhor? - Ele pergunta olhando pro rosto de Eokor.
- Claro, fico feliz de sempre poder contar com você. - Eokor responde com um leve sorriso em seu rosto e se ajeita no sofá, saindo do ombro de Danrique, que solta sua mão e para de fazer o cafuné.
- Que ótimo, bem acho que preciso ir, já tá quase no horário da abertura e não quero te fazer chegar atrasado. - Ele diz após olhar no relógio que marcava 11:35. - Antes que eu me esqueça eu tenho um negócio para te entregar. - Enquanto diz isso ele abre a bolsa e tira uma caixa retangular enrolada em uma embalagem de presente pouco enfeitada. - Pega.
- Ah, obrigado, mas não precisava me dar nada. - Eokor pega a caixa e a abre, revelando uma pelúcia de axolote roxo. - Que coisa mais fofa, Dan! Realmente não precisava. - Ele agradece pelo presente enquanto abraça a pelúcia.
- Que isso, quando eu vi esse axolote na loja não pude deixar de pensar em você. Como eu sei que você gosta bastante deles eu comprei pra ti, sabia que cê ia adorar!
- Ha, você realmente me conhece bem, é muito bom ter você como amigo...
- Eu também adoro sua companhia, mas realmente acho melhor eu ir embora agora para você poder se arrumar em paz, até mais tarde. - Antes de se levantar, Danrique passa a mão pelos cabelos de Eokor uma última vez, mas dessa vez é para bagunçar. - E vê se toma um banho e lava esse cabelo, ele tá molhado de suor.
- Eu sei, eu sei. - Eokor da risadas e também se levanta do sofá. - Eu te acompanho até a porta.
Ambos caminham até a saída da casa, Eokor abre a porta para que Danrique pudesse voltar para sua moradia, mas antes que ele pudesse sair Eokor o surpreende com um abraço apertado. Devido a atitude repentina do mais baixo, Danrique inconscientemente fica vermelho, o que é incomum já que normalmente é ele que deixa as pessoas envergonhadas. Mesmo pego desprevenido logo se recompõe, ele põe as mãos nas costas do amigo para retribuir o abraço e Eokor o abraça ainda mais forte, o que o deixa com um pouco de falta de ar.
- Obrigado por sempre me apoiar, eu sou muito sortudo de ter você ao meu lado. - Eokor fala baixinho com o rosto no peitoral do outro. Ele escondeu o rosto pois sabia que estava parecendo um tomate de tão corado. Ele o abraçou sem pensar e agora já era tarde de mais para voltar atrás, no momento estava focado em apenas aproveitar o momento.
- Fico feliz que você se sente assim, Eokinho, mas você tá me deixando sem ar. - Ele dá dois tapinha nas costas de Eokor a fim de chamar sua atenção.
- A-ah, desculpa, é que eu acho que agi sem pensar... - Ainda sem olhar no rosto do mais alto, ele fala enquanto afrouxa o abraço.
- Ei, não tem problema, você não precisa se desculpar. Olha pra mim rapidinho. - Danrique sabia que ele estava morrendo de vergonha, mas achava aquilo muito fofo.
Eokor estava muito constrangido para conseguir olhar em seu rosto e ficava apenas murmurando algumas coisas incompreensíveis. Para resolver esse problema Danrique desfez seu abraço e pôs as mãos no rosto de Eokor, levantando sua cabeça gentilmente e o fazendo olhar diretamente em seus olhos revelando um rosto completamente vermelho, como era de se esperar.
Nos pensamentos de Eokor passavam inúmeras possibilidades do que Danrique estava planejando. O que eram poucos segundos deles encarando um ao outro pareciam anos na sua cabeça e seu nervosismo estava voltando. Ele via naqueles olhos castanhos um sentimento de conforto, mas tinha medo de se deixar levar, pois talvez ele quisesse apenas brincar com seus sentimentos. Esses pensamentos cessam quando ele sente os lábios de Danrique encostando nos seus e ele pôde sentir a respiração do outro em seu rosto, esse simples beijo foi o suficiente para fazer Eokor perceber seus verdadeiros sentimentos por Danrique e estava mais do que claro que ele o amava e esse amor era recíproco.
Foi um beijo breve, mas o suficiente para acalmar o seu coração, era como se tivesse sido uma garantia de que nada poderia dá errado naquele dia e que estariam sempre apoiando um ao outro. Eles ficam parados em frente a porta se olhando até que Danrique finalmente decide ir embora, sem antes dar um último selinho em eokor.
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Conforto (Eorique/dankor)
FanfictionEram algumas horas antes da inauguração do Top Park e Eokor estava extremamente ansioso por causa disso. Ele não conseguiu se acalmar até receber uma visita de alguém importante para ele. -Capítulo único -Estou shippando os personagens do RP. -Nessa...